Cidade

Estudantes da USP vão pagar por novo grafite na Paulista

Grupo que apagou desenho feito por grafiteiros no túnel que liga a Avenida Paulista à Rebouças para divulgar evento também fará ação beneficente

Por: Veja São Paulo

Grafite apagado na Paulista
Painel antes e depois da intervenção dos alunos de medicina da USP (Foto: Coordenadoria da Juventude/Reprodução/Facebook)

O grupo de estudantes de medicina da USP que apagou um grafite no túnel que liga a Avenida Paulista à Rebouças no fim de setembro para divulgar um evento se responsabilizou a custear uma nova intervenção artística no local. Eles entraram em acordo com representantes da Coordenadoria da Juventude, ligada à prefeitura, e grafiteiros em reunião realizada ontem (10).

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Os estudantes, que terão de pintar o muro novamente, também irão realizar uma ação conjunta com grafiteiros na Baixada do Glicério, no centro. De acordo com nota oficial da Coordenadoria da Juventude, “a atividade terá intervenções de grafite e ações de práticas da medicina ofertadas gratuitamente e servirão para sensibilizar a formação dos futuros médicos para questões sociais”.

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Por meio de um comunicado divulgado na última quarta (8), os alunos responsáveis pelo evento Show Medicina, se retrataram. Segundo eles, a pintura do muro é feita desde 1991 e “nunca foi realizada com intenção arrogante ou desrespeitosa”.

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“Em todos esses anos, nunca houve qualquer problema ou reclamação formal e sempre pintamos por cima de diversos desenhos”, continuam. “Contudo, há cerca de uma semana, soubemos pelas redes sociais que os grafittis que apagamos com a divulgação do show eram resultado de uma mobilização organizada pela Coordenadoria da Juventude, reunindo diversos artistas para a execução dos painéis, e que contavam, naturalmente, com a autorização da prefeitura.”

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“Lamentamos profundamente o ocorrido e gostaríamos de nos desculpar com os artistas envolvidos, com a Coordenadoria da Juventude, com a faculdade de medicina e com a sociedade paulistana como um todo”, informaram em nota.

Fonte: VEJA SÃO PAULO