Cinema

Escolha um filme de acordo com o estilo do seu pai

Boas dicas para aproveitar um dia especial

Por: Redação VEJA SÃO PAULO

Cinco filmes de acordo com o estilo do seu pai

  • O galês Paul Potts, de 43 anos, foi o primeiro vencedor do programa de TV Britain’s Got Talent, em 2007. De olho na incrível história de superação do cantor, Simon Cowell, um dos criadores da atração, produziu uma charmosa cinebiografia. A trama começa com flashbacks da infância do protagonista. Gorducho e fã de ópera desde criança, Potts era constantemente humilhado pelos colegas de escola. Chegou à vida adulta ainda sofrendo bullying. Mas nada o desanimou de ingressar na carreira artística. Ele ganhou um concurso de talentos e, com o dinheiro, se mandou para Veneza a fim de fazer aulas de canto lírico. Durante esse curso, em 2001, o inseguro rapaz fez uma apresentação desastrosa para Luciano Pavarotti. O incentivo da jovem esposa (Alexandra Roach), contudo, o levou na direção certa.  David Frankel (O Diabo Veste Prada) conduz a trama com humor e leveza mesmo com os percalços dramáticos ocorridos na trajetória de  Potts. Para interpretar o tenor, James Corden foi uma escolha muito acertada. Além de carismático, ele agarra o papel com uma energia contagiante. Estreou em 24/7/2014. Carreira de sucesso: Paul Potts gravou três álbuns de estúdio desde que venceu o programa e já excursionou por países como Alemanha, Áustria, Islândia e Polônia.
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  • Autor que se estabeleceu com sucesso no segmento literário chamado de young adult, o americano John Green aprovou a adaptação de seu best-seller A Culpa É das Estrelas. Difícil ser de outro jeito. Da escolha dos protagonistas ao desenrolar de uma trama triste e sem sentimentalismo barato, o longa-metragem envolve o espectador em um drama romântico capaz de arrancar lágrimas até dos mais insensíveis. Fase importante na vida, é na pós-adolescência que surgem as primeiras paixões concretas, a necessidade da escolha profissional, o sexo ligado ao amor. Gus e Hazel (Ansel Elgort e Shailene Woodley) se encaixam nesse universo quase adulto, mas têm limitações físicas e afetivas. Por causa de um câncer terminal, Hazel sabe de seu curto período de vida. Gus já atravessou a fase crítica da doença e precisou amputar parte de uma perna. Eles se conhecem num grupo de apoio a pacientes e, do primeiro bate-papo, nasce uma amizade. Embora a garota recuse qualquer tipo de ligação íntima (pensando no futuro sofrimento do outro), ela enxerga no adorável Gus um parceiro de todas as horas. A afinação cresce, e eles partem para Amsterdã a fim de encontrar o escritor favorito de ambos. Se há leveza e humor em algumas situações, o filme carrega a dolorosa condição de seus protagonistas, defendidos com unhas, dentes e alma por dois talentosos atores. Estreou em 5/6/2014.
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  • A deslumbrante comédia foi consagrada no Oscar com quatro prêmios: melhor figurino, trilha sonora, desenho de produção e cabelo/maquiagem. Na trama, um escritor (interpretado por Tom Wilkinson) relembra o passado, quando se hospedou no Grande Hotel Budapeste. Ele tinha 40 e poucos anos (Jude Law assume o personagem) e ouviu do proprietário, Moustafa (F. Murray Abraham), como o imenso imóvel nas montanhas da fictícia República de Zubrow ka foi parar em suas mãos. O enredo volta então a 1932 para flagrar a rotina de Moustafa (agora Tony Revolori), um novato mensageiro a serviço de Monsieur Gustave (Ralph Fiennes, excelente), o gerente almofadinha exigente e amante de velhas hóspedes. Além da narrativa ágil e do humor abrangente, a paleta de cores usada na brilhante direção de arte enche os olhos e cria um visual acachapante. Estreou em 3/7/2014.
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  • Adam Sandler é criticado por fazer sempre o mesmo filme. Mas se o cara encontrou a receita do humor familiar, que mal há nisso? Nesta nova comédia, o ator repete a dose e segue os passos de Esposa de Mentirinha (2011). Ele interpreta Jim, viúvo, pai de três filhas e funcionário de uma loja de artigos esportivos. A fim de achar uma nova cara-metade, Jim marca um encontro às escuras com Lauren (Drew Barrymore), recém-separada e mãe de dois moleques. Não há química entre eles e o bate-papo vira um desastre. Uma dessas coincidências da vida volta a uni-los. Num deslumbrante resort na África do Sul, as famílias de ambos se cruzam. Lauren odeia  Jim — e vice-versa. Aos poucos, como manda o figurino das comédias românticas, ela enxerga nele um paizão dedicado e ele encara a necessidade de ter uma mãe para aconselhar suas garotas. Há muitos risos garantidos e um tanto de cenas apelativas, entre elas a corrida em cima de um avestruz. Não contente com um longa-metragem para a família, Sandler insiste na grosseria e aí a receita desanda. Estreou em 17/7/2014.
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  • Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin formaram, entre 1969 e 1983, o grupo inglês Monty Python, símbolo da cultura pop e influência para muitos comediantes. O sexteto pegava pesado na irreverência, no deboche e, muitas vezes, na escatologia. Entre suas incursões pelo cinema está O Sentido da Vida, lançado em 1983 e que agora volta em cópia restaurada às telas. O roteiro, dividido em esquetes, segue a evolução do homem, desde o nascimento até a morte. A maioria das histórias continua cheia de ironia e consegue manter o riso largo da plateia. Um exemplo? A sequência dos dois “médicos” que invadem a casa de um estranho para extrair o rim dele sem anestesia. Apontada como a mais repulsiva do filme, a cena do cliente (Terry Jones) vomitando no restaurante virou icônica. Quem embarcar no humor negro e politicamente incorreto terá tudo para sair satisfeito da sessão. Estreou em 10/7/2014.
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  • Depois de A Grande Beleza, em que interpretou o memorável Jep Gambardella, o ator Toni Servillo dá mais uma prova de talento — desta vez, em papel duplo. O início da comédia Viva a Liberdade enfoca Servillo na pele de Enrico Oliveri, deputado e secretário do partido de oposição italiano. Como a esquerda está em crise, Oliveri sente o peso da rejeição e, deprimido, abandona tudo e some do mapa. Viaja para Paris em busca de uma ex-namorada (vivida por Valeria Bruni Tedeschi), que está casada com um cultuado cineasta chinês. Enquanto isso, em Roma, Andrea Bottini (Valerio Mastandrea), o principal assessor do político, tem uma saída para o impasse: colocar no lugar de Oliveri o gêmeo dele, Giovanni Ernani, um professor de filosofia recém-saído de uma instituição psiquiátrica. Ele será, inacreditavelmente, uma opção muito favorável. Sem travas na língua, o irmão fala o que lhe dá na telha e, assim, conquista o povo. Plugado na ironia, o roteiro encontra nos personagens opostos de Servillo um reflexo da situação política — seja pela triste melancolia de Oliveri, seja pelo pulsante sarcasmo de Ernani. Estreou em 10/7/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO