Cinema

Dez discursos marcantes no Oscar

Eles são engraçados, comoventes ou apenas curiosos

Por: Bruno Machado - Atualizado em

Roberto Begnini vence o Oscar
Roberto Benigni vence o Oscar: um dos discursos mais divertidos do Oscar (Foto: Reprodução)

Os discursos levam a fama de alongar a já demorada cerimônia do Oscar, mas não são poucos os que acabaram entrando para a história, por serem engraçados, comoventes ou apenas curiosos. Conheça dez agradecimentos memoráveis:

1.Roberto Benigni recebeu o Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Vida É Bela” (1997) das mãos de sua conterrânea Sophia Loren. Extasiado, o italiano subiu em poltronas e foi saltitando até o palco. Num divertido discurso, o diretor agradeceu à Academia e aos pais que “lhe deram o melhor dos dons, a pobreza”.

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2. Visivelmente feliz por ter vencido o prêmio de melhor ator coadjuvante por “Jerry Maguire” (1996), Cuba Gooding Jr. fez um dos discursos mais divertidos da história do Oscar. “Sei que tenho pouco tempo, então vou correr e dizer tudo que tenho para dizer. Se vocês cortarem, não vou ficar bravo”. Mesmo com a música que anunciava a continuidade da cerimônia, o ator permaneceu no palco até ser aplaudido de pé pelo público.

Cuba Gooding Jr. vence o Oscar
Eufórico, Cuba Gooding Jr. conquistou o Oscar por "Jerry Maguire" (Foto: Reprodução)

3. Marlon Brando ganhou o Oscar por “O Poderoso Chefão” em 1973, mas se recusou a receber a premiação. Em seu lugar, enviou uma representante dos povos indígenas norte-americanos para rejeitar a estatueta, recebida entre vaias e aplausos. O ator considerava inadequada a maneira como os índios eram retratados pela indústria cinematográfica.

4. Em 1990, Joe Pesci, vencedor do prêmio de melhor ator coadjuvante por “Os Bons Companheiros”, fez um dos discursos mais breves da história do Oscar: “Foi um privilégio. Obrigado”, disse o ator antes de deixar o palco.

5. Em 1994, Tom Hanks venceu o Oscar por “Filadélfia”, no qual interpretava um advogado homossexual. No emocionante discurso, o ator agradeceu a um professor gay que teve na infância e que o inspirou na composição do personagem. Mais tarde, esse acontecimento inspiraria o roteiro de “Será que Ele É?”, com Kevin Kline.

6. Em seu discurso após ganhar o prêmio de melhor ator coadjuvante por “Gênio Indomável” (1998), Robin Williams fez questão de agradecer ao pai, que nunca lhe incentivou a ser ator. “Ele disse para mim: ‘Ótimo, mas também arranje uma outra profissão que lhe dê dinheiro’.”

Julia Roberts venceu o Oscar
Gafe no Oscar: Julia Roberts se esqueceu de agradecer à mulher em quem seu papel foi baseado em "Erin Brockovich" (Foto: Reprodução)

7. Julia Roberts ganhou o Oscar de melhor atriz em 2001 por “Erin Brockovich”. Quando percebeu que seu tempo havia se esgotado (a Academia dá aos vencedores 45 segundos apenas) , a atriz se recusou a sair do palco. “Todo mundo tenta me fazer calar a boca. Isso não deu certo com meus pais e não vai dar certo agora também”, disse ela, que continuou a discursar. Entre os agradecimentos, ela se esqueceu de incluir a verdadeira Erin Brockovich, em quem seu papel havia sido baseado.

8. Em 2008, Halle Berry foi a primeira negra a vencer o prêmio de melhor atriz por “A Última Ceia”, com um dos mais emocionantes discursos já feitos. Em pouco mais de dois minutos, a atriz riu, chorou e fez diversos agradecimentos.

Adrien Brody beija Halle Berry
Agradecimento caloroso: vencedor do prêmio de melhor ator por "O Pianista", Adrien Brody subiu ao palco do Koadk Theatre e tascou um beijo em Halle Berry (Foto: Reprodução)

9. Mais Halle Berry. Adrien Brody venceu o Oscar de melhor ator por “O Piano” (2003) e, antes do seu discurso, o ator se voltou para a atriz (a vencedora do ano anterior, que apresentava a categoria) e lhe deu um beijo caloroso. Embora não tenha sido planejado, Halle pareceu não ter se incomodado e a plateia adorou.

10. Em 2003, o polêmico documentarista Michael Moore levou a estatueta por “Tiros em Columbine”. Famoso por sua oposição ao governo dos EUA da época, o cineasta aproveitou o discurso de agradecimento para criticar o então presidente George W. Bush que, dias antes, havia iniciado uma invasão ao Iraque: “Nós somos contra essa guerra, Sr. Bush, temos vergonha de você”, disse Moore, entre vaias e aplausos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO