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Mais de 30 exposições gratuitas na cidade

Confira a lista com pelo menos uma opção de mostra para cada dia da semana

Por: Redação VEJA SÃO PAULO on-line - Atualizado em

Claudia Andujar
'Marcados para': 87 fotos de Claudia Andujar que mostram as tribos ianomâmis sendo catalogadas (Foto: Claudia Andujar)

Uma seleção de mostras dos mais variados tipos que você pode conferir de segunda a domingo. E o melhor: sem precisar gastar nada.

  • A instalação Sonho Verde Azulado, que tem curadoria de Eduardo Brandão, conta com quatro imagens inéditas da fotógrafa Claudia Andujar em dimensões gigantescas que, juntas, somam 1200m² expostas no mezanino do Prédio Histórico dos Correios, no centro de São Paulo. Além disso, uma imagem com cerca de 270m² é colocada na empena de um prédio vizinho que dá para o Vale do Anhangabaú. Nascida na Suíça, a fotógrafa naturalizada brasileira viveu na Hungria até a adolescência. Antes e durante a II Guerra Mundial, no meio do inferno nazista. De 04/11/2012 a 27/01/2013.
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  • Resenha por Meriane Morselli: O paulista de São José dos Campos exibe vinte xilogravuras. Em Procura-se, Caropreso apresenta trabalhos que remetem à linguagem dos cartazes. Preço das obras: R$ 300,00 a R$ 800,00. De 20/04/2011 a 21/05/2011.
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  • Pela primeira vez desde 1998, a coleção da Pinacoteca vai ganhar uma nova cara. Desde novembro, o segundo andar do museu está passando por uma reforma que inclui troca de piso e atualização do sistema de ar-condicionado. Para o público não perder a chance de apreciar as pérolas da casa, foi montada uma pequena mostra no primeiro pavimento. Destaques do Acervo é composta de quarenta obras realizadas entre o fim do século XIX e meados dos anos 60. A seleção parte de precursores ligados a gêneros tradicionais (retrato, paisagem e natureza-morta), a exemplo de Almeida Júnior e Pedro Weingärtner, e atravessa o modernismo de Segall, Portinari e Anita Malfatti até chegar a nomes mais recentes, caso de Lygia Clark, Nelson Leirner e Antonio Dias. Até 30/07/2011.
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  • Resenha por Meriane Morselli: A coletiva apresenta a produção de nomes contemporâneos de Brasil, Angola e Portugal. Objetos, fotos, esculturas, máscaras e gravuras revelam a ligação desses artistas com a arte ancestral africana. Outros países de língua portuguesa também estão representados entre as 200 peças selecionadas. De 14/04/2011 a 29/05/2011.
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  • O Masp apresenta ao público 120 gravuras em papel de sua coleção assinadas por artistas brasileiros. A montagem privilegia a passagem da figuração ao abstracionismo, resultando, nos últimos anos, em um modelo híbrido adotado por nomes como Cildo Meireles e Nelson Leirner. Constam na seleção dos curadores Teixeira Coelho e Denis Molino joias de Volpi, Iberê Camargo (da série Manequins da Rua da Praia), Marcello Grassmann, Fayga Ostrower (em raros momentos figurativos) e Arcangelo Ianelli, entre outros.  Prorrogada até 02/10/2011.
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  • A pintora portuguesa ganha uma retrospectiva com 110 obras realizadas de 1953 a 2009, entre pinturas, desenhos, gravuras e colagens. É uma excelente oportunidade para o público brasileiro entrar em contato com uma produção de grande impacto estético, caracterizada por figuras de formas tão indistintas quanto as do francês Balthus. A abordagem corrosiva e naturalista da sexualidade pode ser digna de comparação com a do alemão naturalizado inglês Lucian Freud, para muitos especialistas o mais importante artista vivo. Às vezes bonecos servem de modelo para Paula, de 76 anos, e o aspecto narrativo das peças advém de fontes diversas. Há desde a influência de contos infantis e de literatura até a crítica social, latente na série O Aborto, composta de pastéis nos quais jovens interrompem a gravidez, e em Circuncisão Feminina, sobre mutilação genital. As águas-fortes do conjunto Rimas Infantis remetem aos perturbadores Caprichos de Goya. Recordações pessoais também aparecem aqui e ali, caso da misteriosa acrílica A Família. É difícil não observar nesses trabalhos, marcados pela presença da libido e da morte, um comentário revelador, algo funesto, acerca da condição humana. De 19/03/2011 a 05/06/2011.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Certa vez, o pintor comparou seu trabalho ao de um funâmbulo, a pessoa que caminha sobre uma corda suspensa em grandes alturas. Pretendia, com a analogia, ressaltar a natureza ambígua de uma obra dividida entre a força estética da combinação das cores e as relações com a espiritualidade. Não por acaso, o mineiro Amilcar de Castro (1920-2002) classificou a produção de Paulo Pasta como “uma reza”. As onze telas exibidas em O Fim da Metade É o Começo do Meio, em cartaz na Galeria Millan, reforçam tais características. Herdeiro de uma tradição alinhada às preocupações cromáticas (Morandi, Volpi, Rothko), Pasta impressiona tanto ao recorrer aos vermelhos intensos, matissianos, quanto ao cortejar o silêncio em duas telas marcadas por tons claros, quase invisíveis. Há ainda uma curiosidade: o título da exposição do artista, nascido em Ariranha, no interior paulista, foi extraído de uma canção da dupla caipira Tião Carreiro & Pardinho. Preços não fornecidos. De 01/06/2012 a 30/06/2012.
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  • Português radicado no Brasil há mais de dez anos, Pedro de Kastro exibe 29 trabalhos feitos entre 1995 e 2011 em Visões — Paisagens Surreais a Bico de Pena e Gravuras em Metal. As obras retratam com rigor detalhes de pontos conhecidos de grandes cidades, a exemplo do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e da Catedral da Sé, em São Paulo. Todos eles cuidadosamente reproduzidos em cenários apocalípticos que podem ser mais bem apreciados com as lupas oferecidas pelo museu. De 07/04/2011 a 29/04/2011.
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  • Obras de artistas como o japonês Toshiyuki Ukeseki, o português Alberto Cidraes, Mieko Ukeseki, Rubi Imanishi, Vicente Cordeiro, Antonio Cordeiro e outros. São cerca de 100 peças de cerâmica artística produzidas em forno de alta temperatura e manualmente. Até 08/05/2011.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Parte integrante da série de instalações que ocupa o Octógono da Pinacoteca, Polígonos Regulares é composta de dezoito televisores, divididos em grupos de quatro. Cada um desses conjuntos transmite imagens de formas geométricas. O gaúcho Rafael França (1957-1991) foi um dos precursores dos experimentos de aproximação entre arte e tecnologia no país. De 19/03/2011 a 22/05/2011.
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  • Em 2008, o estilista mineiro empreendeu uma viagem de três meses a bordo do Benjamin Guimarães, uma das últimas embarcações a vapor em atividade no São Francisco. Fraga conheceu a nascente, em Minas Gerais, e foi até Piaçabuçu, em Alagoas. A coleção de roupas inspirada nessa viagem foi vista na São Paulo Fashion Week, mas a paixão pelo rio ficou. Nos últimos três anos, ele retornou à região e percorreu cerca de 5.000 quilômetros ao longo de comunidades ribeirinhas. Dividida em treze instalações, a montagem apresenta mitos, cores, memórias e crenças. Logo na entrada, um cardume feito de garrafas PET pendurado no teto chama atenção pelo efeito visual — o objetivo da obra é abordar a poluição e salinização das águas. Repleto de malas e fotos antigas, o ambiente O Chico e o Caixeiro Viajante exibe curtos documentários sobre anônimos. Há ainda dois espaços interativos. Um deles simula uma pescaria e no outro o visitante abraça vestidos e ouve um poema declamado por Maria Bethânia. De 01/04/2011 a 26/06/2011.
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  • Resenha por Meriane Morselli: Ao comemorar cinquenta anos de carreira no ano passado e 70 de idade no dia 19 de abril, o rei ganha uma homenagem. Quarenta fotografias flagram Roberto Carlos em ação, desde a jovem guarda até os dias atuais. De 11/04/2011 a 27/05/2011.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Ex-integrante do grupo Casa 7, Miguez fez carreira como pintor, mas em Paisagem Zero explora principalmente a fotografia. São quatro séries em preto e branco. Uma delas retrata justamente a sala do Centro Universitário Maria Antônia que abriga a mostra, e com isso provoca no espectador um efeito interessante de espelho. Para fazer jus à antiga produção do paulistano, há também algumas ótimas telas, formadas por quadrados e frases tiradas de versos do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999). Também em cartaz no espaço: ✪✪✪ Guto Lacaz (objetos), ✪✪✪ André Rigatti (pinturas), ✪✪ Thiago Rocha Pitta (instalação) e ✪✪ Patrícia Osses (vídeo). De 13/04/2012 a 24/06/2012.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Duas décadas de trajetória da artista carioca são revisitadas. Fernanda ficou conhecida pelo trabalho manual — amarrar, enrolar, descascar — com materiais corriqueiros, a exemplo de papel de cigarro, pratos, sacos de dormir e fio dental. De 19/02/2011 a 08/05/2011.
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  • Presente no ano passado na ótima mostra Se Não Neste Tempo — Pintura Alemã Contemporânea: 1989-2010, do Masp, Franz Ackermann costuma registrar em suas obras as impressões dos diferentes lugares do mundo pelos quais tem a oportunidade de passar. Em New Ads for São Paulo, o artista partiu de outro método: durante dois meses morou em um apartamento em Pinheiros. O resultado se divide entre o Galpão e a Galeria Fortes Vilaça. O primeiro eixo, em cartaz na galeria da Vila Madalena, foca paisagens e formas naturais. Fotografias de troncos de árvore, por exemplo, ganham inserções de outras fotos, pinturas e desenhos. Chama atenção o painel New Ads for São Paulo: In The Woods. Ele apresenta uma paleta de cores fluorescentes, característica de Ackermann. No 2º andar, além de alguns trabalhos antigos, há uma série fotográfica do centro de São Paulo com intervenções digitais. Nelas, as laterais dos prédios, onde ficavam anúncios publicitários antes de vigorar a Lei Cidade Limpa, estampam fragmentos de suas pinturas. No cinzento galpão, na Barra Funda, o artista surpreende ainda mais ao se pautar pelo urbanismo. Repare na sequência de fotos em preto e branco de edifícios e fachadas entremeadas com telas a óleo. Preços não fornecidos. Até 30/04/2011.
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  • Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra traça um painel da fotografia contemporânea em 170 trabalhos. Há muito o que apreciar entre os registros dos 52 nomes da seleção. No eixo artístico, bons exemplos são a curiosa série Desejo Eremita, de Rodrigo Braga, e a bela paisagem paulistana Butantã, de Caio Reisewitz. Convidada especial para a mostra, Claudia Andujar exibe a imagem de uma tribo ianomâmi. De 16/04/2011 a 12/06/2011.
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  • Urbanas reúne 89 registros feitos por German Lorca entre as décadas de 40 e 70. Neles, o artista crescido no Brás e hoje com 90 anos explora os princípios desenvolvidos durante sua passagem pelo Foto Cine Clube Bandeirantes, a exemplo da atenção às formas geométricas. No longo período em que trabalhou no meio publicitário, Lorca elaborou um estilo de closes que transforma objetos e pessoas quase em abstrações. Como ele foi fotógrafo oficial das comemorações do IV Centenário da cidade, em 1954, a mostra contempla ainda obras produzidas naquele ano.
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  • Resenha por Meriane Morselli: Composta de duas séries, a mostra Um Pedaço traz apenas autorretratos. Na primeira parte, chamada Less than a Wall, Trapped Inside a Box, o visitante entra num ambiente escuro com temperatura de 30 graus para experimentar as sensações experimentadas pela artista — Sylvia realizou esse trabalho dentro de uma caixa de vidro. Na sequência, em Mi Renascimiento, o espectador caminha sobre nove imagens. Até sexta (29/04), Sylvia Diez exibe a instalação Data/Hora no Conjunto Nacional, também na Avenida Paulista. De 27/04/2011 a 12/06/2011.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Artista das mais talentosas e inquietas surgidas na última década, a paulistana de 32 anos tem um gosto particular por obras de grande impacto visual. Foi assim, por exemplo, na última edição da Bienal de São Paulo, em 2010, quando ela idealizou a performance Metade da Fala no Chão, na qual um pianista tocava enquanto um balde de cera quente era virado sobre as cordas do piano. Ou quando bolou bonecos inspirados no dramaturgo irlandês Samuel Beckett. Eles derretiam conforme a exposição transcorria na unidade carioca do Centro Cultural Banco do Brasil. Em sua nova individual, Tatiana abre um buraco no estacionamento da Galeria Millan e põe ali dentro um veículo, como se o chão o tivesse engolido. A mostra, não por acaso intitulada Acidente, traz ainda uma escultura e dez pinturas. As telas retratam meios de transporte — carros, motos, navios, aviões — escondidos pela profusão de tinta. De 16/03/2012 a 14/04/2012.
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  • Resenha por Meriane Morselli: Duas coletivas e uma individual inauguram a Temporada de Projetos do Paço das Artes deste ano. Lucas Arruda, Mariana Galender, Mariana Serri e Mariana Tassinari exibem fotografias e pinturas em Paisagens à Margem. A dupla Marina Camargo e Romy Pocztaruk, por sua vez, traz fotos e vídeos em Percursos Simulados. Elisa de Magalhães retrata a geografia de uma favela na instalação A Vida dos Outros: Parque Laje. De 12/04/2011 a 21/06/2011.
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  • Fotógrafo revelado na brilhante geração do Foto Cine Clube Bandeirantes — ao lado de nomes como Geraldo de Barros (1924-1998) e German Lorca —, Thomaz Farkas faleceu em São Paulo no dia 25 de março, aos 86 anos. A retrospectiva com cerca de 100 imagens Uma Antologia Pessoal foi selecionada pelo próprio artista com assistência dos filhos Kiko e João. Farkas sobressaiu na fase inicial da carreira, marcada por experimentos vanguardistas análogos aos de gênios europeus contemporâneos, a exemplo de Henri Cartier-Bresson (1908-2004) e do conterrâneo Andre Kertész (1894-1985). Nesse período, explorava detalhes quase abstratos de arquitetura, além de flagrantes urbanos. Não deixe de apreciar os registros do Estádio do Pacaembu. Com o passar dos anos, seu olhar ganhou uma pegada humanista e documental, sobretudo na célebre série sobre Brasília, da década de 60, e nas viagens ao Nordeste e à Amazônia, já nos anos 70 (em registros coloridos e menos conhecidos pelo público, por sinal). Prorrogada até 01/05/2011.
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  • Além de ter sua obra colocada ao lado da de outros artistas na coletiva Correspondências, também em cartaz, Tomie Ohtake celebra o ano de seu centenário exibindo 25 telas feitas em 2011 e 2012. Como o bom vinho, com o perdão do clichê, Tomie consegue ficar melhor a cada dia. Em um exercício de virtuosismo técnico, ela mistura tintas e pigmentos para alcançar camadas intensas e sutis variações de som. Apenas a observação paciente permite ao espectador mergulhar na explosão de luminosidade desses quadros mais recentes. Também em cartaz no espaço: ✪✪ Paul Ramirez Jonas (esculturas, objetos, instalações). Preços não fornecidos. De 22/02/2013 a 23/03/2013.
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  • Iniciado em 2005 com o objetivo de interpretar por meio de fotografias três países de alguma forma ainda vinculados ao socialismo, o projeto Trilogia Vermelha já focou Cuba e Rússia. Trilogia Vermelha: China encerra a sequência e reúne sessenta trabalhos realizados pelos fotógrafos Mauricio Nahas, Ricardo Barcellos e Paulo Mancini. O trio, todos nomes ligados à publicidade, passou por Pequim e Xangai e por mais dezoito pequenos povoados numa jornada de quarenta dias. Com olhares distintos, eles flagraram anônimos no dia a dia na cidade e no campo, num país que se divide entre tradição, modernidade e religiosidade. De 09/04/2011 a 03/07/2011.
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  • Depois de Entre Atos 1964/68, coletiva exibida até o início de janeiro, o MAC segue abordando o conturbado período do regime militar com recortes de seu acervo. Embora não traga tantos nomes estrelados quanto a mostra-irmã, há pérolas para apreciar entre as 162 peças reunidas, caso da rara série de acrílicas Cantos (1973), de Cildo Meireles, e do conjunto de fotografias clicado por Cristiano Mascaro no enterro do presidente boliviano René Barrientos, em 1969. Uma ótima curiosidade é M3x3 (1973), da bailarina Analivia Cordeiro, considerado o primeiro trabalho de videoarte realizado no país. Prorrogada até 07/08/2011.
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  • A partir de quarenta questionamentos universais — a exemplo de “o que representa o dinheiro para você?” e “você se sente livre?” — o fotógrafo, jornalista e ambientalista francês passou por 78 países durante cinco anos para gravar anônimos dando suas respostas. O resultado é a mostra de vídeos 6 Bilhões de Outros. Cerca de onze horas de depoimentos compõem a exposição. No mezanino do Masp, um vistoso mosaico de rostos é projetado em quatro paredes e oferece um painel sobre a diversidade de rostos. Há ainda longas exibições dentro de tendas, cada uma com um tema, como amor, família e perdão — aqui vai a dica: vale focar nos temas de maior interesse e dispensar mais tempo com eles. Um making of do projeto, um espaço com depoimentos a respeito da cidade de São Paulo e computadores para os visitantes deixarem registradas suas mensagens completam a montagem. De 20/04/2011 a 10/07/2011.
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  • Inaugurada no fim de abril, a Galeria Fass, na Vila Madalena, tem como foco a fotografia latino-americana da primeira metade do século XX. A excelente primeira mostra da casa, intitulada Da Aparência à Realidade, é dedicada ao francês Jean Manzon (1915-1990). Ele se mudou para o Brasil em 1940. Fugia da ascensão nazista na Europa e acabou indo trabalhar no Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do Estado Novo de Getúlio Vargas. Ele se consagraria na revista O Cruzeiro, então a de maior circulação no Brasil, na cobertura de eventos de moda e elegantes recepções sociais, foco das trinta imagens reunidas pelo curador Diógenes Moura. Manzon revolucionou os padrões de reportagens fotográficas do país ao explorar enquadramentos cuidadosos, próximos do artístico e até do onírico, poses teatrais e iluminação sofisticada. Além dos desfiles no Hotel Copacabana Palace, durante as décadas de 40 e 50, clicou celebridades, a exemplo da cantora Carmen Miranda. De 28/04/2011 a 28/06/2011.
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  • Resenha por Pedro Ivo Dubra: Nascido em Portugal e radicado em Moçambique, o arquiteto, urbanista e designer de móveis exibe seus trabalhos mais significativos. Oitenta painéis com fotos e projetos retratam obras marcantes de Forjaz, como o campus da Universidade de Botsuana. Até 05/06/2011.
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  • Morto em 1993, aos 36 anos, o cearense viu sua produção tornar-se popular na década de 80. Foi um período fértil para a arte brasileira, que revelou ainda Nuno Ramos, Beatriz Milhazes, Luiz Zerbini, Daniel Senise e Leda Catunda. Cada vez mais cultuado, o artista agora é tema de uma retrospectiva no Itaú Cultural. Sob o Peso dos Meus Amores reúne 313 obras de sua autoria, quatro do alemão Albert Hien, amigo próximo, e uma última peça assinada pelos dois. Complementa a mostra uma instalação na Capela do Morumbi. Os trabalhos de Leonilson chamam atenção pela felicidade ao combinar humor e sutileza. Sobressaem os bordados de formas coloridas e por vezes minimalistas, com títulos irônicos como Álbum Estigmas Curiositas Exvagos e O que Você Desejar, o que Você Quiser, Eu Estou Aqui, Pronto para Servi-lo. De 17/03/2011 a 29/05/2011 no Itaú Cultural e de 20/03/2011 a 29/05/2011 na Capela do Morumbi.
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  • Um século após surgir na Europa, alavancado por artistas tão geniais quanto distintos entre si, a exemplo de Edvard Munch e Otto Dix, o gênero dedicado às formas angulares e aos recantos desesperados da alma é tema da coletiva no Museu de Arte Brasileira da Faap. Noventa trabalhos integram Marcas do Expressionismo. Eles repassam a trajetória do movimento no Brasil, em suas idas e vindas. Há desde o negrume paradigmático das xilogravuras de Oswaldo Goeldi até os experimentos precursores de Anita Malfatti em obras-primas como Homem das Sete Cores. Flávio de Carvalho prefere recorrer à explosão de tonalidades nos retratos do maestro Eleazar de Carvalho e do escritor José Geraldo Vieira. A mostra tem ainda o mérito de recuperar dois pintores talentosos e atualmente pouco lembrados no país, Marina Caram e Heinz Kühn, além de apostar nos contemporâneos Marco Paulo Rolla e Herman Tacasey.  De 15/02/2011 a 29/05/2011.
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  • Celebrado nome da gravura no século XX, o holandês Maurits Cornelis Escher (1898-1972) possuía um estilo único. Uma de suas características mais marcantes eram os padrões geométricos criados para entrelaçar imagens e as construções impossíveis. Distribuída por todo o Centro Cultural Banco do Brasil, a retrospectiva O Mundo Mágico de Escher reúne 95 esplêndidos trabalhos feitos para desafiar os olhos. A dica é iniciar a visita pelo 3º andar e descer. Bons exemplos de sua maestria podem ser vistos nas xilogravuras Metamorfose I, Dia e Noite e Oito Cabeças e nas litografias Autorretrato no Espelho Esférico e Subindo e Descendo. Entre as dez instalações interativas, a curiosa Sala do Impossível, um espaço com dois universos invertidos vistos através de duas janelas, chama atenção. Vale ainda tirar uma foto na divertida Sala da Relatividade, capaz de aumentar ou diminuir a altura do espectador por meio de um truque de perspectiva, e assistir ao explicativo filme de sete minutos com projeções de obras de Escher em 3D (para esta atração, deve-se retirar uma senha na bilheteria). De 19/04/2011 a 17/07/2011.
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  • Cinquenta projetos de arquitetos de diversos países investigam como a sustentabilidade influencia a maneira de pensar e construir ambientes urbanos nos dias atuais. A mostra se divide em módulos e cada proposta é detalhada em textos explicativos, painéis, plantas e projeções de slides. Infelizmente, há pouco interesse para o público não especializado em arquitetura. Ao contrário, por exemplo, de Ecológica, coletiva exibida pelo MAM no ano passado, na qual obras de arte contemporâneas estimulavam com criatividade o debate sobre a sociedade de consumo. O excesso de textos colabora para deixar a nova exposição cansativa. Também em cartaz no MAM: ✪✪ Razão e Ambiente.  De 20/04/2011 a 26/06/2011.
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  • Fotos, maquetes, desenhos originais, projeções, reproduções e plantas de 115 projetos compõem a mostra. A montagem aborda espaços públicos e privados dedicados ao encontro de pessoas. Entre os exemplos estão o Sesc Pompeia, o Centro Cultural São Paulo e o Polo de Heliópolis, na capital paulista, e a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Muitas montagens relacionadas a arquitetura sofrem por se voltarem demais ao público especializado, por meio de maquetes e painéis com textos teóricos. Não é o caso, felizmente, de O Coração da Cidade, marcada por ilustrações didáticas. De 20/04/2011 a 03/07/2011.
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  • Criada para marcar o centenário da abertura dos portos para as nações amigas, a Exposição Nacional de 1908, realizada no Rio de Janeiro, foi um marco para a história do país. Dividida em módulos temáticos, 1908 — Um Brasil em Exposição reúne catálogos, cartões-postais, documentos e fotografias de grande valor histórico. O excesso de painéis explicativos, no entanto, tira o encanto e deixa a montagem um pouco cansativa. De 09/04/2011 a 29/05/2011.
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  • Resenha por Pedro Ivo Dubra: Enfoca a municipalidade de Sainte-Croix, na Suíça, e sua vocação para a mecânica de precisão. Os visitantes poderão conhecer a história do lugar, a tradição de criar mecanismos para instrumentos musicais e apreciar peças como autômatos que mexem os olhos e a sobrancelha. De 19/04/2011 a 30/06/2011.
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  • Integrante de uma geração brilhante do modernismo russo-soviético, o fotógrafo Alexandr Ródtchenko é homenageado por meio de uma retrospectiva trazida ao Brasil pelo Instituto Moreira Salles e exibida na Pinacoteca do Estado. Revolução na Fotografia amealha 170 trabalhos realizados de 1924 a 1954. Também pintor e artista gráfico, Ródtchenko conseguiu ser revolucionário de fato com a câmera na mão. A começar pela impressionante habilidade em fazer fotomontagens. Esse procedimento rendeu cartazes satíricos e ilustrações para livros. O russo recorreu ainda a retratos da mãe (um registro pungente) e do amigo Maiakovski. Fiel à rigidez construtiva, soube explorar como poucos o potencial de sombras e o abstracionismo de formas geométricas e arquitetônicas para chegar a planos e composições inovadores em Degraus e na famosa Moça com uma Leica. De 19/02/2011 a 01/05/2011.
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  • Turco de origem grega, o psicanalista Theon Spanudis (1915-1986) veio para São Paulo nos anos 50 trabalhar como professor. Apaixonado por arte, ele logo passou a frequentar ateliês paulistanos. Iniciou sua coleção ao adquirir a geométrica têmpera Casas de Itanhaém, de Alfredo Volpi, tornando-se um dos primeiros colecionadores a apostar no artista. Essa e outras 22 peças de seu valioso acervo — sem filhos ou herdeiros, ele doou 453 itens ao Museu de Arte Contemporânea da USP em 1979 — integram a mostra, formada apenas por pinturas. Na seleção do curador e diretor do MAC, Tadeu Chiarelli, há outras preciosidades de Volpi, como Mané Gostoso e Bandeirinha. Entre as obras, sobressaem ainda as belas naturezas-mortas de Mira Schendel. A exposição reúne também três quadros de Chen Kong Fang e quatro de Eleonore Koch, discípula de Volpi. Prorrogada até 05/06/2011.
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  • Nome incontornável do fotojornalismo do século passado, sobretudo nos quase vinte anos em que trabalhou na revista Life, o americano Andreas Feininger (1908-1999) ganha a primeira individual na América Latina. A retrospectiva reúne 93 imagens da cidade de Nova York feitas durante a década de 40. Entusiasmado e ao mesmo tempo cético em relação ao progresso urbano, o fotógrafo clicou pontes, arranhacéus, indústrias, carros e multidões da metrópole. Arquiteto formado pela escola alemã Bauhaus, da qual seu pai, Lyonel, foi um dos fundadores, Feininger pode ser classificado como formalista. Ao contrário de Henri Cartier-Bresson, sempre à espera do “momento decisivo”, ele se preocupava em estruturar com perfeição o ângulo de cada enquadramento, à maneira de uma composição musical. Não à toa, manifestava paixão pelos minuciosos contrapontos de Johann Sebastian Bach.  De 26/03/2011 a 26/06/2011.
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  • Resenha por Jonas Lopes: O celebrado videoartista albanês, presente na última edição da Bienal de São Paulo, apresenta dois trabalhos. Em um deles, Dammi i Colori, Sala faz um passeio de carro com Edi Rama, pintor e prefeito de Tirana, capital da Albânia. Também estreia no Centro Universitário Maria Antônia: Marcelo Zocchio (instalações), Bartolomeo Gelpi (pinturas) e Júnior Suci (desenhos). De 25/03/2011 a 26/06/2011.
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  • O artista catalão já expôs em duas edições da Bienal de São Paulo (1981 e 1983). Agora, exibe cinco trabalhos, entre instalações de grande porte e vídeos. O resultado, contudo, decepciona. Militante de esquerda, Muntadas dedica-se a atacar alvos óbvios: a mídia, o mercado financeiro e os Estados Unidos. Vídeo É Televisão? apresenta sobreposições de imagens reunidas a partir de programas televisivos com o intuito de ressaltar uma suposta manipulação dos espectadores. Sobre a Subjetividade, por sua vez, compõe-se de vitrines com fotografias famosas do século XX, a exemplo de Lee Harvey Oswald sendo morto logo após atirar no presidente John F. Kennedy. Panfletária, sem nenhum matiz de ironia nem ambiguidade, a crítica do espanhol não escapa do antiamericanismo banal. De 26/02/2011 a 08/05/2011.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO