Educação

Alunos desocupam maior escola estadual de São Paulo

Brigadeiro Gavião Peixoto, na Zona Norte, volta às aulas normalmente nesta quarta (9); estudantes farão protesto no vão do Masp

Por: Nataly Costa - Atualizado em

Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto
Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto terá aula normal na quarta (9) (Foto: Veja São Paulo)

A Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus, na Zona Norte, foi desocupada pelos alunos na manhã desta terça (8). É a maior instituição estadual na capital, com mais de 3 000 alunos divididos em três ciclos.

Ontem, diversos artistas fizeram shows no local, como Pitty, Maria Gadú, Paulo Miklos, Chico César e Karina Buhr. Os estudantes fizeram uma limpeza geral na escola e entregaram o local pela manhã.

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A saída dos estudantes ocorreu sem incidentes. Quem chega ao local já encontra portões abertos, sem cadeados e sem os "vigilantes" (alunos que faziam a guarda da ocupação, controlando as pessoas de fora). Na tarde desta terça (8), funcionários e professores já estavam na escola, trabalhando normalmente. 

Uma cartolina colada na guarita da entrada avisa que na quarta (9) as aulas voltam para alunos de todos os períodos. 

Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto
Cartaz na Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, desocupada nesta terça (8) (Foto: Veja São Paulo)

Outras desocupações

No interior e na Região Metropolitana, diversas escolas já começaram a ser desocupadas, em cidades como Jundiaí, Campinas, Sorocaba e Osasco. Segundo o governo estadual, os alunos continuam em 145 escolas Estado - eram cerca de 200 na semana passada.

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A desocupação está sendo definida por cada escola em assembleias. Na Miss Browne, em Perdizes, os alunos estão fazendo um mutirão de organização - mas ainda não disseram quando vão entregar as chaves.

Na Fernão Dias Paes, em Pinheiros, uma das primeiras a receber manifestantes, houve nesta terça (8) uma reunião de pais, que queriam entender os rumos do movimento daqui para frente. Na quarta (9) de manhã, afirmam os estudantes, deve haver uma nova rodada de conversas para definir se continuarão no local. 

Os secundaristas questionam o decreto publicado no Diário Oficial de sábado (5), que anula a única referência à reorganização feita na ocupação, sobre transferência de professores. Reivindicação mais garantias de que a reorganização está suspensa.

 Na Manoel Ciridião, na Lapa, os moradores se mobilizaram para trazer oficinas de arte e culinária - todos os vizinhos são autorizados a entrar na escola.

Nesta quarta (9), os alunos participantes desse movimento farão um protesto no vão do Masp às 17 horas. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO