Política

Dilma diz para jornal que é alvo de “preconceito sexual“

A presidente disse ao The Washington Post que sua forma de governar é criticada com argumento sexista

Por: Estadão Conteúdo

dilma
Dilma Rousseff: presidente disse que se preocupa, mas “não puxa os cabelos” por causa da queda de popularidade (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, a presidente Dilma Rousseff se disse vítima de argumentos sexistas. "Você já ouviu alguém dizer que um presidente homem se intromete em tudo? Eu nunca ouvi. Acredito haver um pouco de preconceito sexual. Sou descrita como uma mulher dura e forte que põe o nariz onde não é chamada e sou cercada por homens fofos", disse a presidente.

+ Dilma Rousseff é ruim para 65% do eleitorado, diz Datafolha

Ao ser questionada sobre sua queda de popularidade, atualmente em 11% segundo pesquisa Datafolha, Dilma disse se preocupar, mas sem "perder o rumo". "Me preocupar não significa puxar meus cabelos ou perder o rumo. Você tem de conviver com as críticas e com o preconceito." 

A presidente disse ainda que não há "modelo pronto" de governo e que, quando erros são cometidos, fazem-se os ajustes necessários. Dilma falou que o governo identificou uma piora na situação econômica do país no fim de 2014, com queda da arrecadação, mas afirmou que a expectativa é de melhora no ano que vem. "Nossa expectativa é a de que o próximo ano seja uma situação bem melhor. De 2016 em diante, nós vamos começar a crescer em um novo padrão."

Legado

Dilma afirmou que a marca que quer deixar é de uma enorme redução na desigualdade. Falou também que pretende criar condições para que as mudanças sociais no país sejam permanentes. Ela destacou que os doze anos de gestão petista conseguiram alçar 50 milhões de pessoas à classe média. "Nosso principal objetivo é que o Brasil se torne um país de classe média."

+ Petistas dizem que Lula é o “alvo” da Lava-Jato

A presidente minimizou o efeito que a recente alta no desemprego pode ter sobre a desigualdade social e disse considerar pouco provável haver grandes manifestações de rua por causa do agravamento no mercado de trabalho. Admitiu haver uma preocupação com a situação do emprego, mas argumentou que isso sempre existiu e, que antes de haver os recentes cortes, o Brasil gerou 5,5 milhões de postos de trabalho.

+ Confira as principais notícias da cidade

Fonte: VEJA SÃO PAULO