Teatro

“Um Porto para Elizabeth Bishop” reestreia na Caixa Cultural

Outras nove peças entram em cartaz entre quinta (16) e domingo (19)

Por: Bruna Buzzo - Atualizado em

um porto para elizabeth bishop - montagem ago.2012
"Um Porto para Elizabeth Bishop": monólogo com Regina Braga reestreia na Caixa Cultural (Foto: Divulgação)

O monólogo “Um Porto para Elizabeth Bishop” volta aos palcos para uma breve temporada na Caixa Cultural a partir desta quinta (16), com entrada gratuita. Regina Braga vive novamente o papel da poetisa norte-americana Elizabeth Bishop, que viveu no Brasil entre 1951 e 1967, envolvida em um romance com a arquiteta Lota Macedo Soares.

+ Conheça as peças em cartaz na cidade

A peça estreou em 2001 e rendeu o prêmio APCA de melhor atriz para Regina Braga. Edinho Rodrigues, produtor do espetáculo, diz que o empenho com que ela se dedica à personagem sempre motivou o grupo, que foi todo mantido. “Ela sempre se doou muito, dando o máximo em cena. Acho que isso tornou mais fácil reunir a mesma equipe em torno de uma nova temporada.”

O texto e os cenários também não sofreram alterações nos últimos 11 anos. A jornalista e dramaturga Marta Goes, que escreveu a peça a pedido da própria Regina, conta, porém, que a ideia em 2001 era mostrar uma visão do país pelo olhar de um estrangeiro, como um lugar distante. “Hoje soa diferente. Antes o Brasil era visto como um ‘fim de mundo’, mas várias coisas mudaram”, afirma.

Confira outras nove peças que entram em cartaz até o final desta semana:

  • Comédia

    Arte
    VejaSP
    2 avaliações
    De Yasmina Reza. Tema central da comédia, o limite da tolerância é abordado por meio de piadas nada explícitas. Escrita em 1994, a peça da autora francesa Yasmina Reza — já montada no Brasil em 1998 e em 2006 — conta a história de Sérgio (papel de Cláudio Gabriel). Médico refinado e pedante, ele compra um quadro branco por 200.000 reais. Seu amigo Marcos (o ator Marcelo Flores) não se conforma com a atitude e busca o apoio de Ivan (o ótimo Vladimir Brichta) para criticá-lo. O embate levantado pelas opiniões tão distintas dá o tom cômico à montagem, mas também provoca certo desconforto quando fica cada vez menos provável que o trio deixe as diferenças de lado. Estreou em 19/08/2012. Prorrogado até 25/11/2012.
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  • O drama da autora espanhola Angelica Liddell conta a turbulenta vida conjugal de Elsa e Mateo (interpretados por Amália Pereira e Angelo Coimbra). Os dois foram vítimas de maus-tratos na infância e vivem um em função do outro, principalmente depois que tiveram a filha assassinada. Com Lauanda Varone. Estreou em 16/8/2012. Prorrogado até 2/11/2013.
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  • De Danielle Navarro Haudecoeur e Patrick Haudecoeur. Sucesso na França, a comédia mostra os bastidores de uma produção teatral destinada ao fracasso. Estão lá o iniciante que ganhou o protagonismo por ser filho do produtor, a atriz decadente, o eterno figurante, um típico canastrão, a figurinista rabugenta e o contrarregra arrogante. Todos sob o comando de uma diretora incapaz de se comunicar com a equipe. A peça diverte, mas sem se aprofundar em nenhum personagem. Com Gorete Milagres, Sérgio Guizé, Tatiana Thomé, Denise Machado, Paulo Ivo, Ando Camargo e Theodoro Cochrane. Estreou em 17/08/2012. Até 31/03/2013.
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  • De Gisela Marques. Ambientada em uma clínica de estética, a comédia musical interessa por trazer um tema atual: a obsessão das mulheres por tratamentos de beleza. Uma atriz setentona (interpretada por Nyrce Levin), uma mulher que acaba de ter bebê (a atriz Gabriela Alves) e uma jovem feia e gorducha (vivida por Amanda Acosta, caracterizada e irreconhecível) disputam um horário na agenda do médico. Uma ex-gorda (papel de Nany People) também bate ponto por lá, vendendo sementes para emagrecer. Nany e principalmente Amanda tiram proveito das personagens, assim como Ana Andreata, que comprova talento em um tipo que poderia passar em branco, a garota que serve o café. A montagem, no entanto, perde o ritmo com o ator Roberto Rocha, que, como o recepcionista da clínica, passa o tempo inteiro em cena, mas não usufrui das chances cômicas do papel. Estreou em 17/8/2012. Até 18/11/2012.
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  • Adaptação de Elias Andreato para crônicas de Nelson Rodrigues. Em 1949, o autor de Vestido de Noiva assinou uma coluna no jornal Diário da Noite sob o pseudônimo de Myrna. Por lá, Nelson dava conselhos sentimentais irônicos e, muitas vezes, pessimistas às leitoras, além de refletir sobre a condição feminina. Luciana Borghi interpreta Myrna. Com Roque Gomes. Estreou em 17/08/2012.
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  • De Marcelo Marcus Fonseca. Depois da primeira parte, batizada apenas de São Paulo Surrealista, a Cia. Teatro do Incêndio lança a sequência do projeto sobre a capital paulista. Dessa vez, o escritor português Fernando Pessoa desembarca por aqui e é recebido por Beatriz, a musa de Dante Alighieri. Não tarda para os dois se envolverem com o pintor espanhol Salvador Dalí, o poeta americano Allen Ginsberg e o poeta paulistano Roberto Piva. A provocação segue como tônica, embora seja menos contundente que na montagem anterior. O valor é estabelecer um diálogo que não soa hermético. Entre os 26 atores do elenco estão João Sant’Ana, Wanderley Martins, Sergio Ricardo, Giulia Lancellotti e Tássia Melo, além do autor e também diretor da montagem. Estreou em 17/08/2012. Até 15/12/2012.
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  • De João Fábio Cabral. Encenador preocupado com a estética, o diretor Eric Lenate foi econômico e preciso neste drama rico em metáforas. Ed Moraes interpreta um homem que revive traumas ao retomar o convívio com a família. As reminiscências são reconstruídas através do pai (o ator João Bourbonnais), da mãe (Lavínia Pannunzio) e da irmã (Renata Guida). Sobressaem as interpretações. Enquanto Moraes e Bourbonnais exploram o naturalismo, Lavínia e Renata transitam pelo oposto, líricas e perplexas. Estreou em 16/08/2012. Até 28/11/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Earl Mac Rauch. O cineasta Martin Scorsese levou às telas em 1977 a história de amor da cantora Francine Evans e do saxofonista Johnny Boyle (Liza Minnelli e Robert De Niro) ambientada logo depois da II Guerra Mundial. A versão teatral, adaptada pelo próprio Rauch, manteve o encanto. Kiara Sasso e Juan Alba protagonizam o espetáculo ao lado de dezesseis atores-cantores, doze bailarinos e catorze músicos. Francine (papel de Kiara) é uma determinada intérprete em busca do reconhecimento. Boyle (vivido por Alba), por sua vez, sente-se inseguro diante da amada. Temas como The Man I Love, My Way e New York, New York entusiasmam em cenas casadas às coreografias de Anselmo Zola e Kika Sampaio. Estreou em 12/04/2011. Até 07/10/2012.
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  • De Marta Góes. Regina Braga retoma o monólogo dramático que fez sucesso em 2001. Em um papel sob medida, a atriz vive a poetisa americana (1911-1979) que, em 1951, chegou ao Rio de Janeiro para passar uns dias. Ficou quinze anos, mergulhada num romance com a arquiteta Lota Macedo Soares. Estreou em 08/06/2001. Duas apresentações dentro do Festival Mix Brasil.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO