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Três perguntas para Yanni

Tecladista grego faz último show em São Paulo neste domingo (23); ainda há ingressos

Por: Mayra Maldjian - Atualizado em

Yanni
O músico: rock, jazz e sonoridades latinas no palco (Foto: Divulgação)

À frente de uma orquestra de treze instrumentistas e duas vocalistas, o tecladista grego passeia por rock, jazz e ritmos latinos. Harpa, violinos, trompa, trompete, trombone, violoncelo, teclado, guitarras, baixo e bateria são empunhados por profissionais de diversas origens, de Cuba a Armênia. Hits de seus quinze álbuns, como Santorini Nostalgia, e amostras de seu próximo disco, Inspirato, com estreia prevista para este ano, compõem o programa. Ainda há ingressos para o show deste domingo (23), no Ginásio do Ibirapuera.

Veja São Paulo — Você não gosta do rótulo new age. Como você descreveria o tipo de música que faz?

Yanni — Eu não acho que rótulos sejam apropriados para a arte. Especialmente para a minha música. Se você ouvir meus álbuns ou ir a um de nossos concertos, vai sentir e ouvir muitos “tipos” de música. Desde piano clássico a rock’n’roll, ritmos latinos, do Oriente Médio, mediterrâneos, asiáticos. Está tudo ali. Eu faço a música que está na minha alma e que é influenciada pelas minhas experiências e sonoridades que me inspiram.

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Há instrumentistas de Cuba, Armênia e Taiwan, entre outros, em sua orquestra. A presença de músicos de diferentes etnias contribui para a sua sonoridade? Como chegou até eles?

Não foi intencional ter onze nacionalidades diferentes representadas em nosso palco. Eu sempre procurei pelos melhores instrumentistas do mundo. Geralmente os encontro por indicação de alguém da orquestra e, então, vemos se ele se encaixa na nossa família musical. É nessa diversidade étnica que está nossa força e que faz nossos espetáculos tão únicos, enérgicos e emocionantes.

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Você está prestes a lancar Inspirato, seu novo disco, com participações de Plácido Domingo, Renée Fleming e outras vozes. Como foi o processo de produção desse trabalho?

Esse disco levou quatro anos para ser feito. Plácido Domingo e eu trabalhamos juntos para selecionar as músicas e para nos certificarmos de escolher o melhor artista para interpretar cada uma delas. Foi um projeto que exigiu bastante de nós por diversos motivos.  Primeiramente porque todos os convidados do discos estão entre os melhores cantores do mundo e suas agendas são muito cheias. Nós tivemos que segui-los para poder realizar as gravações e acabamos fazendo isso em estúdios do mundo inteiro, Nova York, Londres, Berlim, Roma, Los Angeles, Milan e Miami. As canções ganharam novos arranjos para poder se adequar em cada performance vocal. Depois das gravações, nos trancamos em estúdio por diversas semanas para a mixagem. Depois de produzir cada uma, mostramos aos participantes e ainda fizemos ajustes. É um projeto totalmente apaixonado e me sinto honrado de ter todas essas ótimas vozes juntas neste álbum. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO