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Eataly abre primeira unidade brasileira no Itaim Bibi

Fruto de um investimento de mais de 40 milhões de reais, o misto de supermercado fino de produtos italianos e restaurantes temáticos chega à cidade no dia 19

Por: Arnaldo Lorençato - Atualizado em

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Não importa a metrópole — Nova York, Tóquio ou Roma —, o Eataly mexe com a paisagem gastronômica dos lugares aonde chega. Criado em Turim oito anos atrás, pelo piemontês Oscar Farinetti, trata-se de um grandioso mercado de alimentos italianos ultrasselecionados misturado a pequenos restaurantes. São Paulo ganhará a primeira unidade da América Latina em 19 de maio, em uma de suas regiões mais valorizadas, o Itaim. O complexo ocupará um prédio de linhas retas com 4 500 metros quadrados de área construída e três pavimentos no número 1 489 da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek. Para comodidade da clientela, disporá de dois subsolos de estacionamento.

A vinda da marca, que possui outras 28 lojas em cinco países, resulta de uma associação entre empreendedores brasileiros e estrangeiros. Do lado nacional, Bernardo Ouro Preto e Victor Leal, empresários da rede de supermercados St Marche e do Empório Santa Maria, possuem 40% do negócio e são responsáveis por sua administração. Os 60% restantes estão fatiados nas mãos de nomes de fora: a companhia Eataly USA, a empresa dos irmãos Adam e Alex Saper e o grupo americano B&B Hospitality, que pertence a Lidia e Joe Bastianich, mãe e filho, e ao chef Mario Batali.

+ Em vídeo: um tour pelo Eataly

Titular do premiadíssimo Del Posto, restaurante com as quatro estrelas máximas atribuídas pelo diário The New York Times, Batali não tem interferência sobre os pratos servidos no centro de compras, mas é o embaixador da marca. “O Eataly é acima de tudo um mercado. Nossos restaurantes o complementam”, explica o cozinheiro.

Eataly
Térreo do Eataly (Foto: Infográfico / Projeto de Carlo Piglione)

O gasto para pôr o prédio paulistano de pé e adquirir o mobiliário e equipamentos como fornos e ar-condicionado foi de mais de 40 milhões de reais, segundo estimativa dos sócios brasileiros. Esse cálculo do investimento inicial não inclui o estoque de 7 000 itens nem despesas com o pagamento de 520 funcionários, entre eles seis italianos enviados pela matriz.

+ Exclusivo: um passeio pelo Eataly em fotos inéditas

Ouro Preto e Leal descobriram o superempório por acaso, depois de ver fotos promocionais de um representante que tentava vender-lhes os mesmos carrinhos de compras usados no Eataly de Turim. “Ficamos malucos na hora e achávamos que nem tínhamos chance de trazer a marca para cá”, lembra Ouro Preto. Um fornecedor de massas em comum ajudou na aproximação com Farinetti, que se encantou com a proposta dos brasileiros. Pesou muito a favor deles a bem-sucedida experiência com a cadeia St Marche, surgida doze anos atrás.

 

Desde então, a rede vem abastecendo quem se dispõe a gastar muito por itens como a uva pilar moscato, de cultivo limitado e a caríssimos 64,90 reais o quilo, em uma de suas dezoito lojas. “Queríamos abrir um Eataly na América do Sul e, de imediato, pensamos que São Paulo era a escolha certa. Como para nós o negócio é feito de pessoas, a decisão nasceu quando conhecemos Victor e Bernardo”, disse Farinetti a VEJA SÃO PAULO.

Eataly
Maquete do primeiro andar do Eataly (Foto: Infográfico / Projeto de Carlo Piglione)

Ao passearem entre gôndolas e equipamentos feitos sob medida na Itália, assim como o projeto do prédio que os abriga, os clientes poderão encher o carrinho com alguns dos 7 000 itens disponíveis. Destes, 775 são produtos alimentícios italianos, a exemplo de massas das marcas Il Pastaio di Gragnano, Pasta Afeltra e Rigorosa, além de versões frescas do pastifício próprio. Os sorvetes vêm da Venchi, assim como os chocolates. Não faltarão itens brasileiros de pequenos produtores, caso das geleias e doces da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauáe Curuçá, na Bahia.

+ Conheça sete cardápios do Eataly

Além de sete restaurantes temáticos existentes em quase todas as lojas do mundo, como o La Carne, no qual se provará uma costeleta bovina empanada enorme, a capital terá uma exclusividade. É o Brace Bar e Griglia, especializado em grelhados. Funciona junto de um bar de cervejas especiais, tem cozinha da chef Ligia Karazawa, ex-Clos de Tapas, e ocupa todo o 3º piso.  A expectativa dos donos do shopping culinário é receber 5 000 pessoas por dia.

+ Confira aqui tudo sobre o Eataly

Eataly
Segundo andar do restaurante (Foto: Infográfico / Projeto de Carlo Piglione)

Fonte: VEJA SÃO PAULO