Arte

Primeira exposição de Ronaldo Fraga chega ao Parque do Ibirapuera

Estilista promete emocionar visitantes da mostra "Rio São Francisco", inaugurada nesta quinta no Pavilhão das Culturas Brasileiras

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

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Os desfiles de Ronaldo Fraga na São Paulo Fashion Week costumam emocionar a geralmente blasé turma da moda. Natural, portanto, que o mesmo ocorra com a primeira incursão do estilista na seara das artes plásticas. Vestidos que cantam, por exemplo, estão entre os atrativos da exposição dele que, após ser vista por 42.000 pessoas em Belo Horizonte, sua cidade natal, abre as portas hoje à noite (quinta, 31) em São Paulo.

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Batizada de "Rio São Francisco Navegado por Ronaldo Fraga: Cultura Popular, Moda e História", a mostra surgiu de uma pesquisa realizada para criação da coleção verão 2009 do estilista. Ele comenta o trabalho na entrevista a seguir.

Veja São Paulo — O que diria para convencer os leitores a visitar sua exposição? Ronaldo Fraga — A exposição se propõe a decodificar o São Francisco, rio que mais desperta afeto nos brasileiros. Conhecê-la é uma chance de entender toda essa paixão.

Veja São Paulo — Seus desfiles na São Paulo Fashion Week são sempre emocionantes. Devemos esperar o mesmo da exposição? Ronaldo Fraga — Sim. Tem elementos, partes que poderei olhar daqui a muitos anos e ainda me emocionar. Um deles é o vídeo que o ator Wagner Moura gravou exclusivamente para a mostra. Apesar de nascido em Salvador, ele viu ser inundada a cidade em que foi criado, Rodelas, também na Bahia, banhada pelo São Francisco. Outros elementos que mexem comigo são os vestidos musicais. Você se aproxima deles e surge a voz da Maria Bethânia declamando o poema “Águas e Mágoas do Rio São Francisco”, de Carlos Drummond de Andrade. É um poema super atual.

Veja São Paulo — Qual é sua ligação com o rio? Ronaldo Fraga — Uma relação íntima, que vem de antes mesmo de eu me conhecer por gente. Meu pai amava tanto o rio que considerava maravilhoso qualquer lugar às suas margens. Adorava ouvir as histórias fantásticas dele quando voltava de passeios e pescarias por aquelas águas.

Veja São Paulo — Por isso que você diz que suas memórias são banhadas pelo São Francisco? Ronaldo Fraga — Sim. Criei uma memória imagética devido às histórias do meu pai. Em 2006, pude conhecer o lugar e concretizar essas lembranças. Compreendi todas as lendas aterrorizantes que ele narrava aprendi com os índios que os mitos servem para ensinar as crianças a respeitar os limites do rio.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO