Problemas

Desgaste do asfalto é medido por laboratório da USP

Há dois meses, o Laboratório de Mecânica de Pavimentos da USP percorre a cidade para medir o nível de desgaste e ondulação dos pavimentos

Por: Maria Paola de Salvo e Sara Duarte - Atualizado em

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Furgão equipado com sensores: raio laser no para-choque para medir ondulações (Foto: Fernando Moraes)

Para saber quais logradouros precisam ser recapeados urgentemente e quais necessitam apenas de manutenção preventiva, a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras encomendou à Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) um raio X dos 1 150 quilômetros de ruas e avenidas que mais recebem reclamações dos cidadãos. Desde fevereiro, um grupo de engenheiros do Laboratório de Mecânica de Pavimentos da Escola Politécnica (Poli-USP) tem percorrido a cidade para medir o nível de desgaste e ondulação dos pavimentos. No último dia 6, VEJA SÃO PAULO acompanhou a medição feita na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi. A bordo de uma perua equipada com sensores de raio laser no para-choque dianteiro, o engenheiro Rodrigo Maluf Barella circulou por toda a via até a sua extensão, a Avenida Antonio Joaquim de Moura Andrade e o complexo viário Ayrton Senna. Toda vez que o carro passava por uma fissura no asfalto, um buraco ou remendo malfeito, o equipamento acusava a falha. Na tela do computador aparecia então um gráfico de traçado semelhante ao de um de eletrocardiograma. Quanto mais graves e frequentes as ondulações, maior o zigue-zague das linhas. Em uma escala de zero a 14, a Juscelino Kubitschek recebeu média 6. Todos os trechos da via — incluindo o piso de concreto dos túneis, hoje remendado com asfalto comum — precisam ser recapeados com 5 centímetros de massa asfáltica. Medições como essa são feitas a partir de reclamações enviadas às subprefeituras por munícipes e por funcionários da CET. Após a análise de cada trecho, o grupo de pesquisadores liderado pelo professor José Tadeu Balbo, da Poli-USP, aponta qual a técnica de manutenção mais indicada. De cerca de 400 ruas e avenidas que foram “escaneadas”, num total de 342 quilômetros, 90%, ou 308 quilômetros, precisam de recapeamento urgente. Grosso modo, 1 a cada 10 quilômetros estava em boas condições. Atualmente, a prefeitura está recapeando cerca de 90,5 quilômetros de ruas e avenidas em várias regiões da cidade.

Fonte: VEJA SÃO PAULO