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Dez programas para fazer no feriado

Aproveite a cidade nesta quinta (20), Dia da Consciência Negra

Por: Veja São Paulo

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Entre as melhores pedidas para curtir na quinta (20) estão o show do nigeriano Keziah Jones, de graça, no Vale do Anhangabaú. Aproveite a visita ao centro da cidade para conferir a abertura da exposição de Ron Mueck, que traz esculturas hiper-realistas, na Pinacoteca. 

+ As melhores peças em cartaz

Para se divertir com as crianças, a mostra Mundo dos Dinossauros é uma opção para passar um dia agradável e divertido. Nos cinemas, destaca-se a estreia do novo episódio de Jogos Vorazes.

Confira mais opções:

  • Junte algo do virtuosismo de Jimi Hendrix à cadência de Fela Kuti e o resultado será parecido com o som feito por Keziah Jones. Enquanto o músico encontra as notas no braço da guitarra com a mão esquerda, trata o instrumento quase como uma percussão com a direita. A miscelânea é fruto da trajetória cosmopolita do intérprete: nascido na cidade de Lagos, na Nigéria, mudou-se para Londres aos 8 anos. A ideia era estudar, mas ainda adolescente passou a levar a vida tocando em clubes e nas estações de metrô da capital inglesa. O primeiro disco, Blufunk Is a Fact, veio em 1992, sedimentando a união de blues e funk criada por ele. No sexto e mais recente trabalho, Captain Rugged (2013), as letras seguem a linha política, abordando temas como a imigração e o exílio. É esse álbum que ele vem mostrar por aqui. Ao lado de um trio, Jones toca Rhythm Is Love e Afronewave, entre outras, no feriado do Dia da Consciência Negra. Dia 20/11/2014.
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  • Não deixa de ser curioso. Na época dos Los Hermanos, Rodrigo Amarante era visto como o mais roqueiro dos integrantes, enquanto Marcelo Camelo respondia pelas referências à MPB. Passados sete anos desde o fim do grupo, os papéis mudaram: Camelo aposta no groove com a Banda do Mar (depois de ter abusado da estética banquinho e violão em dois discos-solo) e Amarante mergulha na introspecção e no minimalismo com o CD Cavalo (2013). Às vezes o disco cai na monotonia, mas no geral Amarante se sai bem na empreitada. Nada em Vão e Irene dialogam com o passado da música brasileira. Também agradam Hourglass e Maná, as mais animadas. Todd Dahlhoff (baixo e teclado), Matt Borg (guitarra e teclado) e Mathew “Cornbread” Compton (bateria) o acompanham no palco. Dia 20/11/2014.
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  • No ano em que completa 25 anos, o grupo Os Satyros promove mais uma edição do festival Satyrianas, com 78 horas ininterruptas de programação que inclui teatro, dança, performance, música, gastronomia, circo e literatura. A abertura é feita com o espetáculo de dança Arranha Céu, da Cia. Base, apresentada na Praça Roosevelt. No mesmo horário, acontece uma feira gastronômica e uma feira de livros. De quinta (20) até domingo (23), ainda há debate com o diretor Evaldo Mocarzel na quinta, 21h35, no Matilha Cultural; a peça Muro de Arrimo, às 20h30 da sexta, no Teatro Aliança Francesa; balada literária no domingo, com encerramento feito por Gero Camilo, que apresenta seu show Megatamainho às 21h40, na tenda música. As apresentações concentram-se na praça Roosevelt, mas acontecem em diversos lugares como o Parque da Água Branca, Casa das Caldeiras e Funarte. 
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  • A aventura Jogos Vorazes: a Esperança — Parte 1 é um longa-metragem para iniciados na saga, seja fã ou não. Sem um resumo dos capítulos anteriores, o espectador cai na trama e tem de se virar para lembrar o que aconteceu um ano atrás, quando foi lançado Em Chamas. Nesta terceira fita, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) torna-se heroína após escapar da competição que dá nome à série. Os distritos, controlados pela presidente Alma (Julianne Moore), têm em Katniss um símbolo da resistência contra a Capital. Cooptada para ser a garota-propaganda dos rebeldes, a jovem aceita, sob a condição de que seu amigo Peeta (Josh Hutcherson) seja libertado do jugo do presidente Snow (Donald Sutherland). Basicamente, a história é essa. Ao contrário da aberração colorida dos anteriores, A Esperança, como se passa em um ambiente subterrâneo, privilegia as cores cinzentas e sombrias. O ritmo segue firme e forte, embora fique evidente que algumas sequências foram prolongadas para chegar às duas horas de duração. Fica, então, a pergunta: seria mesmo necessário dividir o terceiro livro da trilogia em duas partes? Estreou em 19/11/2014.
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  • Bruno Mazzeo começou a trabalhar cedo. Aos 14 anos, o ator carioca já era roteirista de humorísticos da Rede Globo guiado por seu pai, o comediante Chico Anysio (1931-2012). Talvez por isso ele carregue segurança para fugir do óbvio, mesmo que não seja algo tão evidente em suas incursões televisivas e cinematográficas. Na era da stand-up comedy, Mazzeo sobe ao palco de jeans e camiseta para encarnar personagens de ficção, e não improvisar sobre as próprias histórias. Escrito pelo americano Eric Bogosian, o monólogo cômico Sexo, Drogas e Rock’n’Roll apresenta meia dúzia de tipos. Tudo é minimalista, para trazer à tona narrativas marcadas pelo excesso. O intérprete chega ainda um pouco frio, como um sem-teto pedindo esmolas à plateia, mas imediatamente brilha na pele de um astro do rock durante uma impagável entrevista em um talk-show. A veia crítica desse quadro permeia o solo seguinte, sobre um jovem inconsequente, capaz de detonar o casamento de um amigo, e se mantém firme na trama do milionário que torra milhões em futilidades sem culpa. Um empresário louco por dinheiro e um sujeito em crise com as contradições contemporâneas completam a lista. A direção de Victor Garcia Peralta não demonstra preocupação em transformar o artista aos olhos do público, e isso faz pouca diferença. Mazzeo enfatiza a dramaturgia de Bogosian e expõe as ideias com tamanha naturalidade que as aproxima dos espectadores. Estreou em 5/11/2014. Até 27/11/2014.
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  • A habilidade em reproduzir seres humanos à perfeição deu fama ao australiano Ron Mueck, que tem nove de suas esculturas expostas na Pinacoteca do Estado. As obras produzidas com resina, fibra de vidro, silicone e acrílico atraem, sobretudo, pelo alto nível técnico. A unha mal cortada, as rugas na pele e até o peso do corpo sobre o chão impressionam. Mas, passado o primeiro impacto, a sensação é de falta de profundidade, mesmo que cada personagem carregue certa expressão de tristeza. Exceção, o casal de idosos que ocupa o octógono do museu, de 4 metros de altura, mantém o efeito hipnótico. Muita gente chega a enfrentar filas de três horas para ver as criações de Mueck. Para organizar o fluxo de visitantes, foram liberadas duas entradas: uma para a badalada mostra e a outra para conferir o acervo permanente e os demais artistas em cartaz. Um ponto negativo da montagem é o percurso obrigatório em sentido único para apreciar as esculturas hiper-realistas. Ou seja, depois que se troca de sala, não se pode mais retornar à anterior para rever alguma coisa. Por isso, faça todas as selfies que quiser antes de ver a próxima obra. No fim do circuito, um vídeo de 45 minutos registra Mueck em ação no seu ateliê em Londres. De 20/11/2014. Até 22/2/2015. + 10 curiosidades sobre Ron Mueck, o criador de esculturas hiper-realistas + O que está acontecendo com as exposições na era das selfies + Começa montagem da mostra de Ron Mueck na Pinacoteca
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  • É a primeira vez que os traços dramáticos do franco-alemão Hans Hartung (1904-1989) são exibidos de forma tão abrangente no país. A retrospectiva Oficina do Gesto, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, apresenta telas e gravuras desse expoente do abstracionismo europeu que, entre outros objetos inusitados, usava galhos de árvore, pulverizadores e ancinhos de jardinagem para pintar. Assim como na gravura (o subsolo do CCBB reúne a produção com essa técnica), os “equipamentos” utilizados deixaram marcas nos quadros. São riscos, gotas e manchas que formam composições abstratas potentes, cuja espontaneidade e lirismo se diferenciam do geometrismo calculado de Wassily Kandinsky, o precursor do estilo. Em um vídeo pode-se ver como Hartung trabalhava no fim da vida. Debilitado após perder uma perna na II Guerra Mundial e sofrer um AVC, ele joga a tinta sobre a tela, como ao acaso, sentado numa cadeira de rodas. Mas é só aparência: as 162 obras da mostra evidenciam criações  sofisticadas e bem calculadas, impactantes até hoje. Até 12/1/2015. 
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  • A exposição Mundo dos Dinossauros já passou por alguns shoppings, como o Anália Franco e o Vila Olímpia. Mas o impacto dos bichões espalhados ao ar livre no zoológico revela-se muito maior. Com a ideia de criar o clima da era jurássica, vinte réplicas que se mexem ocupam uma área separada da reservada aos animais reais. O cenário de 3.000 plantas artificiais se mistura com as árvores naturais, tornando a experiência muito próxima do real. Logo na entrada, o visitante passa por um túnel cheio de murais com informações. Saindo dali, encontram-se réplicas de fósseis e os bonecos. O que mais chama atenção é o tiranossauro rex, com 8 metros de altura. No fim do percurso, sessões de cinema em 4D terminam a imersão da garotada nesse universo. Em tempo: nos primeiros dez dias, a mostra recebeu cerca de 20 000 pessoas e aumentou o movimento no Zoológico em mais de 40%. Mas não é preciso ter pressa, pois ela ficará em cartaz por tempo indeterminado. Estreou em 10/9/2014.
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  • O interesse pelo dadaísmo e pelo surrealismo influenciou as fotografias de Erwin Blumenfeld (1897-1969) até o fim de sua vida. Alemão que se mudou para Nova York para fugir da guerra, esse expert em moda recorria a colagens e sobreposições de imagens nos ensaios que produzia para as maiores revistas da época. O resultado inovador aparece nas 151 fotos exibidas em Blumenfeld Studio: New York 1941 – 1960, no Museu de Arte Brasileira da Faap. A visita já vale a pena só para conferir os belos figurinos e os registros que ele fazia da mulher americana em tempos de guerra e logo depois dela. São personagens fortes, que se apoderavam do mercado de trabalho, alistavam-se no Exército ou viviam o dilema de esperar o noivo voltar dos campos de batalha. Comparadas com capas de publicações femininas atuais, que trazem modelos em poses plastificadas, as produções de Blumenfeld mostram mulheres mais emancipadas e cheias de atitude. Ele ainda subvertia a lógica fashion ao desconstruir a silhueta da manequim, conquistando uma aparência cubista, e tirar o foco das roupas para privilegiar as formas. Na campanha realizada para a Cruz Vermelha, por exemplo, o vidro jateado faz com que o figurino e a modelo sejam apenas insinuados e o símbolo da instituição fique em primeiro plano. Também é interessante ver como o artista manipulava as imagens em tempos pré-Photoshop, com tesoura e tinta, e como sua obra continua a influenciar tantos fotógrafos. Até 18/1/2015. Reconhecimento: Blumenfeld chegou aos Estados Unidos em 1941, sem falar inglês, mas suas produções de moda o consagraram e ele se tornou, na época, o fotógrafo mais bem pago do mundo.
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  • A agência de festas Fishfire aproveita o feriado e promove três folias em São Sebastião, no Litoral Norte. Na quinta (20) à tardinha, a I Believe in Miracles traz as batidas eletrônicas de Ivan Arcuschin. Na madrugada de sexta (21), a Só Vai Quem Já Morreu investe nos hits de artistas que já passaram desta para uma melhor, como Mamonas Assassinas e Tim Maia, soltados pelo DJ Marcelo Botelho. A pista deve balançar com música latina e brasileira na nova Balacobaco, no sábado (22). Local: Banana’s Beach Club Endereço: Rodovia Rio Santos, quilômetro 174,5, São Sebastião. Telefone: (12) 2506-5000. Datas e horários: quinta (20/11) e sábado (22/11), a partir das 16h; sexta (21/11), a partir das 23h. Valores: R$ 70,00 (festa avulsa) a R$ 240,00 (pacote).
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Fonte: VEJA SÃO PAULO