Exposições

"Estratégias para Luzes Acidentais" investiga a luminosidade na arte

Mostra em cartaz na Luciana Brito Galeria reúne trabalhos de dezoito artistas

Por: Jonas Lopes

Palácio do Itamaraty - Estratégias para Luzes Acidentais 2229
Palácio do Itamaraty: imponente iluminação reforça a sensação de poder (Foto: Caio Reisewitz)

As várias maneiras pelas quais a luz se manifesta por meio da criação artística permeiam a mostra Estratégias para Luzes Acidentais, em cartaz na Luciana Brito Galeria. Composta de dezoito nomes — alguns “emprestados” por outras galerias —, a exposição tem curadoria de Eder Chiodetto, que, apesar de mais associado à fotografia, selecionou também instalações, esculturas, vídeos e uma pintura.

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Caio Reisewitz apresenta uma imagem em que discute a sensação de poder referente à imponente luminosidade do Palácio do Itamaraty. Rosana Ricalde arrisca ainda mais. Ela pendura páginas do romance "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago, e recorta todas as palavras associadas a escuridão e falta de visão, fazendo a claridade atravessar os espaços vazios e refletir-se na parede.

Fotoformas - Estratégias para Luzes Acidentais 2229
Obra da série Fotoformas, de Geraldo de Barros: próxima à abstração (Foto: Reprodução)

Em Window, a dupla dinamarquesa AVPD utiliza um sensor para captar a energia do sol na rua e transmiti-la dentro do espaço expositivo através de lâmpadas. O mesmo duo tem um conjunto de combinações quase transparentes de acetatos contrapostos às clássicas Fotoformas, do modernista Geraldo de Barros, próximas à abstração. Já Ricardo Carioba escolhe um som diferente para cada cor no vídeo Éter.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO