História

A evolução da noite paulistana

Acompanhe as mudanças nas casas noturnas ao longo dos anos

Por: Carolina Giovanelli e João Bastista Jr.

Capa 2225 - Hippopotamus
Hippopotamus: um dos sucessos dos anos 70 (Foto: Sergio Berezovski)

ANOS 70

Tanto o filme americano “Os Embalos de Sábado à Noite” quanto a novela global “Dancin’ Days” viraram febre e influenciaram a trilha das casas noturnas.

Baladas: Hippopotamus, Papagaio Disco Club e Banana Power.

Visual: reinavam os paletós, vestidos com paetês e peças de lurex.

Música: disco

Capa 2225 - Madame Satã
Madame Satã: moicanos e camisetas rasgadas agitavam as noites na casa (Foto: Luiz Aureliano)

ANOS 80

Uma onda punk e gótica invadiu a cidade. Além disso, pipocavam rodas de dança break. Em alguns clubes, o new wave bombava as caixas de som.

Baladas: Madame Satã, Gallery, Toco e AeroAnta.

Visual: roupas de cores chamativas e, para os punks, coturnos, penteados moicanos e camisetas rasgadas.

Música: rock, pop rock nacional, new wave e disco.

capa 2225 - Hell´s Club
Hell´s Club: batidas eletrônicas e muita cor (Foto: Raul Zito)

ANOS 90

Estavam em voga as raves movidas a música eletrônica pesada, no estilo de trance e tecno. Surge a tribo dos clubbers. As boates gays ganharam mais adeptos.

Baladas: Hell´s CluB, Massivo, B.A.S.E. e A Lôca.

Visual: sapatos plataforma, cabelos coloridos, tatuagens e piercings.

Música: batidas eletrônicas.

Capa 2225 - Lov.e
Lov.e: mistura de gêneros musicais (Foto: Gladstone Campos)

ANOS 00

Uma mistura de gêneros musicais toma conta das pistas: a mesma casa recebe festas totalmente distintas a cada noite. A região do Baixo Augusta vira ponto de encontro boêmio de vários grupos. Baladas de extremo luxo ganham cartaz.

Baladas: Lov.e, D-Edge, Vegas e Pink Elephant.

Visual: não há tanta produção para a noite. Os estilos aparecem misturados, sem roupas ou apetrechos espalhafatosos.

Música: um coquetel que vai de pop escrachado a flashbacks e house.

Fonte: VEJA SÃO PAULO