Paulistano Nota Dez

Empresário distribui cestas de Natal na Favela do Areião

Douglas Carvalho Junior dedica tempo para organizar as doações e administrar os presentes vindos de empras parceiras que adotam a causa

Por: Jussara Soares - Atualizado em

Paulistano Nota Dez  Douglas Carvalho Junior
"Participar desse projeto mudou minha visão de mundo, e passei a me sentir mais útil", diz Douglas Carvalho Junior (Foto: Fernando Moraes)

Todos os anos, desde o início do mês de novembro, o consultor financeiro Douglas Carvalho Junior, de 39 anos, passa a conciliar sua rotina de planejamento de fusões e aquisições de empresas com outro tipo de planilha. Nela, controla as doações que resultarão em um Natal com mesa mais farta para famílias carentes da Grande São Paulo.

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Neste ano, serão distribuídas cercade 1 500 cestas básicas, além de 2 000 brinquedos, a maior parte desses itens na Favela do Areião, em Osasco, próximo à Rodovia Castello Branco. Dessa forma, Junior mantém vivo o projeto iniciado há meio século por Maria Therezinha Scapotiello, avó de sua mulher, Raphaela.

Falecida em 2001, Maria Therezinha ingressou no trabalho em 1963, vendendo rifas para custear as doações. “Com a morte dela, seguimos na iniciativa, mas ainda não era nada grandioso tal qual é hoje”, diz Márcia, de 63 anos, filha da matriarca. Até 2008, os presentes se limitavam a 150 cestas. Foi quando Junior, recém-casado com Raphaela, entrou na causa. Em 2009, conseguiu mais que dobrar o número de kits, para 350. Não houve milagre.

Para bater os recordes, usa sua “rede social” (do mundo real, não da internet). Clientes, colegas do futebol e amigos dos tempos do Colégio Santo Américo são recrutados a cada ano — e sempre recebem a missão de atrair novos colaboradores. “Assumo o papel de chato: ligo, mando e-mail, cobro o tempo todo.” Os cheques são nominais à companhia que vende os produtos a ser distribuídos. “Não queremos virar uma ONG. É uma ação entre amigos.”

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Neste ano, foram arrecadados 45 000 reais para a compra de alimentos (a cesta com catorze itens custa 30 reais) e 20 000 reais destinados a bolas, bonecas e afins. Como o volume de doações cresceu, em 2013, além das 500 famílias que costumam ser agraciadas na favela, onze instituições entrarão na lista. “Participar desse projeto mudou minha visão de mundo, e passei a me sentir mais útil”, avalia. “A ideia é, um dia, realizá-lo todos os meses, e não apenas no fim do ano.”

Nome: Douglas Carvalho Junior | Profissão: consultor financeiro | Realidade que transformou: tornou grande um programa de doações de cestas básicas e brinquedos no Natal.

Fonte: VEJA SÃO PAULO