13 de julho

Dia Mundial do Rock: dez filmes para comemorar a data

Beatles, Rolling Stones e Pink Floyd estão na nossa seleta lista

Por: Bruno Machado e Tiago Faria - Atualizado em

Beatles - Os Reis do Iê-iê-iè (1964)
Os Reis do Iê-iê-iê: o filme antecipou a estética dos videoclipes (Foto: Reprodução)

O cinema e o rock são artes que se confundem por terem apelo popular e fomentarem lendas. Desde que surgiram os primeiros rockstars, no fim dos anos 1950, suas histórias foram parar nas salas de exibição, fosse em documentários ou ficções inspiradas em suas tortuosas trajetórias.

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A seguir, dez filmes com o melhor do tema para comemorar o Dia do Rock. 

“Os Reis do Iê Iê Iê” (1964)

A fase psicodélica dos Beatles foi representada pelos coloridíssimos “Magical Mystery Tour” (1967) e “Yellow Submarine” (1968). Mas a esses musicais irregulares falta a graça em preto-e-branco que o diretor Richard Lester imprimiu no longa-metragem mais charmoso do quarteto. A leveza da trama, narrada em tom de comédia, combina à perfeição com o estilo jovial do cineasta, que antecipa a estética dos videoclipes nas sequências musicais mais frenéticas. Na trilha, clássicos como “She Loves You”, “Can’t Buy Me Love” e “A Hard Day’s Night”, que dá o nome original do filme. 

Rolling Stones - Gimme Shelter - Filme
(Foto: Reprodução)

“Gimme Shelter” (1970)

 O plano dos documentaristas Albert Maysles, David Maysles e Charlotte Zwerin era aparentemente simples: acompanhar a turnê dos Rolling Stones em 1969. Mas, por uma fatalidade que entraria para a história, o trio acabou por registrar um dos maiores desastres do rock. O concerto de Altamont, em 6 de dezembro, foi ofuscado por uma série de conflitos entre o público e a gangue de motociclistas Hells Angels, contratada para fazer a segurança do evento. Quatro pessoas morreram. Com detalhismo assustador, os diretores mostram a destruição de um espetáculo. 

Woodstock Filme
(Foto: Reprodução)

“Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música” (1970)

Vencedor do Oscar de melhor documentário, o longa-metragem de Michael Wadleigh se tornou modelo para filmes de rock. Além de selecionar momentos antológicos do festival de 1969 — com shows de ídolos como Jimi Hendrix, Santana e Joe Cocker — o diretor mostrou faro jornalístico ao compor uma das melhores crônicas sobre a juventude hippie do fim dos anos 60. Na equipe de sete montadores, um nome ainda pouco conhecido se fazia notar: Martin Scorsese. 

Last Waltz - O Último Concerto de Rock
(Foto: Reprodução)

“The Last Waltz – O Último Concerto de Rock” (1978)

Para filmar a despedida de um dos maiores grupos de rock dos anos 60, o The Band, Martin Scorsese não pensou pequeno: convidou sete diretores de fotografia e o designer de produção Boris Leven, de “A Noviça Rebelde” (1965), para ajudá-lo na empreitada. O virtuosismo técnico, felizmente, não exagera na pompa – sem firulas, o diretor amplifica a performance dos músicos, acompanhados por convidados como Bob Dylan, Eric Clapton e Neil Young. 

Pink Floyd The Wall - Filme
(Foto: Reprodução)

“Pink Floyd The Wall” (1982)

Entre os pontos altos da carreira de Alan Parker está o musical livremente inspirado no álbum conceitual “The Wall”, lançado pelo Pink Floyd em 1979. O roteiro, aliás, é assinado por Roger Waters, na época, cabeça da banda – em 1985, ele abandonou o grupo para se dedicar a uma carreira solo. No longa, permeado de animações, Pink (Bob Geldof, também ele músico, do Boomtown Rats) é um astro do rock que, após entrar em decadência e amargar o ostracismo, torna-se um ditador totalitário. São desse filme algumas imagens que estão na memória do público como martelos vermelhos marchando e crianças sendo engolidas por um moedor de carne.

Isto é Spinal Tap
(Foto: Reprodução)

“Isto É Spinal Tap” (1984)

Esse divertido mockumentary – espécie de falso documentário, com tom irônico – narra as peripécias da banda fictícia Spinal Tap, do difícil começo, passando pelo auge, até sua dissolução. É um mero pretexto para que Rob Reiner faça uma sátira ao rock, desde suas raízes, nos anos 1950, ao heavy metal do fim dos anos 70. Recebido com ressalvas no seu lançamento, o filme se tornou um cult nos anos posteriores. Michael McKean, Christopher Guest e Harry Shearer são o grande trunfo da fita. À frente da banda que dá nome ao longa, o trio de competentes atores cantou e tocou de verdade nas filmagens. 

Quase Famosos
(Foto: Reprodução)

“Quase Famosos” (2000) 

No final dos anos 1970, Cameron Crowe, ainda adolescente, era repórter da revista “Rolling Stone” e acompanhou uma grande turnê do Led Zeppelin, que vivia o seu auge. Décadas depois, Crowe, agora cineasta (e vencedor do Oscar de melhor filme por “Jerry Maguire – A Grande Virada”), transformou suas memórias em um roteiro. “Quase Famosos” revisita os personagens e a música dos anos 70 através dos olhos de William Miller (Patrick Fugit), alter ego do diretor. Ele acompanha a banda fictícia Stillwater, inspirada no Led Zeppelin, no The Allman Brothers Band e no Lynyrd Skynyrd. O longa ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme e o Oscar na categoria de Melhor Roteiro Original.

Hedwig - Rock, Amor e Traição
(Foto: Reprodução)

“Hedwig – Rock, Amor e Traição” (2001)

Baseado num musical off-Broadway homônimo, o filme conta a história de Hansel (John Cameron Mitchell), um garoto que, durante a Guerra Fria, vive em Berlim Oriental e sonha em morar nos Estados Unidos. Seus planos tomam forma quando ele conhece um oficial norte-americano (Maurice Dean Wint). Os dois se apaixonam e decidem se casar e deixar a Alemanha. Só que, para isso, Hansel precisa fazer uma cirurgia de mudança de sexo. A operação dá errado e o rapaz fica com o pênis mutilado. Esse fato, mais tarde, dará nome à sua banda: O Centímetro Enfurecido. A mescla de drama e comédia tem uma estética inspirada no glam rock e canções que evocam David Bowie e Lou Reed. No Brasil, a peça foi dirigida por Evandro Mesquita, da banda Blitz.

Cazuza - O Termpo Não Para
(Foto: Reprodução)

“Cazuza – O Tempo Não Para” (2004)

O filme de Sandra Werneck e Walter Carvalho foi inspirado no livro da mãe de Cazuza, Lucinha Araújo. Um dos grandes sucessos do cinema brasileiro, o longa narra a trajetória de um dos mais importantes nomes do rock nacional, morto em 1990 por complicações da aids. O ator Daniel de Oliveira emagreceu 11 quilos e fez aulas de canto para atingir o timbre do compositor de “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor” e outros hits.

Não Estou Lá
(Foto: Reprodução)

“Não Estou Lá” (2007)

Nesta fita, dirigida por Todd Haynes, os atores Christian Bale, Cate Blanchet (indicada ao Oscar pelo papel), Heath Ledger, Marcus Carl Franklin, Richard Gere e Bem Whishaw se revezam para contar a história de Bob Dylan. Cada um deles explora uma faceta do ícone do rock, que também foi poeta e representante de toda uma geração. O filme conta com narração do cantor Kris Kristofferson, um dos inúmeros músicos que o artista inspirou. Em 2004, Dylan foi eleito pela revista “Rolling Stone” como o segundo artista mais influente de todos os tempos, ficando somente atrás dos Beatles.

Fonte: VEJA SÃO PAULO