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Veja vídeo de Eduardo Suplicy sendo detido em reintegração de posse

Ex-senador se deitou na rua para impedir a ação da Tropa de Choque e foi carregado por policiais ao 75º DP (Jardim Arpoador) 

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Suplicy foi carregado por policiais militares ao 75º DP (Foto: Reprodução/RedeTV!)

O ex-senador Eduardo Suplicy (PT) foi detido nesta segunda-feira (25) durante protesto contra reintegração de posse em terreno na rua José Porfírio de Souza, no Jardim Raposo Tavares, na Zona Oeste. Veja o vídeo: 

 

De acordo com a PM, Suplicy se deitou na rua com os demais manifestantes para impedir a passagem da Tropa de Choque. Como ele se recusou a sair, policiais o levaram carregado pelos braços para o 75º DP (Jardim Arpoador). Suplicy prestou depoimento ao delegado e não tem previsão de ser liebrado. O local pertence à Prefeitura de São Paulo e é ocupado por cerca de 350 famílias que vivem lá. 

O protesto interrompeu o trânsito na rua José Porfírio de Souza por volta das 5h30, quando o movimento ateou fogo a sacos de lixo e fez barricada com móveis e pedaços de madeira. Os sem-teto abordaram o motorista de um ônibus e usaram o veículo para fechar a rua; eles atearam fogo na carroceria quando a polícia chegou. De acordo com a São Paulo Transporte (SPTrans), cinco linhas que passavam pelo bairro foram desviadas.

A PM foi chamada e os oficiais do Choque tentaram dispersar a manifestação por volta das 8h30. Houve confronto e troca de tiros entre moradores que protestavam contra a ação e policiais militares. Segundo os moradores, o confronto começou porque uma criança que morava no bairro foi atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo, o que causou revolta. Alguns moradores revidaram, queimaram pedaços de madeira e atiraram contra os agentes. Um PM que estava de colete foi atingido.

Em agosto do ano passado, os moradores entraram na Justiça para anular a liminar que determinava o fim da ocupação, mas o pedido foi negado. Na decisão, a 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que os moradores correm risco de sofrer deslizamentos porque se trata de um terreno de encosta, onde há casas de alvenaria sendo construídas de forma constante.  

Com Estadão Conteúdo.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO