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Estudantes voltam a ocupar escola estadual em Pinheiros

Fernão Dias Paes foi novamente alvo de manifestação de alunos durante a madrugada, também segue protesto no Centro Paula Souza, no centro

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Escola Fernão Dias volta a ser ocupada (Foto: FramePhoto/Folhapress)

Por volta das 3h da manhã deste sábado (30), um grupo de estudantes voltou a ocupar a Escola Estadual Fernão Dias Paes, na Avenida Pedroso de Moraes, em Pinheiros, na Zona Oeste. Eles protestam contra os poucos recursos para a educação e a falta de merenda.

Segundo informações da Polícia Militar, trata-se de um movimento pacífico e não houve confrontos até o início da tarde. Não existem ainda informações oficiais sobre o número de estudantes no local.

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A Escola Estadual Fernão Dias foi uma das primeiras a serem ocupada em uma manifestação contra o fechamento de instituições proposto pelo governador Geraldo Alckmin do ensino médio, entre novembro e dezembro de 2015 e janeiro de 2016.

Além da Fernão Dias, 150 estudantes das escolas técnicas do Estado de São Paulo (Etecs) ocupam o prédio do Centro Paula Souza, na região da Luz, desde a sexta (29). Eles defendem que a chamada merenda seca, composta por bolachas, barras de cereal e suco, é insuficiente, uma vez que a maioria estuda em período integral.

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O movimento ganhou o apoio de alunos da Universidade de São Paulo (USP) e do Movimento Passe Livre. Jovens que participaram das invasões no ano passado contra a reorganização da rede também fazem parte do grupo. A ocupação é organizada em comissões, cada uma responsável por um serviço, como limpeza, segurança, comunicação e arrecadação de alimentos, roupas e cobertores. 

Na sexta (29), professores da rede estadual de ensino de São Paulo aprovaram em assembleia a participação da categoria na greve geral contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcada para 10 de maio. Após a assembleia realizada no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), os professores saíram em passeata até a Secretaria da Educação, na Praça da República. De lá, seguiram até o Centro Paula Souza, em apoio ao movimento estudantil.

Fonte: VEJA SÃO PAULO