Exposições

Mostras em galerias e museus com entrada gratuita

Roteiro inclui mobiliário de Lina Bo Bardi, fotografias de Rodrigo Braga e telas do modernista Alberto da Veiga Guignard

Por: Laura Ming - Atualizado em

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Das pinceladas modernistas de Alberto da Veiga Guignard às fotografias do manauara Rodrigo Braga, não faltam opções gratuitas, e não tão óbvias, para quem gosta de arte. Nossa seleção a seguir inclui também peças de mobiliário desenhadas pela arquiteta Lina Bo Bardi e registros técnicos da industrialização do país feitos pelo alemão Hans Gunter Flieg.

Confira o roteiro:

  • A primeira mostra individual do artista americano no país traz edições de obras com mecanismos semelhantes aos de relógios. Há, por exemplo, hastes coloridas que giram em torno do próprio eixo, mas as peças mais interessantes são pequenos desenhos de passarinhos e borboletas que giram tão rápido que criam animações. Até 29/11/2014.
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  • Aluno de alguns dos maiores nomes da gravura brasileira (estudou com Oswaldo Goeldi e Livio Abramo), o pernambucano Gilvan Samico (1928-2013) criou um estilo único ao se apropriar do grafismo dos cordéis para desenvolver obras coloridas repletas de temas míticos. Linhas, Trançados e Cores: No Reino de Gilvan Samico apresenta 44 peças escolhidas por Renata Pimentel, que cresceu no ateliê do artista, amigo íntimo de seu pai. Ali, não é só a curadoria que tem marcas familiares. No fim da vida de Samico, um neto se responsabilizava pelas impressões, um filho cuidava das molduras e a nora tocava a comercialização. Outra marca particular de sua trajetória era o perfeccionismo do também artesão e marcheteiro que se refletia em uma produção lenta — a partir da década de 90, limitava-se a apenas duas novas gravuras por ano. Para chegar à versão final de A Caça, por exemplo, descartou quarenta estudos anteriores. Nela, pode-se observar como ele gostava de personagens fantásticos inspirados em lendas e folclore. Estão lá ainda desenhos do início de carreira, em que ilustrava histórias bíblicas, e um documentário filmado em casa, em Olinda, dois meses após sua morte, com depoimentos de amigos e artistas próximos. Até 30/11/2014.
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  • Estão reunidas 25 esculturas pequenas e pinturas produzidas entre 1970 e 1980 que foram pouco exibidas durante a vida de Amilcar de Castro (1920-2002). Há um conjunto inédito de telas em preto e branco produzidas com vassoura em vez de pincel, de forte impacto visual, além de suas conhecidas esculturas feitas de chapas de ferro cortadas. De 31/10/2014. Até 30/1/2015.
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  • São 220 imagens vindas do acervo do Instituto Moreira Salles que capturaram o desenvolvimento industrial, das artes e da publicidade brasileiros entre 1940 e 1980 feitas pelo fotógrafo alemão, radicado no Brasil desde 1939. Estão ali registros de indústrias automobilísticas e da primeira Bienal da cidade, entre outros. De 20/9/2014. Até 29/3/2015.
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  • Antes de projetar alguns dos prédios mais famosos de São Paulo, entre eles o Masp e o Sesc Pompeia, a arquiteta italiana Lina Bo Bardi (1914-1992) foi responsável por introduzir linhas modernas nos móveis das casas paulistanas. Ao lado do conterrâneo Giancarlo Palanti, fundou em 1948 o Studio Palma, que durou três anos e de onde saíram poltronas, escrivaninhas e cadeiras com elementos bem brasileiros, como redes indígenas e couro nordestino. Lina Bo Bardi Designer: o Mobiliário dos Tempos Pioneiros reúne alguns desses objetos — sobreviventes das pequenas edições que não chegavam a duas dezenas de unidades produzidas. Na mostra estão os móveis desenhados para a Casa de Vidro, além de baús e armários antigos trazidos da Europa, fotografias e projetos. Entre as peças, há o protótipo da Cadeira Bowl (1951), sua criação mais famosa, inspirada nas tigelas utilizadas por caiçaras. O primeiro estudo foi feito de vime, até que se chegou ao modelo final, com estofado e estrutura de alumínio. De 18/10/2014. Até 7/12/2014. Marco arquitetônico: outro atrativo da exposição é a oportunidade de conhecer ou revisitar a bela Casa de Vidro, onde o casal Pietro e Lina Bo Bardi viveu por 41 anos.
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  • Filho de biólogos, Rodrigo Braga, um manauara residente no Rio de Janeiro, tem 38 anos e apurou seu olhar para a natureza na infância, quando acompanhava os pais em pesquisas de campo. O artista explora a mata à sua maneira. Munido de máquina fotográfica e bloquinho, percorre trilhas e praias sozinho por dias em busca de cenários com potencial para ser transformados. Agricultura da Imagem exibe trinta dessas fotografias em que penas coloridas aparecem em galhos de árvore e escamas de peixe brilham sobre folhagens. Nada foi encontrado assim, claro, mas todos os elementos foram selecionados durante as caminhadas. Em Biomimesis (2010), uma folha é colocada sobre um peixe após ser recortada com um estilete às margens do Rio Negro. A vegetação parece imitar as formas do animal. Em Campos de Espera, urubus sobrevoam uma árvore com restos de pescado pendurados por Braga três dias antes. Outra sala mostra parte de seu ateliê incomum, cheio de revistas científicas, documentação de viagens e pedras, além de apresentar os primeiros desenhos do artista, feitos quando ele tinha 7 anos. De 4/9/2014. Até 30/11/2014.
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  • Brecheret e Sua Visão do Sagrado apresenta 35 esculturas de temática religiosa produzidas pelo artista ítalo-brasileiro, vindas da coleção da curadora e filha Sandra Brecheret Pellegrini. São madonas, virgens e pietás feitas de gesso e bronze entre 1920 e 1950. De 19/9/2014. Até 16/11/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO