EDUCAÇÃO

Selfie, crise hídrica e estado islâmico: o primeiro dia do Enem 2015

Provas deste sábado contemplaram assuntos da atualidade. Redação será amanhã

Por: Veja São Paulo

Enem 2015
Estudantes aguardam próximo aos portões antes das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015, na faculdade Univove, campus Barra Funda, neste sábado (24) (Foto: Renato Ribeiro Silva/Futura Press/Folhapress)

O Enem 2015 não exigiu apenas conhecimento teórico - foi preciso estar a par dos assuntos do cotidiano e muito bem informado para conseguir boa pontuação. Essa é a avaliação dos professores do Curso e Colégio Objetivo e do Grupo Etapa, que fizeram uma análise dos temas abordados para VEJA SÃO PAULO.

A prova aplicada neste sábado (24) tinha noventa questões. Na primeira metade, foram contempladas as ciências humanas - geografia, história, filosofia e sociologia. Na segunda, as ciências da natureza - química, fisica e biologia. Para Marcelo Dias Carvalho, coordenador geral do Grupo Etapa, a prova de história foi a mais trabalhosa. "Os textos eram longos e nada óbvios. Foi mais difícil do que a do ano passado", comentou.

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Uma das perguntas falava sobre as consequências da atuação do estado islâmico na destruição do patrimôno histórico do Iraque. Também caiu um ensaio do sociólogo Max Weber e questões sobre a Guerra de Canudos e o governo Getúlio Vargas. O regime socialista chinês e o recente crescimento econômico do país foi outro tema.

Em sociologia, era preciso ser uma pessoa conectada para responder a uma pergunta sobre selfie. A questão fazia uma análise comportamental sobre o uso obssessivo das redes sociais e, no final, o aluno precisava entender qual era a crítica à sociedade contemporânea.

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Em geografia, uma das perguntas usou a crise hídrica como pano de fundo. "Não era só mapa, tinha que fazer bastante interpretação de texto", disse Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Objetivo.

Já as provas de exatas - química, física e biologia - não apresentaram maiores dificuldades de acordo com os especialistas do Objetivo e do Etapa. "Foram bastante tradicionais, com enunciados curtos, o que facilitou para os alunos", afirmou Carvalho, do Etapa. "Houve um uso interessante da área de humanas como ferramenta de seleção. Questões dessa área puxaram um pouco mais".

Amanhã, os candidatos enfretam prova de línguas (português e inglês ou espanhol), matemática e a temida redação.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO