ROTEIRO

Bares e restaurantes gay-friendly para curtir na semana da Parada

Confira uma seleção de endereços onde gays costuma aparecer para bebericar, comer e paquerar

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Lekitsch
O Lekitsch: público da Praça Roosevelt (Foto: Fernando Moraes)

Uma das capitais gays do mundo, São Paulo tem inúmeras opções para o público GLS, que pode escolher desde bares e clubes frequentados exclusivamentes por homossexuais aos endereços em que todos se misturam e convivem em perfeita harmonia.

Confira as melhores baladas gays da cidade

Na seleção abaixo, há bares para todos os gostos. Incluímos também restaurantes e uma padaria para a alegria ficar completa.

BARES

Balcão: trata-se de um charmoso porto seguro nos Jardins. Por mais que esteja cheio, sempre haverá um lugar livre (ou prestes a vagar) no balcão de 25 metros que ziguezagueia pelo salão. Mesmo sem se conhecer entre si, artistas, escritores, arquitetos e jornalistas, muitos deles gays e com mais de 30 anos, dividem o espaço. O chope da Oak Bier custa R$ 6,20. 

Bar da Dida - 2193
Bar da Dida: mesas ao ar livre atraem o público (Foto: Raul Zito)

Bar da Dida: montado numa exígua garagem, quase vizinha ao Balcão, o boteco da ex-produtora de teatro Adriana Oddi conquistou a simpatia de descolados e gays que circulam pelos Jardins. Como o espaço interno não comporta nem sequer uma mesa, elas ficam todas do lado de fora, criando um festivo espaço ao ar livre.

Barão da Itararé
Salão do bar Barão da Itararé, no Baixo Augusta (Foto: Divulgação)

Barão da Itararé: ocupa um curioso salão situado a cerca de 1,5 metro abaixo do nível da calçada. É frequentado por héteros e animadas turmas de rapazes que gostam de rapazes. Pertinho da boate A Lôca, se trata de uma opção mais ajeitada na região do Baixo Augusta.

Director's Gourmet: escurinho, mantém-se na ativa desde 1990, com o público quase 100% masculino, na maioria quarentões que ali batem ponto semanalmente. Como o local é pequeno, a azaração é facilitada pelo esbarra-esbarra, enquanto rolam hits de Madonna, Erasure e David Bowie. A decoração conta com uma cadeira de diretor de cinema pendurada no teto e cartazes de filmes como Trainspotting e Volver.

Drosophyla: montada originalmente no Baixo Augusta, a casa ressurgiu numa antiga mansão pertinho da Praça Roosevelt. Esqueça a decoração kitsch e o jardim do endereço anterior. Restaram, porém, a aura badalada e a agradável caipirinha de carambola e manjericão (R$ 20,00 com cachaça mineira). O público é bem variado, mas sempre há rapazes e moças gays por lá.

Igrejinha
O ambiente do Igrejinha (Foto: Fernando Moraes)

Igrejinha: exibe na decoração santos e oratórios. Para estimular a paquera, estão espalhados pelos ambientes telefones de uso gratuito. Basta identificar o alvo e torcer para que o chamado tenha resposta. Nos fundos, uma sala com abajures e sofás atrai gays moderninhos, que se reúnem antes da balada. O espaço ganha status de pista às quintas, quando caras de 30 anos aparecem para dançar house.

Lekitsch: cabeças de boneca e fitas-cassete fazem parte da decoração do barzinho. Do 2º piso, é possível avistar a Praça Roosevelt pelo janelão envidraçado. Mais arrumadinho que os botecos da vizinhança, o endereço recebe uma galera entre 20 e 30 anos que aparece em peso beberica cerveja em garrafa.

Vermont Itaim: com uma pista no andar superior e uma área externa onde a paquera rola solta, é o único endereço GLS do Itaim Bibi -- embora não siga o padrão tão arrumadinho do bairro. Homens de diferentes idades e meninas despojadas misturam-se por lá. Aos domingos, porém, o predomínio é feminino.

bar balcão
Bar Balcão, um bom lugar para fazer novos amigos (Foto: Heudes Regis)

RESTAURANTES

Mestiço: as filas na porta, sempre com um público gay maduro, comprovam o sucesso da casa. O que busca essa clientela ruidosa é a mescla de receitas que vai da Bahia à Tailândia. No mix de entradas (R$ 51,80), dá para provar o petisco mais famoso da casa, a cestinha tailandesa de massa crocante recheada de frango e milho ao tempero de especiarias.

Restaurnate Ritz
Salão do concorrido restaurante Ritz (Foto: Veja São Paulo)

Ritz: entre os três endereços do badalado restaurante, o que mais atrai o público gay é o localizado na Alameda Franca, nos Jardins. Ali, rapazes de camisa polo se reúnem em torno do balcão ou à espera das mesas, num clima de descontraído. Além dos drinques, é imperdível a porção de bolinho de arroz (R$ 14,00, seis unidades).

Balcão do restaurante Spot
Balcão do restaurante Spot, onde se beberica enquanto se aguarda por uma mesa (Foto: Fernando Moraes)

Spot: um agito só, a casa recebe moças e rapazes que exercem a troca de olhares. Muitas das sugestões aliam leveza e sabor, sem pesar na cintura. Dois exemplos: o tomate assado com aspargo e mussarela de búfala (R$ 29,00), sugerido de entrada, e a posta alta de atum ao molho oriental (R$ 69,00). 

COMIDINHAS

Bella Paulista: a padaria funciona 24 horas por dia e recebe o público gay de madrugada, vindo de diferentes baladas da cidade. Para acabar com a "larica", o hambúrguer coberto de bacon, queijo gorgonzola, ceboola frita e molho barbecue custa R$ 28,90.

Fonte: VEJA SÃO PAULO