Saúde

Hospital tem 17 leitos isolados para pacientes com suspeita de ebola

Emílio Ribas também treinou 15 equipes para fazer atendimento a pessoas que possam ter contraído o vírus

Por: VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

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Uma unidade de resgate totalmente isolada também está separada caso haja suspeita da doença (Foto: Comunicação Bombeiros)

O Instituto Emílio Ribas já tem áreas preparadas para receber pacientes com suspeita de contaminação por ebola, doença que matou 3 857 pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Nesta quinta-feira (9), o primeiro suspeito de estar com a doença no Brasil foi internado em Cascavel, no interior do Paraná, e transferido na manhã desta sexta-feira (10) para o Rio de Janeiro.

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O hospital, localizado na capital paulista, conta com 17 leitos de isolamento que têm pressão negativa, sistema de filtro do ar que coíbe a disseminação de microorganismos. Os quartos possuem ainda antessalas para as equipes de resgate retirarem equipamentos de proteção. Segundo a Secretaria da Saúde, caso a demanda seja superior, outros leitos do hospital também poderão ser utilizados.

Além disso, quinze equipes do hospital, que atuam com doenças altamente contagiosas, passaram por treinamentos específicos contra ebola.

O Emílio Ribas é a referência caso surja alguma suspeita de contaminação no estado. Qualquer hospital ou unidade básica de saúde está orientado a fazer o primeiro atendimento e pedir para a Vigilância Sanitária a transferência para o instituto.

Outros hospitais públicos e privados do estado também se prepararam para receber pacientes com suspeita de ebola. No Sírio-Libanês, por exemplo, um leito especial foi reservado. O quarto, que conta com monitoramento eletrônico e uma antessala para os profissionais trocarem de roupa, foi preparado após alerta da OMS no dia 8 de agosto. 

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"Fizemos treinamentos com os profissionais e repassamos os procedimentos que devem ser realizados até que seja feita a transferência para o Emílio Ribas", explica a infectologista Mirian Corradi. "Os trabalhadores da área da saúde correm os maiores riscos, especialmente na retirada dos equipamentos. Por isso, nosso procedimento conta sempre com duas pessoas, que poderão se vigiar e evitar erros."

Outros hospitais, como o 9 de Julho e o Oswaldo Cruz, também realizaram treinamentos com suas equipes, principalmente com aquelas que trabalham no Pronto-Atendimento. 

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O Corpo de Bombeiros, responsável pelo transporte de possíveis pacientes entre hospitais e UBS e o Emílio Ribas adquiriu equipamentos para evitar qualquer transmissão do ebola.

Quatro macas especiais, que deixam o infectado completamente isolado dentro de uma bolha de plástico, foram compradas no início de setembro, ao custo de 75 000 reais cada uma.

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De acordo com o capitão Marcos Palumbo, responsável pela comunicação do Corpo de Bombeiros, há equipes preparadas e a postos nos aeroportos internacionais de Guarulhos e Viracopos e no porto de Santos. "Se acontecer um caso agora, está tudo pronto já temos a resposta imediata."

Ao todo, o governo estadual investiu 400 000 reais em equipamentos e materiais para a prevenção ao ebola. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO