Diversão

Doze passeios para voltar a ser criança

Uma lista de atividades para os adultos sentirem nostalgia - e os pequenos se divertirem junto, claro 

Por: Mariana Rosário

Sempre fiéis escudeiros nos passeios infantis, os pais podem não aproveitar tanto assim aquela peça engraçadinha ou uma sessão de contação de história.

SP Diversões
Passeio de kart: os competidores precisam ter no mínimo 7 anos, no SP Diversões (Foto: Divulgação)

Mas nem tudo está perdido. Na cidade existem passeios em que os pais podem aproveitar junto e lembrar da própria infância com os pequenos. Confira nossa lista:

  • Parques

    Planetário do Ibirapuera

    Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10, Parque Ibirapuera

    Tel: (11) 5575 5206

    VejaSP
    3 avaliações

    Depois de mais de dois anos fechado para reforma, o Planetário do Ibirapuera volta a ser uma opção de lazer para os paulistanos. Inaugurado em 1957 e reaberto no fim de janeiro, o espaço sempre esteve no currículo de passeios das escolas. Mas vale a pena fazer a visita em família. Primeira dica: programe-se para ir durante este mês de fevereiro. É quando todas as quatro sessões diárias, de terça a domingo, são abertas ao público. A partir de março, o horário se restringirá aos fins de semana. Durante a exibição, todas as luzes se apagam, claro. Por isso, vale ficar de olho na nossa recomendação etária (a partir de 5 anos) e avisar as crianças antes do início que os próximos quarenta minutos serão no escuro. Mas não se preocupe: basta o novo projetor alemão Zeiss Starmaster começar o seu trabalho para que todos fiquem hipnotizados. Na sala de 550 metros quadrados em formato circular, os meninos e meninas deitados em poltronas similares às de cinema podem vislumbrar o céu do verão paulistano de uma forma bem diferente, sem poluição, luzes da cidade ou qualquer nebulosidade. Estrelas, planetas, meteoros e cometas aparecem como bonitos pontos iluminados em um cenário digno de filme. Uma aulinha explicativa acompanha cada trecho da apresentação e entretém inclusive os adultos. Um programa divertido, educativo, grátis e — sem trocadilhos — quatro-estrelas na cotação de VEJA SÃO PAULO. Recomendado a partir de 5 anos.

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  • Museus

    Museu de Zoologia da USP

    Avenida Nazaré, 481, Ipiranga

    Tel: (11) 2065 8100 ou (11) 2065 8140

    1 avaliação
  • Infantil / Musical

    Meu Amigo, Charlie Brown
    VejaSP
    Sem avaliação
    As sessões tardias e o gostinho nostálgico das histórias do cartunista Charles M. Schulz (1922-2000) podem sugerir um espetáculo pouco indicado às crianças. Sim, os adultos curtem o programa, mas são as crianças que mais se divertem. Dirigidos por Alonso Barros, os atores em cena fazem uma releitura fiel dos personagens Lucy (Paula Capovilla), Schroeder (Guilherme Magon), Sally (Mariana Elisabestky), Linus (Mateus Ribeiro) e Charlie Brown (Leandro Luna), dos figurinos às falas, passando pela expressão corporal. A adaptação do musical americano You’re a Good Man, Charlie Brown mostra um dia na vida do protagonista, que sofre de crises bem maduras, como o medo do futuro e a ansiedade de encarar o amor. Felizmente, ele não está sozinho nessa. Conta com todos os amigos e seu fiel escudeiro: o cãozinho Snoopy. Vivida por Tiago Abravanel, consagrado como o protagonista de Tim Maia, Vale Tudo — O Musical, a mascote canina rouba a cena com carisma, pitadas de ironia e, é claro, um belo número musical para soltar seu vozeirão. Apesar de o roteiro se dividir em várias histórias, a boa consistência dos pequenos causos na vida de Charlie tornam a peça um belo programa para toda a família. Recomendado a partir de 4 anos. Estreou em 5/3/2016. Até 24/4/2016.
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  • Os roteiristas mexeram no clássico homônimo da literatura infanto-juvenil, escrito por Lúcia Machado de Almeida e lançado no início da década de 70. Trocaram, por exemplo, a idade do protagonista: no livro era um jovem; agora, um garoto. Ocorre que, com a mudança, o resultado ficou sem um público-alvo definido. Crianças podem achar violento e arrastado enquanto os adolecentes encontram séries policiais na TV muito mais instigantes. Os saudosistas da coleção Vaga-Lume também vão se decepcionar - é ingênuo demais (!). Em produção bem-acabada, a trama mostra uma investigação após a morte do irmão de Alberto (o empenhado Thiago Rosseti). O menino acredita que um assassino esteja à solta na fictícia cidade de Vale das Flores depois de descobrir a ligação do crime com um escaravelho. Estreou em 14/4/2016.
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  • Sem dúvida, o diretor Mauro Sousa (o oitavo dos dez filhos de Mauricio de Sousa) conhece muito bem os trejeitos dos moradores do bairro do Limoeiro. Na adaptação das tirinhas para o palco de Turma da Mônica — O Show, ele põe o carisma de Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento para rodar. Todos estão envolvidos em uma pequena trama, velha conhecida dos leitores dos gibis: mais um plano infalível de Cebolinha. Nem é preciso spoiler para intuir que, obviamente, a ideia vai dar errado. Para acompanhar o desenvolvimento da peça, canções sobre a personalidade das crianças são interpretadas ao lado de um time de bailarinos. Apesar de ter boas sacadas, a exemplo da divertida cena de Chico Bento interpretando o cantor Michael Jackson, o espetáculo escolhe ficar na zona de conforto e não tem nenhuma reviravolta. As falas e canções são completamente gravadas e nem sempre claras, o que tira um pouco a graça. No fim, porém, a simpatia dos personagens (e a nostalgia da plateia) garante o final feliz para a brincadeira de faz de conta.  Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 25/5/2015. Até 24/4/2016.
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  • Há males que vêm para bem. Os percalços enfrentados pela produção brasileira do musical de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein, como a desistência dos diretores Ernesto Piccolo e Ulysses Cruz em fase de ensaios, não comprometeram o resultado do espetáculo que, enfim, pode ser visto no Teatro Alfa. Pelo contrário, a experiência e o inegável talento da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho são fundamentais para manter a aura de encantamento do conto de fadas sem escorregar na pieguice e ainda abrir espaço às mensagens políticas e sociais embutidas no texto. As coisas andam um tanto nebulosas no reino. O príncipe Topher (vivido por Bruno Narchi) atravessa uma crise existencial e questiona se tem vocação para o poder. Há os que se aproveitam disso para manipulá-lo, e um grande baile é organizado na corte para encontrar uma noiva para o rapaz. Bianca Tadini interpreta a gata borralheira, que, transformada em princesa por algumas horas, conquista o coração do rapaz e ainda abre seus olhos para as injustiças contra os pobres da vizinhança. Os protagonistas têm o tipo ideal para os personagens, transmitindo doçura e delicadeza. Na pele da madrasta, Totia Meireles, sempre competente, ainda se mostra tímida e, aos poucos, deve cravar mais personalidade à vilã. Ivanna Domenyco, Bruno Sigrist, Giulia Nadruz e Carlos Capeletti são os destaques entre os coadjuvantes. Direção musical de Carlos Bauzys. Estreou em 11/3/2016. Até 5/6/2016.
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  • O desenho da Disney, de 1967, era fofo e ainda permanece no imaginário de várias gerações. Assim como Malévola e Cinderela, Mogli — O Menino Lobo ganhou uma versão com atores (neste caso, apenas um ator) em que os efeitos visuais dão um show de perfeição técnica (alô, alô, eis um forte candidato ao Oscar de 2017!). A atração recebeu também um reforço de dramaticidade e violência para agradar a espectadores de todas as idades — e o encanto permaneceu. É impossível não ficar fascinado com a tecnologia da captura de movimento que dá vida à pantera Bagheera, ao urso Baloo, à serpente Kaa e a outros animais em meio a uma esplêndida natureza muito bem explorada em 3D. Defendido com simpatia pelo menino estreante Neel Sethi, Mogli foi salvo da morte por Bagheera e criado numa alcateia. Ao ver que sua presença divide os lobos, o garoto decide deixar a selva para procurar a “aldeia dos homens”. A jornada será repleta de surpresas e perigos, sobretudo porque seu maior inimigo, o tigre Shere Khan, está em sua cola. Estreou em 14/4/2016.
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  • Para crianças / Parques de diversão

    Parque da Mônica

    Avenida das Nações Unidas, 22540, Jurubatuba

    Tel: (11) 5696 2200

    VejaSP
    2 avaliações

    Uma das grandes qualidades da atração reinaugurada em julho, após cinco anos de hiato, é conseguir transportar os visitantes para a atmosfera dos gibis. Impressionam logo na chegada a riqueza de detalhes dos cenários e a variedade de brinquedos. Entre os mais disputados estão justamente dois velhos conhecidos do espaço no Shopping SP Market: o bote aquático agora rebatizado de Horacic Park e a montanha-russa do Astronauta — que pode dar frio na barriga até nos mais grandinhos. Ao lado dos pais, as crianças têm risada garantida na Trombada do Louco, um bate-bate que testa suas habilidades no volante. Para sorte dos menos aventureiros, nem tudo é pura agitação. Os bem novos curtem o teatro da turma e a casa dos personagens.

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  • Parques

    Zoológico de São Paulo

    Avenida Miguel Estéfano, 4241, Saúde

    Tel: (11) 5073 0811

    5 avaliações

    O Zoológico de São Paulo é um passeio para toda a família. Entre elefantes, leões, tucanos e cobras, reúne aproximadamente 3 200 animais espalhados em 824 529 metros quadrados de Mata Atlântica. Em maio, nasceu mais um filhote de girafa no parque, uma fêmea batizada de Ágatha. Uma dica: ela só sai do recinto coberto quando o tempo está mais quente.

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  • Parques

    Borboletário Águias da Serra

    Estrada da Ponte Alta, 4300, Engenheiro Marsilac

    Tel: (11) 5660 6102

    VejaSP
    3 avaliações

    Longe de todo o agito da metrópole, este interessante estabelecimento fica escondido no afastado bairro Engenheiro Marsilac, no extremo da Zona Sul, a 50 quilômetros do centro da capital. A viagem é longa, cerca de uma hora e meia, mas compensa muito ver o que está do lado de dentro. Aberto em março, o Borboletário Águias da Serra é um tipo de zoológico especializado em um dos insetos mais encantadores para as crianças. Atualmente, são encontrados 2.000 exemplares e onze espécies — que podem chegar a 27 até o fim do ano. A produção de cada animal ocorre em um laboratório envidraçado, no qual os visitantes conhecem, com a ajuda de um biólogo bem preparado, todo o ciclo de vida das espécies, observando e manipulando o ovo, a lagarta, a pupa e finalmente a bela borboleta. Ao nascerem (e dá para ver esse momento), elas são distribuídas em um jardim fechado, onde o público pode entrar. Essa é a melhor parte do passeio. No espaço, ao som de composições de Vivaldi, todos aproveitam para tocar a Caligo illioneus, mais conhecida como olho-de-coruja, e tirar fotos com ela. A borboleta se aproxima quando os monitores passam suco de laranja nos dedos das pessoas. Localizado dentro do acampamento Águias da Serra, que foi ambiente das gravações do filme da telenovela Carrossel, do SBT, o espaço de boa infraestrutura conta também com restaurante, fazendinha, caiaque e uma animadíssima oficina de foguetes. Vale, portanto, gastar um pouco de tempo para chegar lá e passar algumas horas divertindo-se e aprendendo sobre os bichos.

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  • As piscinas de bolinhas gigantes viraram febre na cidade e se multiplicam em vários endereços. Nesta unidade, são 200 metros quadrados preenchidos com cerca de 250.000 bolinhas. Algumas crianças ficam completamente submersas nas esferas coloridas e os pais, que também podem entrar na brincadeira, costumam ficar com bolinhas até o joelho. Escorregadores de diversos tamanhos, o maior deles com 7 metros de comprimento, completam a brincadeira. Crianças menores de 5 anos devem estar acompanhadas dos responsáveis — que podem (e devem) se divertir muito, claro. Recomendado a partir de 3 anos. Até 29/5/2016.
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  • Parques de diversão

    SP Diversões

    Rua Santa Rosa Júnior, 189, Butantã

    Tel: (11) 3723 7070

    VejaSP
    Sem avaliação

    No lado externo do parque há uma pista de kart de 470 metros onde correm até dez competidores maiores de 7 anos. Para os menores, há carrinhos bate-bate. O espaço interno conta com aproximadamente 150 jogos de videogames e dezoito pistas de boliche, cobrados à parte. Cada um recebe uma comanda para pagar pelas brincadeiras na saída — ou seja, olho vivo para as crianças não gastarem sozinhas mais do que o planejado.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO