Teatro

Dez boas comédias em cartaz na cidade

Opções para quem não abre mão de um bom espetáculo — nem de dar risadas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Eu Era Tudo pra Ela... E Ela Me Deixou
Marcelo Médici e Ricardo Rathsam protagonizam 'Eu Era Tudo pra Ela... E Ela Me Deixou' (Foto: João Caldas)

Dos espaços alternativos aos palcos mais nobres, existem centenas de teatros em São Paulo. Um privilégio, sem dúvida. Só que, para quem precisa escolher a que peças assistir, representa um (doce) dilema.

+ As 10 melhores peças em cartaz na cidade (todos os gêneros)

Para ajudar nessa escolha, selecionamos boas comédias que estão em cartaz na cidade. Entraram na lista a seguir somente espetáculos classificados com três estrelas pelo nosso crítico, Dirceu Alves Jr.

Confira a lista abaixo e boas risadas.

  • Sucesso desde 2008 com diferentes elencos, a comédia traz personagens portadores de TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo, na antessala de um consultório. Como o médico nunca aparece, a solução é iniciar uma terapia grupal. Com Dulcineia Dibo, Dídio Perini, João Bourbonnais, Luciana Caruso e outros. Estreou em 10/5/2008. Até 29/3/2015.
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  • Sucesso há 30 anos, a comédia de Marcos Caruso é baseada na suspeita de adultérios múltiplos. Uma empregada (papel de Anastácia Custódio) envolve seus patrões e dois casais em confusões. Com Ivan de Almeida, Carla Pagani, Tânia Casttello, Miguel Bretas e outros. Estreou em 24/8/1989. Até 11/12/2016.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Domingos Oliveira. Em 1994, quando o dramaturgo colheu depoimentos de atrizes para uma peça, falar das balzaquianas não era moda. Sex and the City, o seriado americano, só seria lançado quatro anos depois. Hoje, a remontagem do texto pode parecer uma chuva de clichês. Mas não. São as queixas que continuam iguais. As atrizes Juliana Araripe, Camila Raffanti e Wanessa Morgado divagam sobre frustrações, carreira e, claro, homens. Estreou em 11/06/2008. Até 27/05/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação de Pedro Vasconcelos e Marcelo Faria para romance de Jorge Amado. É difícil apagar da memória a imagem de Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça no filme dirigido por Bruno Barreto em 1976. Cientes da força do cinema, os adaptadores inovaram ao transpor para o palco a história — sobre a viúva de um malandro que, casada com um farmacêutico, se diverte quando o fantasma do falecido a visita. A dupla investiu em referências musicais e parte dos quinze atores canta. Estreou em 19/03/2009. Prorrogado até 20/05/2012.
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  • A diretora Neyde Veneziano e os integrantes da Cia. La Mínima assinam a adaptação da comédia de Dario Fo. Domingos Montagner divide a cena com Fernando Sampaio. Ambos desdobram-se em vinte personagens nas quatro histórias inspiradas em passagens da Bíblia que satirizam a espetacularização da fé. Com Fernando Paz. Estreou em 22/3/2012. Até 20/12/2014.
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  • De Woody Allen. Muitos filmes do cineasta americano têm ligação estreita com o teatro. Escrita em 1995, esta comédia integrou uma coletânea de três histórias de um ato e, ambientada em Nova York, centra-se no inusitado confronto entre dois sujeitos. Enquanto espera pela amante (a atriz Carol Mariottini), o roteirista Jim Swain (vivido pelo ator Norival Rizzo) conhece Fred (interpretado por Fábio Assunção), um morador de rua que o acusa de roubar suas ideias para um longa-metragem. O diretor Alexandre Reinecke respeitou o estilo do autor sem tentar reproduzi-lo. Ele pôs em cena uma história simples e enxuta, quase sem brechas para improvisos. Rizzo, como sempre, transita sem esforço na pele do roteirista, extraindo graça naturalmente sem reforçar gestos nem entonações. Fábio Assunção, por sua vez, transmite no tempo certo o desequilíbrio mental do personagem e tira proveito das sacadas bem-humoradas. Estreou em 08/07/2011. Até 24/03/2013.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Ricardo Rathsam e Marcelo Médici. Depois de popularizado por novelas como Belíssima (2005) e Passione (2010), Marcelo Médici fez deste monólogo cômico um curinga de seu repertório. O ator dá provas de versatilidade em nove personagens, entre eles o mico-leão-dourado gay, o corintiano Sanderson e a impagável Tia Penha, uma apresentadora de programa infantil que detesta crianças. Estreou em 20/08/2004. Prorrogado até 30/05/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Emilio Boechat. O ator Marcelo Médici dá mais uma tremenda prova de seu talento e versatilidade ao se desdobrar em nove personagens e dez caracterizações nesta divertidíssima comédia. Após dez anos de casamento, Samuel (Ricardo Rathsam) é surpreendido com o pedido de divórcio. Ele busca amparo em sua mãe e nos amigos, mas não é aceito. Andando pelas ruas, cruza com um bêbado, um assassino e uma prostituta gaúcha, entre outras figuras, todas interpretadas por Médici. Estreou em 17/09/2011. Até 22/07/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Flávio Marinho. Estrela da chanchada, a atriz Zezé Macedo (1916-1999) participou de uma centena de filmes, foi poetisa e, na televisão, fez sucesso como a Dona Bela, da Escolinha do Professor Raimundo, nos anos 90. Protagonizada por Betty Gofman, a montagem ultrapassa o limite da biografia e é ambientada nos bastidores de um teatro, onde uma companhia prepara um espetáculo sobre a comediante. O autor demonstrou sensibilidade e consciência de que parte do público pouco sabe sobre Zezé. Para isso, as quebras narrativas servem para o elenco explicar fatos e abrir uma discussão sobre os estereótipos alimentados no meio artístico. Estreou em 09/03/2012. Reestreia prometida para 12/9/2013.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer. Sucesso do grupo Parlapatões, levado em 1998, a comédia ganha remontagem que mantém seu frescor. Em versões compactas, serão vistas peças do dramaturgo William Shakespeare. Mesmo que os destaques sejam Romeu & Julieta e Hamlet, o público poderá se divertir ainda com Otelo, cujos versos surgem em forma de rap, entre outras adaptações. Hugo Possolo, Raul Barretto e Alexandre Bamba garantem o humor e a empatia junto à plateia. Fica evidente quanto os atores se divertem. Estreou em 28/01/2012. Prorrogado até 20/05/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO