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'Me belisco todos os dias', diz mais novo DJ a chegar a número 1 do mundo

Hardwell, que chegou ao topo da prestigiada publicação DJ Mag aos 26 anos, fala sobre conquista e apresentação em São Paulo 

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

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Hardwell: "quero ser exemplo para outras pessoas" (Foto: Divulgação)

Há pelo menos cinco anos, o holandês Robbert Van de Corput, o Hardwell, vem batalhando seu espaço entre os principais artistas da Eletronic Dance Music (dentro do universo da eletrônico, um estilo mais pop e dançante, normalmente com vocais). Hits como Cobra, Enconded e Call Me Spaceman colocaram o músico na mira dos críticos e, com apenas 26 anos, ele alcançou a primeira posição no prestigiado ranking da publicação britânica DJ Mag.

O artista mais novo a conquistar o topo da lista deixou para trás ídolos como Tiësto, Armin Van Buuren, David Guetta e Avicii. A turnê que chega a São Paulo, I Am Hardwell, teve suas apresentações esgotadas em todas as cidades pelas quais passou, como Londres, Lisboa e Cidade do México e aqui não foi diferente. Restam poquíssimos ingressos para a apresentação no Espaço das Américas, na sexta (21). 

A performance faz parte do tour de lançamento do documentário homônimo de Robin Piree, que o acompanhou durante quase três anos e mostra a evolução do DJ, com entrevistas e shows de quando ainda era adolescente. Leia a entrevista com o DJ. 

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Hardwell: ingressos esgostados em todos os shows da turnê I Am Hardwell (Foto: Divulgação)

VEJA SÃO PAULO.COM - Você é o número 1 neste momento. Como tem se sentido? Hardwell - Inacreditável, mas é ainda um sentimento muito surreal. Era um sonho meu me tornar o número 1 no mundo e até agora, parece ser um sonho. Eu ainda me belisco todos os dias.

Desde quando você começou, existia uma aposta sobre quanto tempo levaria para você atingir esse primeiro lugar. Você se sentia pressionado? Não, mas isso porque a única pressão que eu sinto é a pressão que eu coloco em mim. Eu sou inacreditavelmente exigente comigo. Sempre coloco minhas metas muito além e trabalho para alcançá-las. Acredito que isso seja uma coisa boa, trabalho duro e dedicação são importantes para a vida.

Mas agora que você está no topo, não sente que tem mais responsabilidade? O que mudou na sua vida? Eu sinto a responsabilidade de ajudar os outros, de incentivar novos talentos e procurar por novas músicas. Eu também me esforço para ser um exemplo. Eu espero que as pessoas olhem para mim e acreditem que é possível. Ser o número um obviamente abriu muitas portas, mas as minhas ideias e a criatividade continuam as mesmas. Eu ainda sou Robbert e isso nunca vai mudar.

Você acha que é o melhor do mundo? De jeito nenhum. Tem sempre alguém no mundo afora com mais criatividade que o outro em alguma área. Para mim, é mais uma questão de deixar ser levado, ter foco e ser apaixonado. Eu quero ser o melhor artista que eu consigo ser para mim e para meus fãs.

Qual outro DJ você admira? Tiësto é quem eu admiro e respeito como DJ, produtor e amigo. Eu cresci com ele sendo aquela pessoa da minha cidade que conquistou muita coisa e isso foi uma inspiração para mim e para meus amigos.

Quais são as suas influências e o que você está escutando neste momento? Eu sou influenciado por muitos artistas, como Dr. Dre, Justin Timberlake... Eu sou grande fã de hip-hop. O que eu tenho gostado bastante são as músicas vindas do meu selo, Revealed Recordings. Caras como Dyro, Dannic, Kill The Buzz estão fazendo um som incrível. Nós temos tantas coisas legais marcadas para este ano... Vai ser um grande ano para o selo.

Qual é o melhor lugar para compor? Eu gosto muito de fazer os beats na estrada, enquanto estou em turnê, para deixar as ideias fluindo. Mas o meu lugar favorito é no estúdio lá em casa, na Holanda.

O que você espera do público brasileiro agora? Toda vez que eu toco no Brasil, o público é cada vez mais louco. Não espero nada diferente disso. O burburinho nas páginas do meu Twitter e Facebook nas últimas semanas tem sido maluco. Eu realmente estou na expectativa porque vai ser selvagem!

Quem é seu melhor público? Os fãs. Tocar para eles, não importa aonde, é o que me faz feliz. Eu sinto que nós estamos todos reunidos por uma única razão: o amor à música.

Você tem alguma coisa guardada para nós? Sim, mas não vou revelar ainda. Eu tenho trabalhado em algumas faixas especiais, talvez para o meu novo álbum, quem sabe? E eu tenho alguns mash-ups bem legais para mostrar. Então vai ser muito especial.

Fonte: VEJA SÃO PAULO