Teatro

3 perguntas para... Denise Del Vecchio

Atriz paulistana volta aos palcos com o drama “Circuito Ordinário”, no Teatro Anhembi Morumbi

Por: Dirceu Alves Jr.

Denise Del Vecchio - Circuito Ordinário - 2230
Denise Del Vecchio: fazer teatro "é uma necessidade" (Foto: Thiago Bernardes)

Com o drama "Circuito Ordinário", a atriz paulistana Denise Del Vecchio, de 60 anos, volta a saborear cada palavra dita em cena. No Teatro Anhembi Morumbi, ela, que se divide entre a peça e as gravações da novela “Vidas em Jogo”, da Record, interpreta uma informante confrontada por um comissário (papel de Henrique Benjamin) durante um depoimento.

VEJA SÃO PAULO - Você integrou o Teatro de Arena e uma geração que valorizava a mensagem do texto. Ainda há algum rigor no critério de escolha dos atores?

Denise Del Vecchio - Olha, tem de tudo em nosso meio. Ainda mais em São Paulo. Estão em cartaz os musicais, os grupos experimentais, os monólogos para apenas fazer rir. Procuro textos essenciais, em que cada frase é importante e não há espaço para perfumaria. Isso eu deixo para as novelas, onde trabalhamos basicamente a perfumaria e, vez por outra, uma profundidade maior.

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VEJA SÃO PAULO - Fazer teatro é uma forma de respirar em meio ao trabalho na TV?

Denise Del Vecchio - É uma necessidade minha, é o meu ofício. Participo regularmente de novelas desde os anos 80 e nunca parei com o teatro. Se eu fosse uma protagonista de novela seria difícil, mas consigo bons papéis na TV sem ter gravação todos os dias. Preciso do palco para me exercitar e estabelecer o contato com o público.

VEJA SÃO PAULO - O seu envolvimento com os personagens atinge a vida pessoal?

Denise Del Vecchio - Eu não incorporo personagem. Neste espetáculo, faço um andar esquisito, um pouco curvado, subo e desço escada, então é claro que termino com um pouco de dor nas costas. No início da carreira, eu me envolvia muito psicologicamente, saía de cena trêmula. A idade e a experiência me ajudaram a diferenciar o trabalho e a vida. Meu interesse é dominar e aprimorar a técnica em nome da emoção. Não levo o palco para casa.

Fonte: VEJA SÃO PAULO