Teatro

Que tal passar o Dia dos namorados na plateia?

Ver uma peça pode ser um bom programa para a quarta-feira

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Vingança
Cena de 'Vingança', com direção-geral de André Dias (Foto: João Caldas)

Confira nossa seleção abaixo:

  • A atriz Silvana Stein protagoniza e assina a dramaturgia do monólogo, que funde teatro físico e linguagem de cinema, ao lado do também diretor Ricardo Alves Jr. Ela interpreta um velho sozinho dentro de um apartamento atormentado pelos fantasmas de Ofélia, Gertrudes, Polônio, Rei Hamlet e príncipe Hamlet. Estreou em 11/6/2013. Até 3/7/2013.
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  • Em sua terceira temporada, o drama O Longo Adeus marcou a estreia do ator Flavio Tolezani como diretor e merece ser visto. Escrito por Tennessee Williams em 1940, o texto foi pouco encenado no Brasil. Uma rara oportunidade se deu em uma montagem do Teatro de Arena dirigida por José Renato em 1953. A trama mostra um aspirante a escritor (interpretado por Conrado Sardinha) que reativa a memória afetiva na hora em que se despede do apartamento onde morou com a família. Em meio à mudança, ele relembra a mãe falecida (personagem de Thaia Perez) e a irmã leviana (papel de Natalia Gonsales). Enquanto isso, um amigo (o ator Daniel Volpi) tenta trazê-lo para a realidade. Tolezani buscou apoio em boas interpretações e efeitos simples que revelam a intenção de extrair teatralidade de muito pouco. Com Michel Waisman, Pepe Scrofft, Yuri Magalhães e Wandré Gouveia. Estreou em 10/5/2013. Até 11/12/2013.
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  • Monólogo cômico

    Myrna Sou Eu
    VejaSP
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    Ninguém jamais viu a cara de Myrna. Só havia uma certeza: tratava-se de uma mulher que distribuía conselhos sentimentais nas páginas de um jornal no fim dos anos 40. O ator Nilton Bicudo criou uma imagem para representar no monólogo cômico esse pseudônimo feminino do dramaturgo Nelson Rodrigues. Elegante e sóbria, a personagem surge com um cabelo curto e grisalho e, diante de um microfone, reflete sobre relacionamentos, inquietações e solidão feminina. Sob a direção de Elias Andreato, Bicudo mostra o domínio de cena ao saltar da ironia para o escracho e ainda transitar pela melancolia em diversas passagens da montagem. É capaz de arrancar gargalhadas e, em seguida, transmitir uma amargura intrigante. Um dos pontos altos é a hora em que o ator traz à tona fragmentos da peça Toda Nudez Será Castigada, escrita por Nelson em 1965, e transforma Myrna na emblemática personagem Geni. Nessa cena, a conselheira sentimental entra em desespero durante uma conversa telefônica com o namorado e, humana, contradiz boa parte de tudo o que prega. Estreou em 22/5/2013. Até 11/12/2016. + Leia entrevista com o ator Nilton Bicudo no Blog do Dirceu. Conselheira amorosa: Myrna assinou crônicas no jornal Diário da Noite nos idos de 1949.
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  • Lançado na Broadway em 1997, o musical O Rei Leão, de Roger Allers e Irene Mecchi, é a versão do longa da Disney, de 1994. Portanto, ao conferir a superprodução nos palcos, é quase inevitável que a memória afetiva dos fãs da animação fale mais alto. Os elementos para o encanto da plateia estão todos ali. Cenários e figurinos caprichadíssimos, uma iluminação sob medida, capaz de fazer saltar aos olhos os efeitos de manipulação de bonecos, e um elenco afinado de 53 atores para cantar as letras compostas por Gilberto Gil (nem sempre fluentes e complementares à dramaturgia) adaptadas dos originais de Elton John. A trama mostra Simba (interpretado por Tiago Barbosa, quando adulto), o herdeiro do trono de Mufasa (o ator César Mello), o Rei Leão. Ao crescer, Simba envolve-se em uma série de artimanhas do tio Scar (Felipe Carvalhido), que planeja se livrar do sobrinho para ganhar o poder. Com direção de Julie Taymor, a montagem cumpre a promessa de ser um show, um torpedo repleto de efeitos para um público ávido de emoções. Falta, no entanto, espontaneidade às atuações. Um dos poucos a sobressair é Ronaldo Reis, intérprete do suricato Timão, capaz de imprimir bom humor ao personagem. Estreou em 28/3/2013. Até 14/12/2014. Na quinta (11), haverá sessão extra, às 16h. + Veja os bastidores do musical O Rei Leão + Saiba onde jantar depois de assistir ao espetáculo
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  • O jeito tímido do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974) destoava um pouco do caráter melodramático de suas canções. Esse estilo exaltado era a marca dos principais cantores do rádio e temas como Nervos de Aço, Esses Moços e Cadeira Vazia se popularizaram nas décadas de 40 e 50, transformando-o no mestre da dor de cotovelo. Com o musical idealizado e escrito por Anna Toledo, a obra e o universo de Lupi chegam ao teatro através de uma bem construída dramaturgia. Os personagens alternam-se constantemente nos papéis de traidor e traído e arrebatam o espectador. Maria Rosa (Amanda Acosta) é uma bailarina protegida pelo bicheiro Alves (Leandro Luna), mas incapaz de controlar a paixão pelo funcionário público Liduíno (o ator Jonathas Joba). Este, por sua vez, é casado com Luzita (Anna Toledo), que, no passado, se envolveu com Orlando (Sérgio Rufino), o dono do cabaré onde Rosa e Linda (Andrea Marquee) trabalham. Em meio a essa teia folhetinesca, os personagens se cruzam e a montagem, sob a direção geral de André Dias, mostra que as criações de Lupicínio resistem bravamente ao tempo. Estreou em 1º/5/2013. Até 11/9/2014. Som na caixa: as músicas são executadas ao vivo por três instrumentistas.
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  • Sob a direção de Sandra Corveloni, a comédia do Grupo Tapa leva à cena três peças curtas de Artur Azevedo. São elas: Amor por Anexins (1870), O Oráculo (1907) e Uma Consulta (1901). Em comum, três viúvas apresentam suas estratégias para conseguir um casamento. Com Brian Penido Ross, Tony Giusti, Clara Carvalho, Riba Carlovich e outros. Estreou em 19/2/1999. Até 1°/2/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO