Especial

Chuva de doações para o fundo revolucionário

Teve até quem contribuiu com a própria aliança de casamento

Por: Roberto Pompeu de Toledo - Atualizado em

Capa 2276 - Edifício Ouro
Edifício Ouro: o prédio tem treze andares, o mesmo número de listras da bandeira paulista (Foto: mario rodrigues)

Lançada pela Associação Comercial, a campanha “Ouro para o bem de São Paulo” foi um sucesso. Colaboraram até pessoas que não tinham senão a aliança de casamento para doar; em troca, recebiam um anel de latão com a inscrição “Doei ouro para o bem de São Paulo”.

+ Oitenta anos da revolução de 1932

Os ricos respondiam à sua altura. O jornal ‘O Estado de S. Paulo’ noticiou que “a distinta dama paulista dona Olívia Guedes Penteado” doara todas as suas joias.

Capa 2276 - cartaz
Sucesso: o cartaz da campanha “Ouro para o bem de São Paulo” (Foto: Acervo do Memorial’32 - Centro de Estudos Jose Celestino Bourroul)

No fim da guerra, temendo que os fundos apurados acabassem nas mãos do governo federal, o governo paulista doou-os à Santa Casa, que, com parte deles, construiu o Edifício Ouro para o Bem de São Paulo, existente no Largo da Misericórdia, no centro da cidade. O prédio tem treze andares, tantos quantas as listras da bandeira paulista, e forma ondulada que sugere uma bandeira ao vento.

Fonte: VEJA SÃO PAULO