Política

Empresa de Russomanno foi multada por propaganda enganosa

A  autuação aplicada pelo órgão de defesa do consumidor se deve a propaganda enganosa de um produto

Por: Redação - Atualizado em

Celso Russomanno
Celso Russomanno (Foto: Ricardo Matsukawa)
Em campanha pela prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, do PRB, ganhou notoriedade nos últimos anos levantando a bandeira da defesa dos consumidores em programas de TV. O mesmo homem famoso por fazer denúncias de companhias que não atuam de forma ética está sendo constrangido agora pela divulgação de notícias envolvendo sua conduta como empresário. Em entrevista na Rede Globo ao jornalista César Tralli no sábado, 24, por exemplo, foi questionado sobre dívidas trabalhistas cobradas na Justiça por ex-funcionários de um bar em Brasília do qual o político era um dos sócios. Agora, foi a vez de reportagem da Folha de S.Paulo trazer a público outra história constrangedora para Russomanno: o Procon cobra de uma empresa regisrada em nome do candidato uma multa de 11 900 reais por propaganda enganosa. A mesma empresa deve 429 000 reais ao governo do estado por não recolhimento do ICMS. 

As propostas irreais dos candidatos à prefeitura

A companhia em questão é a SYS Equipamentos de Tecnologia Ltda. Ela havia sido deixada de fora da declaração de bens do candidato ao TSE. Em nota divulgada no mês passado, Russomanno reconheceu o fato e culpou seu contador pelo erro. Segundo o Procon, a SYS fazia anúncios de um equipamento que seria capaz de reudzir em até 40% o consumo de água. Russomanno era o garoto-propaganda da tecnologia. Depois de uma análise, o Procon concluiu que o equipamento não cumpria o prometido e aplicou a multa. 

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Procurado por VEJA SÃO PAULO, por meio de sua assessoria, Russomanno garantiu que a eficácia do equipamento acabou sendo reconhecida por um laudo do Inmetro. Segundo o polítco, a empresa foi vendida a Denis Uehara em 10 de junho de 2016. De acordo com o candidato, não houve tempo ainda da burocracia da Junta Comercial dar baixa no nome de Russomanno nos documentos da companhia, por isso a SYS ainda aparece na sua lista de bens. 

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO