Estreia dia 20

Dez motivos para ver “As Aventuras de Tintim”

Animação dirigida por Steven Spielberg promete ser a grande atração das férias

Por: Bruno Machado - Atualizado em

“Tintim” e outros seis filmes que estreiam em 2012
Tintim: das HQs para o cinema pelas mãos de Steven Spielberg e Peter Jackson (Foto: Divulgação)

“As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne” chega aos cinemas no dia 20 pelas mãos de Steven Spielberg e Peter Jackson. Com essas grifes, não tinha como dar errado: fiel aos quadrinhos, a dupla apostou na técnica performance capture – em que os atores são filmados, e posteriormente, “transformados” em animação – para obter um efeito estético semelhante ao traço de Hergé, que criou o repórter há mais de 80 anos. O resultado é uma animação que se equilibra com desenvoltura entre o realismo e a fantasia.

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Na intrincada trama, o repórter Tintim adquire uma réplica do galeão Licorne e, de quebra, alguns bandidos no seu encalço, já que o modelo é a chave para descobrir onde o navio verdadeiro afundou, ainda no século XVII, com uma valiosa carga em ouro. A busca pelo tesouro levará o repórter, seu cachorrinho Milu e o incorrigível Capitão Haddock pelas mais diversas paisagens ao redor do mundo.

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A seguir, dez motivos para não perder o filme nos cinemas.

1. Técnica de animaçãoA performance capture é a mesma técnica utilizada em longas como “O Expresso Polar” (2004) e “Avatar” (2009), mas aqui ela vai mais longe. Além de conceder leveza e agilidade à trama – e cenas que jamais poderiam ser rodadas num filme comum –, o recurso resultou em um efeito estético que muito lembra a técnica da linha clara, estilo de desenho muito simples, embora realista, cujo pioneiro foi Hergé. Nas palavras de Spielberg, “é como se ele quisesse ver sua obra no cinema. Acho que é o melhor uso dessa tecnologia feito até agora. As pessoas entram totalmente na história".

2. O cãozinho MiluPersonagem-chave na animação, é o fiel escudeiro do repórter e também o grande responsável pela narrativa. É o cãozinho que acaba levando seu dono a descobrir os segredos da réplica do galeão Licorne.

3. O capitão Haddock

Andy Serkis já havia provado que sabe lidar com recursos de computação gráfica como ninguém. O ator foi responsável por dar vida ao esquisito Gollum da trilogia “O Senhor dos Anéis” e recriar com perfeição o símio César para “O Planeta dos Macacos: A Origem”. Agora, ele apresenta outra grande interpretação como o beberrão Capitão Haddock, que se torna companheiro de Tintim na sua busca pelo tesouro do Licorne.

4. Dupont e DupondOs gêmeos são os detetives mais atrapalhados que a Interpol já conheceu. Em “As Aventuras de Tintim”, os dois rendem uma impagável sequência em que devem prender um batedor de carteira que – pasme! – consegue ser mais atrapalhado que a dupla de policiais.

5. A voz estridente de Bianca Castafiore

Outra muito divertida e incomum sequência fica por conta da cantora lírica. Contratada para fazer um show na casa de um riquíssimo califa, o “rouxinol milanês”, como é conhecida, consegue destruir todos os cristais da residência apenas com sua voz. Prepare-se para tampar os ouvidos.

6. O vilão

Para um herói como Tintim, é preciso um vilão à altura. Daniel Craig dá vida ao impiedoso professor Sakharin. Ele é o principal interessado no tesouro perdido no naufrágio do Licorne, além de ter uma dívida de gerações com o Capitão Haddock.

7. As sequências de ação

Um dos grandes trunfos da animação, cuja ação é praticamente ininterrupta. Numa das melhores sequências, Tintim e Milu perseguem os vilões em meio a uma cidade no deserto num “plano-sequência” de tirar o fôlego – e só realizado graças à técnica performance capture.

8. A música

Na medida exata, e não se limitando a apenas ilustrar o que se vê na tela, a música de “As Aventuras de Tintim” é John Williams na sua melhor forma. O compositor, três vezes vencedor do Oscar, acompanha a jornada do repórter ao redor do globo, incorporando à sua orquestra sons curiosos, que levam o espectador das ruelas de Paris às areias do Saara.

 

9. A fidelidade aos quadrinhos

Não é apenas o preciosismo estético em relação à criação do artista belga o ponto alto do filme. O roteiro também é uma adaptação perfeita das aventuras originais do repórter.

10. O final

Prevendo o sucesso de Tintim nos EUA – onde o personagem é (ou era) praticamente desconhecido – Spielberg e Jackson já trabalham para transformá-lo numa franquia. O fim da fita sugere uma sequência, já em fase de pré-produção. A dupla deve se revezar na produção e direção desse novo longa.

Fonte: VEJA SÃO PAULO