CRIMINALIDADE

Empresários de modelos são presos sob suspeita de tortura

Alexandre Piva e Elian Gallardo são acusados de mandar agredir rapaz de 28 anos 

Por: Ana Luiza Cardoso - Atualizado em

agencias
Alexandre Piva: prisão após tortura e extorsão  (Foto: Lucas Lima)

Conhecidos no mundo da moda, os empresários Alexandre Piva e Elian Gallardo foram presos na noite de quinta (22) sob suspeita de tortura e extorsão mediante sequestro. Agnes Hakamada, de 28 anos, também foi detida. A pena para esses crimes somados pode chegar a vinte anos. 

+ Justiça tira do ar página que denunciava suposto envolvimento de agências de modelos com prostituição

Segundo a polícia, a dupla chantageava o assistente Fábio Alves, de 29 anos, ex-funcionário de Gallardo, para que um vídeo íntimo não fosse divulgado. Segundo Fábio, eles cobravam 10 000 reais, mas ele só aceitou pagar cerca de 1800 reais.

Contrariados, Piva, Gallardo e a modelo teriam iniciado uma sessão de tortura, no qual queimaram e cortaram seu cabelo e o agrediram com tapas e socos no dia 18 de setembro. Piva e Gallardo confessaram o crime, segundo o delegado Guilherme S. Azevedo, do 16º Distrito Policial, em Conceição, na Zona Sul. Simulando passar mal, Fábio conseguiu escapar e levou o caso à polícia no dia seguinte. A polícia diz que eles confessaram os crimes. Mas a reportagem de VEJA SÃO PAULO não conseguiu contato com os defensores dos presos. 

 + Confira as últimas notícias 

Ainda de acordo com a polícia, pesam contra os empresários outras queixas de ameaça e extorsão. O delegado afirmou que Piva tem dez boletins de ocorrência abertos contra ele. Já Gallardo é alvo em mais seis ocorrências.

Recentemente, eles estiveram no centro de uma polêmica envolvendo agências de modelo. Piva criou uma conta no Instagram onde expunha casos de empresas que atuariam também no mercado de prostituição, oferecendo a seus clientes programas com moças e rapazes de seu casting. As agências citadas negaram realizar a prática e se disseram vítimas de extorsão. A página na rede social, que havia ido ao ar no fim de julho, acabou sendo fechada após determinação da Justiça. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO