Bloodlines

Evento com atores de 'The Vampires Diaries' termina em confusão

Pacotes de até 1 500 reais prometiam fotos com os ídolos teens com fãs, que não foram atendidos. Público reclama de falta de organização

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

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Vampires Diaries: convenção termina em confusão (Foto: Divulgação)

Terminou na delegacia o evento que trouxe quatro atores da série Vampires Diaries a São Paulo. A Bloodlines Convention, organizada pela produtora RTA Global, aconteceu nesse fim de semana, dias 22 e 23 de junho. Nela, fãs da série pagaram de 300 a 1 500 reais por kits que davam direito a fotos, painéis e autógrafos com os atores. "No sábado, para entrar, já tivemos muitos problemas", contou a produtora audiovisual Alice Bartelochi Pinto, de 24 anos, que comprou o pacote mais básico (com direito a foto com os atores) em setembro do ano passado. "A minha cadeira era a 27, porém, as fileiras só iam até o número 24."

Segundo ela, quando pediu auxílio ao segurança, recebeu como resposta um ríspido "se vira!". "Tinha muita gente ali que não pagou nada e estava bem em frente ao palco", diz a fã. Já a estudante Heloísa Ferrari, de 18 anos, desembolsou 1 250 reais e mais 25 reais de taxa de conveniência, em agosto passado. O pacote escolhido dava direito a foto com o ator Paul Wesley, que foi embora antes do fim do evento. "Quando anunciaram que ele havia ido, falaram que o meu kit daria direito às fotos com os outros atores e jogaram a gente em uma fila na escada de emergência."

 A confusão aumentou nesse momento. De acordo com os relatos dos fãs, a organização chegava a empurrar o público para que as fotos fossem feitas mais rapidamente."Os artistas foram muito simpáticos. A Torrey De Vitto chegou até a passar por baixo da mesa para ficar mais próxima do público", comentou Núbia Andrade, mãe da Lívia, de 15 anos, que saiu de Minas Gerais para poder ficar mais perto dos ídolos. As fotos deveriam ser entregues no mesmo fim de semana, em um envelope personalizado. "Quando chegou a vez da minha filha pegar a fotografia, ela não tinha sido revelada", conta Alexsandra Preto, mãe da Aline, de 14 anos. A confusão já estava instaurada. "Os organizadores sumiram. Não tinha mais ninguém para responder por eles."

A polícia foi chamada para conter os protestos do público e recomendou aos presentes que se sentiram lesados que fizessem o boletim de ocorrência. De acordo com Eduardo Rangel, assessor de imprensa da RTA Global, o dono da empresa, Renato Moraes, foi escoltado à delegacia para prestar depoimento. "Fomos informados que temos boletins de ocorrência contra a empresa e Renato também fez sua queixa de cárcere privado, já que não conseguia sair da sala."

Para ele, a confusão começou por causa das adolescentes que não conseguiam se organizar. "Não houve super lotação. Tanto é que no domingo tínhamos cadeiras vazias." Ele conta que contrataram uma empresa com dez impressoras para imprimir as imagens, no entanto, só duas foram levadas ao local. "A gente vai enviar as fotos por correio e disponibilizar via internet. Aqueles que não conseguiram tirar fotos vão receber o dinheiro do pacote de volta", garante. "Eu quero meu dinheiro de volta. Foi um descaso, falta de organização por parte do evento. Fui desrespeitada e já dei entrada no Procon", queixa-se Heloísa.

Segundo a assessoria, uma nota oficial sobre o ocorrido está disponível e se colocam a disposição para esclarecimentos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO