MISTÉRIOS DA CIDADE

A evolução dos táxis em São Paulo

Primeiros carros que prestavam esse tipo de serviço se concentravam no Largo da Sé

Por: Gabriela Boccaccio

Presente em mais de cinquenta países, o aplicativo Uber chegou a São Paulo em junho de 2014, conectando passageiros a donos de veículos de luxo. Para os taxistas, o dispositivo é ilegal, pois os automóveis não seguem as mesmas normas de identificação, tampouco passam por vistoria ou necessitam de alvará. Seria um caso, portanto, de concorrência desleal.

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A contenda foi parar nos tribunais. Após veto por curto período, a Justiça liberou o uso da ferramenta por aqui. Os motoristas de praça prometem continuar na briga para tentar reverter a decisão. O objeto dessa disputa, o mercado de transporte particular pago de passageiros, tem longa história na cidade. Os primeiros veículos datam do fim do século XIX e se concentravam no Largo da Sé e no Pátio do Colégio. Na frota da metrópole, também foram comuns os DKW, na década de 60, e os Fuscas, os preferidos nos anos 80.

Confira abaixo alguns modelos que marcaram época nas ruas da metrópole:

1887

Carruagem - Táxi
Carruagens e tílburis faziam o transporte de passageiros e ficavam estacionados no Largo da Sé. Outro ponto comum era o Pátio do Colégio (Foto: Secretaria Municipal de Transporte)

1913

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Automóveis da marca italiana Scat eram bastante utilizados pelos motoristas, que circulavam uniformizados no início do século XX (Foto: Secretaria Municipal de Transporte)

Anos 1950

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Era comum ver os carros da marca Chevrolet levando clientes em São Paulo (Foto: Arquivo Estado)

Anos 1960

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O DKW era popular entre os taxistas nessa época (Foto: Arquivo Estado)

Anos 1980

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Os Fuscas viraram os prediletos dos profissionais e tomaram conta da frota da capital (Foto: Irmo Celso)

Fonte: VEJA SÃO PAULO