Melhor da semana

Exposições em cartaz na cidade

Fique por dentro da programação de museus, galerias e centros culturais

Por: Julia Flamingo - Atualizado em

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São Paulo é uma das melhores cidades do mundo para se experienciar a arte. Saiba os destaques das mostras em cartaz e programe-se:

 

  • Para diversas tribos indígenas brasileiras, os adornos servem para identificação das etnias, embelezamento e manutenção de tradições. Colares, cocares e máscaras, além de objetos como urnas funerárias integram a coleção do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE), que emprestou 200 peças ao Sesc Pinheiros. Na mostra Adornos do Brasil Indígena: Resistências Contemporâneas, elas são apresentadas ao lado de trabalhos de artistas contemporâneos, como a série Marcados, de Claudia Andujar. Até 8 de janeiro de 2017.
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  • Cocriador da Fundação Árabe para a Imagem, o libanês Akram Zaatari é um dos nomes mais fortes do mundo quando o assunto é videoarte. Quase sempre protagonizados por homens, seus filmes discutem principalmente relações homossexuais no contexto árabe. Em sua primeira individual no Brasil, no Galpão VB, são apresentadas seis de suas produções, realizadas entre 1998 e 2014. Todas guardam doses equilibradas de diversão e incômodo. Em Dance to the End of Love, quatro projetores transmitem vídeos captados do YouTube. Imagens de fisioculturismo, dança e músicas típicas beiram o brega e arrancam boas risadas do espectador. Com caráter mais politizado, Beirut Exploded Views mostra a realidade dos refugiados no Líbano. De 5/9 a 3/12/2016.
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  • Aos 62 anos e com quatro décadas de carreira, Alex Flemming ganha retrospectiva no MAC. Já no título da mostra, porém, fica claro que o paulistano que se divide entre o Brasil e a Alemanha está longe de parar. RetroPerspectiva reúne um conjunto de 110 obras coloridas, feitas com materiais inusitados como malas de viagem, computadores e roupas. Seu estilo pop reúne diversas técnicas num mesmo quadro. Tanto a pintura quanto o estêncil e a colagem, por exemplo, foram usados em Iemanjá Hopocondríaca. Ao redor da figura mítica de cabelos longos e cauda de sereia aparecem cartelas vazias de remédio. Até 11/12/2016.
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  • Cinquenta fotografias integram a exposição de Arno Rafael Minkkinen, que compõem uma retrospectiva de sua carreira de mais de 40 anos. Na programação integrada, serão oferecidos os cursos Fotocolagem, Laboratório de Movimento para Performers e Fotógrafo, A Fotografia em Sala de Aula e a oficina Lab-Move: Estudos de Movimento e Retratos de Longa Exposição. Para dias e horários entre no site do Sesc. Até 18/12/16.
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  • Setenta esculturas formadas por madeira, alumínio e tecido envolto em parafina compõem a instalação montada pela primeira vez em 1992. Presos no teto por fios de náilon, os fragmentos são apresentados no lugar de santos ou altares, que um dia já fizeram parte da capelinha. Impossível não notar o contraste entre o ambiente rústico e a arte contemporânea. Até 5/3/2017.
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  • Com curadoria de Douglas de Freitas, a retrospectiva Arte à Mão Armada reúne cinquenta dos mais marcantes trabalhos da artista. Entre as obras históricas está a fotografia Escada, desenho riscado num barranco na periferia de São Paulo, em 1968. Também são exibidas as impactantes instalações Hino à Bandeira — composta de lençóis de 30 metros quadrados na cor rosa em diferentes tonalidades, que são molhados todos os dias — e Escuta, cômodo coberto por papel craft do teto ao chão. Até 8/1/2017.
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  • A mostra reúne 110 obras da arte moderna, assinadas por nomes como Tarsila do Amaral, Lasar Segall e Portinari, além de artista concretos e neoconcretos, a exemplo de Lygia Clark e Waldemar Cordeiro. Ao lado das outras mostras em cartaz, o museu passa a ser o único da cidade que, com 700 obras distribuídas em 2 000 metros quadrados, conta a história da arte no Brasil do século XVIII até o XX, chegando a meados da década de 70.
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  • "Tudo Passa" é a frase estampada numa cortina com bolinhas de madeira, que se destaca entre as obras expostas na Central Galeria. Assinada pelo baiano Mano Penalva, a obra remete aos típicos bancos de táxi brasileiros. Esse e outros trabalhos da mostra Balneário dizem respeito a costumes nacionais, sejam eles produtos, crenças ou deslocamentos. Nas paredes do espaço, por exemplo, telas são cobertas por sacolas de nylon, lona e elásticos, remetendo aos embrulhos típicos de viajantes ou comerciantes. Apesar de não estar alinhada com a seleção de peças para a mostra, também se destaca a peça Janeiro, que faz lembrar as caixas de areia japonesas: o movimento circular de hastes de madeiras fazem desenhos na areia branca jogada no chão. Esta é a primeira mostra do artista de 29 anos na galeria: mais uma aposta dos seus jovens diretores, cujos olhos treinados trazem para o espaço artistas que ainda não estão integrados ao mercado.
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  • Não espere até 2022 — data para a qual está prometida a reabertura do Museu do Ipiranga — para revisitar o seu acervo e matar a saudade. Passe na Pinacoteca, que pegou emprestadas de lá cinquenta obras emblemáticas. A parceria entre ambos é antiga: o nascimento da Pina, em 1905, só foi possível porque o Museu Paulista doou a primeira leva de obras para compor sua coleção. Quadros de grandes dimensões como A Colheita, de Antonio Ferrigno, estão agora divididos em quatro temáticas: paisagem rural, história bandeirante, transformação da paisagem urbana de São Paulo e representações do Museu do Ipiranga. As salas estão localizadas nos quatro cantos do 2o andar, o que quase impossibilita um trajeto lógico, mas convida a uma andança inesquecível por um dos melhores acervos do país. Até 30/1/2017.
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  • A arte da paulistana Denise Milan busca enaltecer a sabedoria da natureza. É por isso que quartzos, sodalitas e basaltos se transformam na base de suas obras. Catorze pedras pesadas (algumas de até 300 quilos) e maravilhosamente trabalhadas estão espalhadas pela Galeria Lume. Elas parecem lembrar o visitante de uma São Paulo caótica de que o homem pode apreciar e complementar a natureza, sem tentar se sobrepor a ela. Com curadoria de Marcello Dantas, a individual chamada de ConCentração mostra a obsessão de Denise pela forma circular, tanto aquela já existente no universo quanto a forjada. Na peça Cristalino, por exemplo, foi feita a junção de um cristal translúcido de quartzo com aço. Até 23/12/2016.
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  • A proposta da mostra Um Desassossego é ousada: a curadora Germana Monte-Mór convidou dez artistas consagrados para escolher dois talentos jovens cada um. A reunião de pinturas mapeia a produção dos recém-formados. Marina Saleme, por exemplo, trouxe peças assinadas por Marina Hachem, que usa concreto e arame em O Falso Mendigo. Vale checar também as obras de Leopoldo Ponce e Guilherme Ginane, selecionados por Paulo Monteiro e Paulo Pasta. Até 6/12/2016.
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  • Em 2009, durante a Bienal de Veneza, quem olhava para cima não via apenas os milhares de pombos que infestam a cidade italiana. O céu foi tomado por um enxame de dirigíveis infláveis, sem que ninguém soubesse quem era o autor da artimanha. Assinada pelo mexicano Héctor Zamora, a performance foi um dos vários happenings, ou acontecimentos malucos, bolados pelo artista desde 2000. Ele já viveu numa estrutura que construiu no topo do Museu de Arte Carrillo Gil, na Cidade do México, e já armou uma floresta feita de paraquedas, no Arizona, nos Estados Unidos. Vídeos, fotos, desenhos e textos dessas e de outras intervenções estão agrupados na mostra Dinâmica Não Linear, no CCBB. Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a exposição faz uma retrospectiva de trabalhos que evidenciam temas como a informalidade atual e o trabalho operário. Só não espere ver dirigíveis ou outras grandes instalações por ali — o foco recai sobre a história documentada de cada ação. De 2/11 a 2/1/2017.
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  • 60 000 metros. Essa é a extensão da linha usada pela artista Edith Derdyk na instalação Dos Caminhos que Se Bifurcam, construída ainda com 4 000 pregos enferrujados. Com inauguração marcada para sábado (26/11), na Galeria Mezanino, a obra remete à mitologia grega das Moiras, as irmãs que controlariam os fios da vida dos indivíduos. Até 20/12/2016.
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  • É grande o contraste entre as obras de tom cinza e preto assinadas por Marina Hachem e as paredes brancas do espaço Arte Hall. Armados de concreto, arame e tintas de cores escuras, os trabalhos da jovem artista parecem sempre remeter ao conceito do peso. Na instalação Acúmulo, por exemplo, blocos de concreto presos à parede por correntes de ferro dizem respeito à gravidade. Os objetos, porém, são preenchidos por gesso: muito mais leves do que parecem ser, eles brincam com a percepção do visitante. As pinturas também tem como foco a brutalidade dos materiais, traduzido nas texturas irregulares das telas. Já a série dos curiosos desenhos em grafite montam narrativas, que ficam no limiar do real e do imaginário. Baseados em memórias de familiares, os rabiscos parecem organogramas que procuram sistematizar lembranças de seus descendentes libaneses.
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  • Lozalizada numa charmosa vila na Alameda Lorena, a Dconcept tem dois espaços pequenos entre ateliês e outras galerias da mesma rua de paralelepípedo. Ambas as salas estão ocupadas pela individual do artista Felipe Oliveira Mello, que faz intervenções em fotografias da Rainha Elizabeth II, nos mais pomposos ambietes. A boa ideia de dar um tom jocoso às fotografias é limitada à cobertura dos rostos dos personagens e intervenções com carimbos e bordados. Ao seguir o mesmo padrão, os trabalhos se tornam repetitivos.
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  • Pintores clássicos de paisagens descansavam suas telas em cavaletes.Na contramão dessa tradição, o paranaense Francisco Faria usa papel e coloca-o sobre uma mesa. A intenção é impedir que o pó do grafite deixe marcas acidentais em suas criações. Outra diferença importante: suas paisagens, inteiramente traçadas a lápis, não são retratos do que ele vê, mas uma construção imaginária que mistura memória com sonhos. Dezoito desenhos feitos nos últimos trinta anos integram sua individual na Galeria Bolsa de Arte. Cerca de três meses foram necessários para finalizar peças como O Caminho da Floresta para o Mar I e III. Para atingir os efeitos de variações de textura e as múltiplas gradações de cinza, ele usa doze grossuras de grafite. Até 10/12/16.
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  • Para ajudar o marido a aprender a língua alemã, a portuguesa Lourdes de Castro criou cadernos repletos de colagens, desenhos e dizeres. Caderno de Alemão (acima) foi um entre as dezenas de livros que a artista produziu entre as décadas de 50 e 80, antes de se retirar para a Ilha da Madeira, onde está até hoje. Aos 85 anos, ela participa da mostra O Futuro Será uma Réplica, ao lado de outros quatro artistas portugueses, como Carla Filipe e Gabriel Abrantes. Todos estão na 32a Bienal. Até 11/12/2016.
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  • Em 10 de junho de 1926, um homem foi atropelado por um bonde em frente à catedral Sagrada Família, em Barcelona. Considerado indigente, foi levado a um hospital qualquer. Os responsáveis pelo socorro mal sabiam que aquele era Antoni Gaudí, o glorioso artista que mudou o cenário da Catalunha e os rumos da arquitetura em seus 74 anos de vida. Gaudí é homenageado no Tomie Ohtake. Vieram da Espanha quatro maquetes gigantes do profissional, conhecido por sua meticulosidade. Textos didáticos explicam o contexto da cidade no começo do século XX e as salas do 1° andar exibem projetos com detalhes rebuscados das abóbadas, capitéis, portas e grades de construções como as Casas Batló e Milà. Completam a exposição obras de modernistas contemporâneos ao catalão, como Santiago Rusiñol.
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  • Ao lado de outros concretistas, Geraldo de Barros (1923-1998) venerava a geometria, as estruturas aparentes e o jogo de luz e sombra. A combinação desses elementos tornou suas fotografias e pinturas cobiçadas até hoje pelos maiores museus do mundo. Esse é o caso de Jogo de Dados, obra pertencente ao Museu de Artes da Unicamp. O artista também investia na produção de móveis simples e funcionais. As várias faces da produção de Barros constroem a mostra Geraldo Industrial, em cartaz na belíssima casa modernista projetada por Rivo Levi. Até 12/1/2017.
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  • Cores rosa-choque e verde-limão parecem berrar ao visitante que entra na sala do 1° andar do Instituto Tomie Ohtake, onde está exposta I Love You Baby, de Leda Catunda. Mas a mostra passa longe de impactar quem está acostumado ao trabalho da artista paulistana. Sem uma nova roupagem, as peças investem numa discussão já desgastada no mundo da arte: a abundância e o excesso na sociedade capitalista. São bordados e tecidos almofadados combinados com referências da cultura de massa, como logotipos de marcas, ícones de bandas e selfies. Um universo kitsch de estética particular que não chega a chocar. Até 15/1/2017.
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  • A produção da arquiteta Lina Bo Bardi (1914 - 1992) está em exibição constante: basta observar suas construções, como o prédio do Masp, ou visitar uma das recorrentes mostras que prestam homenagem à ítalobrasileira. Com material original escasso e montagem primária, Lina Bo Bardi: Together não se destaca. Mas funciona para pessoas pouco familiarizadas com sua trajetória. Até 11/12/16.
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  • No quadro com mais de 4 metros de largura intitulado Terra Líquida, Marina Rheingantz cria várias narrativas. No todo, a cor azul lembra o mar. Mas em cada pedaço da obra aparecem figuras que se misturam com o abstrato das suas grossas pinceladas. A individual da artista de 33 anos traz outras dez peças igualmente impressionantes. Repare na borda das telas, de onde brotam massas de tinta. Diferentemente da pintura clássica, a contemporânea dispensa as molduras. Até 22/12/2016.
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  •  A Mão do Povo Brasileiro propõe-se a ser uma nova versão de uma megamostra organizada pela arquiteta Lina Bo Bardi, em 1969. Na ocasião, foram exibidos 2 000 objetos, entre carrancas, santos e tecidos. O conjunto mostrava a rica cultura material das várias regiões do Brasil. Cinquenta peças da edição original estão presentes por lá, a exemplo da imagem de Bom Jesus de Pirapora. A partir de fotografias antigas da revista VEJA, a equipe do museu identificou a peça e passou meses a procurá-la em instituições e coleções particulares. Por sorte, o curador Tomás Toledo deu de cara com a figura de capa vermelha na vitrine de um antiquário nos Jardins. Os outros 950 objetos apresentados são inéditos. Até 22/01/17.
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  • Desde o último dia 19, quem entra no octógono da Pinacoteca e vê sua imagem refletida nos espelhos de Exit III com Parede Niemeyer dificilmente consegue conter as exclamações. Parte da impressionante antologia da mineira Ana Maria Tavares, a instalação compõe a mostra No Lugar Mesmo ao lado de mais cerca de 160 trabalhos, muitos com elementos futuristas. Pelos corredores, há ainda paredes listradas de preto e branco com espelhos arredondados usados para a segurança de prédios. O tom de um ambiente constantemente sob vigilância é reforçado por vídeos e esculturas que exploram os conceitos de deslocamento, labirinto e suspensão. Até 10/4/2017.
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  • Em paralelo com a Pinacoteca, que inaugurou em agosto Vanguarda Brasileira dos Anos 1960, a Ricardo Camargo Galeria abre, na quinta (24/11), a exposição Pop, Nova Figuração e Após. A revisitação da arte pop por aqui segue uma tendência mundial: no ano passado, a Tate Modern, em Londres, sediou The World Goes Pop e levou a mostra International Pop para os Estados Unidos. O motivo desse movimento? As discussões trazidas pelas décadas de 60 e 70 nunca foram tão atuais. No Brasil, nomes como Claudio Tozzi, Antonio Dias e Rubens Gerchman inspiraram-se em Andy Warhol e Roy Lichtenstein para produzir obras críticas à política e à cultura usando a linguagem publicitária e de quadrinhos. Identificados Policiais da Chacina, de Gerchman, e Viet Paz, de Tozzi, por exemplo, dizem respeito à violência policial e ao conservadorismo americano. Relíquias como Bang!, de Maurício Nogueira Lima, e painéis do japonês Tomoshige Kusuno também integram a seleção. Até 31/1/2017.
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  • Cerca de quarenta artistas lusos, como Joana Vasconcelos e Antonio Manuel, assinam 270 trabalhos da mostra Portugal Portugueses. A exposição é como uma segunda edição de Africa Africans, eleita pela Associação Brasileira de Críticos de Arte a melhor de 2015. Ganha destaque a instalação Matérias do Esquecimento, de Sofia Leitão. Ela trata os livros como sendo fontes de memória: histórias não registradas podem ser facilmente esquecidas. Até 8/1/2017.
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  • O MuBE está de nome novo: Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia. Na verdade, a palavra recém-incluída, "ecologia", fazia parte do título original da instituição, quando foi inaugurada em 1995. A proposta do novo curador do museu, Cauê Alves, é resgatar ações relacionadas à temática, tendo como ponto de partida o jardim do espaço projetado por Burle Marx. Além da restauração do jardim, o prédio também deve receber uma exposição sobre a Amazônia, em 2017. Como parte desse novo projeto, o coletivo OPAVIVARÀ! apresenta uma instalação que percorre todas as áreas do museu. A proposta é de ressignificar o jardim e a paisagem do bairro com a obra Remotupy. A canoa dirigível é ativada pelo público, que dirige o triciclo por todo o complexo. O grupo também ironiza à precária situação de locomoção da cidade: quem não gostaria de navegar pelas águas da cidade, em dias de chuva?. Até 11/12/16.
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  • Pai da Aviação, Santos Dumond recebe homenagem no Itaú Cultural com mostra sobre suas outras facetas pouco conhecidas: criador de outras várias invenções, esportista, designer, empreendedor e cientista. Na comemoração dos 100 anos da aviação - celebrado em dezembro - Dumond é homenageado com exposição interativa que reúne 600 fotos, croquis, audiovisuais e documentos. Sem contar que por ali estará exposta uma réplica da aeronave Demoisielle em tamanho natural. 26/11/16 a 29/01/17.
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  • Sempre bonitas, as fotografias de Sebastião Salgado não guardam muito mistério. Entrar em uma de suas mostras é saber o que esperar e sair satisfeito. Na nova individual da Galeria Mario Cohen, que acaba de se mudar para o andar de cima do prédio na rua Joaquim Antunes (antes ficava no térreo e agora está no 2° andar), o efeito não é diferente. Por ali, o fotógrafo expõe dezessete fotos tiradas no Kuwait, entre 1990 e 1991, quando centenas de poços de petróleo foram sabotados e incendiados pelo exército iraquiano próximo ao fim de sua ocupação no Kuwait. As imagens retratam homens e mulheres que arriscaram suas vidas a fim de apagar o incêndio assolador nos poços e estancar os vazamentos. Repare que, banhados pelo vazamento, esses personagens ganham um aspecto de escultura, como se fossem heróis de sua própria história.  De 26/10/16 até 20/12/16.
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  • Com o intuito de traçar perspectivas acerca da situação política e cultural em Israel, a mostra Staring Back At The Sun reúne a produção audiovisual israelense concebida em situações de conflito. Realizados entre 1970 e 2012, os trabalhos foram divididos em quatro partes e temas, que serão apresentados nos dias 25, 26 e 30 de novembro e 1 de dezembro, às 19h30, na Casa do Povo. A curadoria da mostra é assinada por Yael Bartana, Sergio Edelzstein, Avi Feldman e Ilana Tenenbaum. Confira aqui a programação completa, que também inclui palestras com especialistas no tema. * Programe-se: no sábado, 26, haverá também o lançamento do livro O quão polonês você se sente hoje, finalizando o projeto refúgio polonês que ficou em cartaz na casa durante o mês de novembro.
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  • A morte do pernambucano Tunga, em junho deste ano, foi uma triste notícia para os amantes da arte. Um dos nomes mais importantes da produção contemporânea brasileira, ele preparava na época a mostra Pálpebras. O choque não desestimulou a equipe do Laboratório Agnut (o ateliê que leva seu nome, de trás para a frente), no Rio de Janeiro. Eles deram continuidade à produção da exposição, que será inaugurada neste sábado, 15 de outubro, com trinta trabalhos inéditos ou pouco vistos por aqui. “Fecharemos um ciclo”, conta Fernando Sant’Anna, assistente e amigo do artista. Feitos com caixas de madeira, cálices e elementos que parecem escatológicos (o líquido da foto ao lado imita xixi), os Phanógrafos serão apresentados na sede da Galeria Millan. A série das esculturas que remetem ao corpo, intituladas Morfológicas, poderá ser vista no espaço anexo. Até 12/11/2016.
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  • Com o título Incerteza Viva, a 32ª Bienal de São Paulo fica em cartaz até o dia 11 de dezembro no Pavilhão da Bienal. Confira aqui a matéria completa sobre a mostra. + Por Dentro da Bienal: Série de entrevistas com os artistas participantes Programação: haverá programação de palestras, apresentações musicais, entre outros eventos, sempre as quintas, às 20h, e aos  sábados, às 16h.  Visitação com orientadores: visitações gratuitas mediadas serão feitas todas as terças, quartas, quintas e sextas, às 10h, 11h30, 14h e 16h30; sábados e domingos a cada 30 minutos a partir das 9h30 até às 17h. As visitas noturnas serão oferecidas as quintas e sábados às 19h e 20h. Todas as visitas com grupos espontâneos têm duração de 1 hora. Procure os balcões de atendimento nas entradas da exposição. Os grupos a partir de dez pessoas que desejarem agendar visitas com duas horas de duração, devem ligar para o telefone 3883.9090. Para visitas em inglês ou espanhol, o agendamento deve ser feito com 48h de antecedência.  Audioguia: O projeto Campo Sonoro da 32ª Bienal oferece ao visitante experiências sonoras complementares à exposição. Composto por mais de 40 faixas criadas em colaboração com os artistas da mostra, traz depoimentos, músicas, leituras de poemas, conversas e narrativas, além de uma proposta de percurso sonoro desde o Portão 3 do Parque Ibirapuera até a porta principal da exposição. A playlist pode ser acessada pelos links abaixo ou pelos códigos nas legendas de obras na exposição: 32bienal.org.br/camposonoro app.32bienal.org.br Funcionamento em dia de eleição: 02/10, das 13h às 19h. Em caso de 2º turno, dia 30/10, também funcionará das 13h às 19h. Acompanhe toda a programação no site da Bienal.   
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  • Um ou outro momento impulsivo acontece com todo mundo. Muitas vezes, ele é seguido de arrependimento — mas há ocasiões em que provoca epifania. Na mostra O Útero do Mundo, a curadora Veronica Stigger faz um elogio aos instantes em que o corpo está fora de controle, indomável. Ela selecionou 280 obras de 120 artistas, um número elevado para o tamanho do espaço. Entre pinturas, fotografias, vídeos e instalações, ganham destaque obras de Flávio de Carvalho, Cris Bierrenbach e Jaques Faing, autor da imagem de esguias pernas de mulheres que caminham de salto alto sobre um chão espelhado. Até 18/12/2016.
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  • Na tela de cinema ao estilo drive-in, a imagem de um louva-deus é projetada bem de perto, por meio de uma lente de aumento. Minutos depois, aparece o fogo. Quem entra em chamas, porém, não é o inseto, como acredita o visitante, mas o próprio papel da exibição. A brincadeira com o olhar do público está presente nos dez trabalhos da mostra Miragem, de Vanderlei Lopes. Dica: esfregue os olhos duas vezes antes de tirar qualquer conclusão. Até 11/2/2017.
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  • Quando alguém menciona pop art, nomes como Andy Warhol e Roy Lichtenstein saltam à cabeça. Mas a estética exagerada e colorida não ficou restrita aos americanos. Durante as décadas de 60 e 70, diversos artistas brasileiros foram grandes entusiastas do movimento. Para eles, alta e baixa cultura eram uma coisa só. Explica-se: garrafas de bebida e propagandas publicitárias, por exemplo, eram tão válidas como formas de arte engajada quanto a pintura e a escultura. Nesse sentido, Cildo Meireles usou vidros de Coca- Cola para fazer críticas à política e à mídia. Em 1970, em plena ditadura militar, imprimiu nas embalagens informações sobre como os vasilhames poderiam virar um coquetel molotov e retornou os produtos à circulação. As garrafas fazem parte da nova mostra da Pinacoteca, Vanguarda Brasileira dos Anos 1960, ao lado de obras como o retrato do caubói da Marlboro pintado por Geraldo de Barros. São cerca de cinquenta trabalhos da coleção do banqueiro Roger Wright, que morreu num acidente de avião, em 2009. Desde março do ano passado, 140 obras de seu acervo estão sob a guarda da instituição. De 17/8 a 26/8/2019.
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  • Se o assunto é museu, Yolanda Penteado (1903-1983) não pode ficar de fora. Ela foi uma das principais figuras na criação de importantes instituições paulistanas — sua biografia, na verdade, confunde-se com a própria história da cidade. A mostra Yolanda Penteado: a Dama das Artes de São Paulo é um paralelo entre a vida dessa paulista de Leme, município a quase 190 quiômetros da capital, e o boom do cenário artístico dos anos 40 e 50. Exibe fotos garimpadas do arquivo familiar e de amigos, apresentadas em um totem, além de relatos em áudio de especialistas sobre o período. Membro de uma família quatrocentona, Yolanda era sobrinha de Olívia Guedes Penteado, baronesa do café e patronesse na década de 20. Durante sua juventude, foi amiga de Assis Chateaubriand, dos Diários Associados, e arrancou suspiros do inventor Alberto Santos Dumont, a quem chamava carinhosamente de seu Alberto. Depois de seu casamento com Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo, em 1947, Yolanda usou seu carisma e prestígio para pôr a metrópole no mapa internacional da arte. Ao lado do imigrante italiano, ajudou na fundação do MAM, em 1948, convencendo famílias abastadas a adquirir obras para sua coleção. Eles também organizaram as primeiras exposições da Bienal, fundada em 1951 e, até hoje, a mais importante do mundo, depois da de Veneza. Na segunda edição do evento, venceu a resistência de Picasso para conseguir o empréstimo de sua Guernica, emblemática tela que nunca havia deixado o MoMa, em Nova York. Yolanda foi ainda a principal figura na fundação do MAC, em 1962, para o qual doou seu acervo pessoal.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO