CRIME

Depoimento de médica de Marcelo Pesseghini é adiado

Nesta terça, a polícia escutou três colegas de classe do menino suspeito de matar os familiares

Por: Alecsandra Zapparoli e João Batista Jr. - Atualizado em

Sob a justificativa de estar com problemas pessoais, a pneumologista Neiva Damaceno não compareceu nesta terça (20) ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ela prestaria depoimento sobre o caso da chacina da Vila Brasilândia. 

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Chefe do departamento de fibrose cística da Santa Casa, Neiva era a médica de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, desde quando ele foi diagnosticado com a doença, com 1 ano de idade. O depoimento dela foi reagendado para quinta-feira, dia 22. 

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O garoto Marcelinho, de 13 anos, tinha saúde frágil, gostava de armas e contou a dois colegas o desejo de matar a família (Foto: Reprodução)

Nesta terça, foram escutados três colegas de classe de Marcelinho (um durante a manhã e dois no período da tarde). A polícia trabalha com a tese de que o adolescente é o responsável pela chacina familiar que matou seu pai, Luís Marcelo, a mãe, Andréia, a avó, Benedita , a tia-avó, Bernadete. 

Tese

Mais dois indícios reforçam a tese da polícia de que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, teria sido o responsável pela chacina familiar na Vila Brasilândia. Além dos 350 reais, uma muda de roupa e cinco rolos de papel higiênico, o adolescente carregava em sua mochila o cartão de aposentadoria da Caixa em nome da avó Benedita, de 65 anos. Os investigadores acreditam que ele planejava sacar dinheiro com o tal cartão. 

Entre os 31 depoimentos colhidos até agora pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), um deles deu exatidão do que a polícia acredita ser a cronologia do crime. Um vizinho músico, que costuma trabalhar de madrugada, declarou que ouviu cinco disparos entre meia-noite e 1h da madrugada. 

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Os cadáveres dos pais e do filho na sala e os da avó e da tia na outra casa: seis disparos feitos com uma pistola Taurus .40 (Foto: Reprodução)

Segundo ele, dois tiros foram dados num espaço curtíssimo de tempo (pressupõe-se que ele tenha matado o pai Luís Marcelo e a mãe Andréia) e depois de cerca de 10 minutos ouviu outros três (um deflagrado contra a avó e dois contra a tia-avó). A tia-avó teria acordado e colocado uma de suas mãos em frente ao rosto tentando se proteger. 

O outro tiro a atingiu no braço. Ao contrário do que estava sendo divulgado no início das investigações, não foram cinco tiros disparados pela Tauros .40, e sim seis, contando a bala que o matou.

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A fachada da residência da Zona Norte, que amanheceu pichada no último dia 9 (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO