Arte

5 motivos para visitar a exposição 'Prediction' na Mendes Wood DM

Entenda porque esta é uma das melhores (e mais provocativas) mostras em cartaz da cidade

Por: Julia Flamingo - Atualizado em

Philip Wiegard
Papel de parede de Patrizio Di Massimo toma o fundo de parte da galeria (Foto: Divulgação)

Como seria o mundo tomado pelo pecado? Esse é o ponto de partida de Prediction, coletiva da galeria Mendes Wood DM. A resposta é dada por trinta artistas de todo o mundo escolhidos pelo curador italiano Milovan Farronato. Entenda porque você não pode deixar de passar por lá até 6 de agosto:

1 - A exposição começou a partir de um sonho do artista do Chipre Christodoulos Panayiotou com a Marilyn Monroe. Dizem que a atriz teve um caso com Albert Einstein: nos lugares que ela viveu, foram achadas muitas fotos do cientista e além de cartas trocadas entre os dois. No sonho do artista, Marylin dizia "Eu já sabia, eu já sabia", o que para Panayiotou significou que Marylin sabia da teoria da relatividade antes dele. Depois de acordar, o artista enviou uma carta para o curador Milovan Farronato, que criou uma exposição a partir dos dois pontos principais do sonho: previsões e pecado.

2 - O público pode participar uma performance que é, na verdade, um flerte induzido. Assinada pela búlgara Zhana Ivanova, a obra faz com que seja impossível não se relacionar com a outra pessoa que também segue instruções com fones de ouvido. O final é bem surpreendente.

George Henry Longly
Escultura de George Henry Longly: sim, as cobras estão vivas (Foto: Divulgação)

3 - Parece que você está num zoológico. A galeria é repleta de árvores e plantas, e o ambiente principal da mostra fica em meio a um jardim (até certo ponto) selvagem. Ao som da obra de Naufus Ramirez-Figueroa, uma trilha sonora formada por cantos de pássaros em extinção, o visitante admira obra de mais de vinte artistas de longe, como num jardim zoológico. Até cobras vivas andavam por ali até a última quinta (2): faziam parte do trabalho de George Henry Longly, que fez uma escultura cheia de buracos penetradas o tempo todo por três jiboias. Segundo o museu, elas tiveram que ser retiradas do espaço, porque estava ficando estressadas.

Celia Hampton
Nus de Celia Hempton fazem parte da vitrine com trabalhos de mais de vinte artistas (Foto: Divulgação)

4 - Falando de sexo e pecado, as pinturas da londrina Celia Hempton e do italiano Patrizio Di Massimo são totalmente literárias e encantadoras. Apresentadas em conjunto, elas remetem à história da arte, como as naturezas mortas do Cézanne, mas trazem para uma linguagem contemporânea do fetiche. Elas montam o cenário desta que é uma ilha da fantasia e de provocações. 

Prem Sahib
Prem Sahib faz obra com pequenos pedaços de acrílico que parecem suor (Foto: Divulgação)

5 - As instalações de Prem Sahib remontam um cenário de motel. Ele usa coberta, pipoca, cinzeiro, rolos de papel, espelhos e até gotas de suor para construir três obras elegantes que levam o público a criar situações, digamos, imaginárias.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO