Saúde

Exame de suspeito de ebola dá negativo

Resultado foi anunciado pelo Ministério da Saúde; um segundo teste de sangue será refeito no domingo (12)

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Ebola
Paciente com suspeita de ebola chegou ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (10) (Foto: José Lucena/Futura Press/Folhapress)

O resultado do exame do paciente com suspeita de ebola deu negativo. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde na manhã deste sábado (11). De acordo com o protocolo da Organização Mundial de Saúde, um segundo exame deverá ser feito amanhã para finalizar o diagnóstico e deve ficar pronto em 24 horas. Até a conclusão absoluta do procedimento, o homem segue em isolamento e internado no Instituto Nacional de Infectologia, no Rio de Janeiro. O estado de saúde dele é bom.

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Entenda o caso

Vindo da Guiné, um dos países com mais casos registrados da doença, o africano, de 47 anos, desembarcou no Aeroporto de Guarulhos no dia 19 de setembro e seguiu para o interior do Paraná. Na última quinta-feira (9), o homem deu entrada na Unidade Básica de Saúde de Cascavel (PR), com um quadro de febre, dor de garganta e tosse.  Ele não tinha sinais de diarreia ou erupções no corpo, sintomas comuns da doença. O ebola permanece em período de incubação por 21 dias. Como o paciente se apresentou no posto médico em seu vigésimo dia no Brasil, foi internado e isolado.

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Logo que o caso passou a ser tratado como suspeito, o homem foi transferido em um avião da Força Aérea Brasileira para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, que é referência no país em doenças infecciosas. A amostra do sangue do paciente foi enviada para análise laboratorial no Instituto Evandro Chagas, no Pará, que pertence à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Equipes de investigação continuam monitorando as 64 pessoas que podem ter entrado em contato com o paciente até o término dos testes.

Ebola

O mundo vive hoje a pior epidemia de ebola da história. Foram registrados 8 011 casos na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com 3 857 mortes, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Nigéria, Senegal e Estados Unidos e Espanha apresentaram transmissões localizadas. Juntos, foram contabilizados nestes países 21 pacientes com a doença e 8 mortes.

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Transmitida por um vírus, a doença é fatal em cerca 65% dos casos. A infecção ocorre por meio do contato com sangue, fluidos corporais da pessoa infectada ou do animal doente, como macacos, capivaras e porcos-espinhos. Ao contrário de outras doenças, no entanto, a transmissão ocorre quando o paciente já apresenta os sintomas da infecção. Os principais são febre, fraqueza, dores abdominais, vômito e hemorragias. A incubação - período entre o contágio e a manifestação dos primeiros sintomas - pode variar entre 2 a 21 dias. Não há remédio específico para o ebola.

Em agosto, o Centro de Operações de Emergência em Saúde do Governo Federal acionou o nível dois de emergência, o penúltimo na escala de gravidade, que permite o deslocamento de equipes federais para regiões com suspeita da doença no país sem a necessidade de autorização dos governos locais.

Desde que a Organização Mundial de Saúde decretou emergência, o Brasil adotou um conjunto de medidas para prevenir a transmissão e permitir a rápida identificação de um caso suspeito da doença, com isolamento e tratamento.

O grupo Executivo Interministerial para Emergências em Saúde Pública foi convocado. Além disso, videoconferências semanais com todos os estados são realizadas. Simulações também foram feitas em hospitais de referência e em aeroportos.

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De acordo com o plano traçado, casos suspeitos devem ser encaminhados para hospitais de referência. Essas unidades de saúde, no entanto, fazem apenas a primeira triagem. Casos confirmados, de acordo com a estratégia, devem ser enviados para dois hospitais: Instituto Nacional de Infectologia, no Rio, e Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, onde os pacientes ficam internados. O teste de diagnóstico para comprovação da infecção é feito no Instituto Evandro Chagas. (Com informações do Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO