Restaurantes

Ex-chef entra com petição contra nova administração do Antiquarius

Ernestino Pontes alega que não teve dívidas trabalhistas pagas pela antiga gestão

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Antiquarius Grill
Antiquarius Grill: Walter Benvenutti está no comando da nova casa (Foto: Mario Rodrigues)

Depois de fechar as portas em 2012 por problemas financeiros, o tradicional restaurante Antiquarius, que reabriu em junho deste ano como Antiquarius Grill, volta a se envolver em polêmicas. No último dia 14, o ex-chef da casa, Ernestino Pontes, entrou com uma petição pedindo a penhora do faturamento do novo endereço. O motivo seria o descumprimento de acordo que acertava o pagamento de uma dívida trabalhista acumulada em 35 000 reais (hoje esse valor está em 78 000 reais).

 

Após os vinte anos que Pontes passou na cozinha do restaurante, ele se tornou um dos sócios do também português Tasca do Zé e da Maria. Representado pela advogada Gilda Figueiredo Ferraz, o cozinheiro alega que ficou sem receber o salário fixo de outubro de 2010 até o fechamento do restaurante, dois anos depois. Como ele, outros funcionários da época em que o empresário Thales Martins Filho administrava o estabelecimento também estão com processos trabalhistas abertos.

Mesmo com causa ganha em junho de 2012, que acertava o pagamento do débito em catorze parcelas iguais, Pontes diz que não recebeu nem mesmo a primeira mensalidade. Com o nome da casa novamente em evidência por causa de sua reinauguração, agora comandada por Walter Benvenutti, a advogada voltou a recorrer à Justiça.

Benvenutti, por outro lado, justifica que não deve arcar com as dívidas porque não tem vínculo com a gestão anterior. “Eu comprei o uso de licença da marca para todo o Estado de São Paulo”, diz o novo dono. “O antigo Antiquarius teve uma razão social totalmente diferente da minha e não tenho sociedade com nenhum dos antigos sócios."

O nome de António Perico, porém, que era sócio ao lado de Thales Martins Filho na unidade paulistana e administra a unidade no Rio de Janeiro, ainda aparece no contrato de licença. “Eles fazem vistorias na casa e treinamentos nos funcionários daqui”, completa Walter Benvenutti.  A ação está tramitando na 60ª Vara do Trabalho em São Paulo.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO