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Exposição de brinquedos é diversão garantida no Sesc Pompeia

Mais de 150 mil pessoas visitaram mostra de brinquedos que animaram infâncias desde os anos 50. Piões, carrinhos e bonecos chamam a atenção dos visitantes

Por: Bruna Ribeiro - Atualizado em

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Bonecos gigantes dos personagens Cosme e Damião dão boas-vindas aos visitantes da exposição Mais de Mil Brinquedos para a Criança Brasileira, no Sesc Pompeia. Levando doces nas mãos, os protetores das crianças abrem as portas para o universo da brincadeira, na apresentação de mais de seis mil brinquedos. Duzentos deles já foram expostos na inauguração da unidade, na mostra Mil Brinquedos para a Criança Brasileira, em 1982. Em cartaz até fevereiro de 2014 e com curadoria de Renata Meirelles e Gandhy Piorski, a reedição comemora os 30 anos do Sesc Pompeia e já recebeu mais de 150 mil pessoas.

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Espalhados em 2 mil metros quadrados, os brinquedos são artesanais, eletrônicos e de coleções particulares. Para não perder nenhum detalhe, o ideal é visitar a exposição, seguindo os cinco espaços temáticos: O Mínimo e as Mãos, Imagem e Similitude, As Mãos e a Vontade, Tecnologias de Voo e Ânima e Mecanismos.

Logo depois da entrada, o primeiro deles é O Mínimo e as Mãos, que exibe miniaturas feitas por artesãos. Muitas obras no local foram feitas por Mestre Molina, um artesão já falecido, que foi funcionário do Sesc e responsável pela confecção de peças lúdicas para a unidade no período de 1986 a 1998. A obra Parque de Diversões, por exemplo, mostra pequenos brinquedos, como gangorra, carrossel e roda-gigante.

Ao lado direito fica a parte eletrônica da exposição, no espaço As Mãos e a Vontade. Um game criado especialmente para a mostra diverte os visitantes. Além disso, há um game boy desmontado e circuitos eletrônicos. Tudo isso para matar a curiosidade de quem sempre quis entender como funciona um brinquedo eletrônico por dentro.

Ânima e Mecanismos, no fundo do salão, reúne carros, trens, autômatos e brinquedos de corda. A coleção reúne desde carrinhos de madeira até os de controle remoto. No laguinho que já faz parte do Sesc Pompeia ficam os barquinhos. Para fechar o cenário, uma mini-cidade é formada por prédios feitos de lego, caixinhas de fósforo e até mesmo cartas, sob um céu de pipas azuis. Fique atento: logo ao lado está uma área reservada a oficinas de artes, às 11 horas, 15 horas e 17 horas. As senhas são distribuídas com 30 minutos de antecedência.

Voltando-se para o lado esquerdo do salão, o visitante se depara com uma fábrica de brinquedos, onde barbies são expostas em uma esteira, como se estivessem na linha de montagem. Um passo-a-passo da criação da Arara Azul da animação Rio também chama a atenção. O local prepara o visitante para finalmente conhecer o espaço Imagem e Similitude, onde estão expostos os bonecos, no piso de cima.

A primeira boneca é uma grega do século V a.c, feita de barro. Depois dela, diversos objetos de grande carga cultural fazem os olhos dos visitantes brilharem. São mamulengos que lembram a infância e bonecas, como as famosas Fofolete, Moranguinho e a Mônica, de Mauricio de Sousa. Os super-heróis, como Homem Aranha e Buzz, do Toy Story, chamam a atenção dos meninos. Os gêmeos Vitor e Tomas Kato, 4 anos, ficaram vidrados observando as vitrines. A avó Suely, 64 anos, que os acompanhava, também se emocionou. "Lembrei da minha infância e também da infância da mãe deles."

Para finalizar o roteiro, descendo a rampa de volta ao piso térreo, o visitante encontrará a seção Tecnologias de Voo, com brinquedos espaciais, petecas, aviões e pipas. O espaço transmite a ideia de uma pista de pouso e decolagem, com objetos de madeira, plástico e até metal.

No fim da exposição estava Maria Stella Castilla, 62 anos, professora de matemática da USP. Avó de Artur, 4 anos, ela define a importância da exposição para as crianças. "A tridimensionalidade é algo muito importante e esquecida atualmente. Acho as brincadeiras eletrônicas fantásticas, mas é preciso valorizar os espaços", opina a matemática. "Além disso, identifiquei os brinquedos da infância, como o pião e bonecos folclóricos, que lembram Pernambuco, onde minha mãe nasceu."

Aproveitando o período das férias, a melhor pedida é visitar a exposição de terça a sexta, quando o movimento é menor. Pela manhã, a partir das 10 horas, é ainda mais tranquilo. A fila aumenta após o almoço e aos sábados e domingos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO