Trânsito

A dificuldade de parar o carro em São Paulo

Pesquisa realizada pela consultoria EY a pedido de VEJA SÃO PAULO revela quais são os bairros com menos áreas livres e os estacionamentos mais caros da cidade

Por: Angela Pinho

estacionamento carros perdizes
Veículos próximos à PUC: Perdizes é a região mais apinhada (Foto: Lucas Lima)

O dia ainda clareia quando os primeiros motoristas começam a estacionar nas redondezas da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin. Às 7h30, não existe mais nenhuma vaga grátis por ali. Quatro horas depois, a Alameda Jaú, nos Jardins, está lotada de carros à espera dos alunos do Colégio Dante Alighieri. Por volta do horário do almoço, é preciso desembolsar o equivalente a uma sobremesa para chegar de automóvel a algum dos restaurantes do Itaim. No início da noite, o suplício se repete nas imediações da PUC, em Perdizes. Mesmo encontrando lugar na rua, quem não paga a um flanelinha dificilmente consegue parar. A qualquer hora do dia na capital, deixar o veículo perto de seu destino pode se tornar um inferno.

Uma pesquisa realizada pela consultoria EY em quinze distritos do centro expandido mostra essa realidade. Somados, eles deveriam abrigar 509 000 carros por dia, mas há espaço para apenas 384 000. Sobram, portanto, 125 000 motoristas, que ficam rodando em busca de lugar, aumentando o congestionamento. “Se reuníssemos esses automóveis, seria possível formar uma fila até Belo Horizonte”, diz o consultor Antonio Uras, responsável pelo estudo que analisou cerca de 3 000 estacionamentos. Em dezembro, a situação fica pior. Mesmo com o fim do período letivo — o que teoricamente deveria trazer impacto positivo ao trânsito —, as compras de Natal fazem a lentidão no pico da tarde aumentar 5% em relação à média anual. No entorno de shoppings, o aperto é mais evidente: lojistas do setor preparam-se para receber um movimento até 30% maior nas próximas semanas.

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Segundo o levantamento inédito, o maior gargalo está em Perdizes, onde a oferta de vagas só corresponde a 37% da necessidade. O coordenador de tecnologia da informação Daniel Fernandes precisa apelar à criatividade para encontrar uma perto do Viaduto Antártica. Ou chega uma hora mais cedo, ou aluga um espaço pelo recém-lançado site Parkingaki (www.parkingaki.com.br), em que pessoas anunciam suas garagens particulares. Não é um problema exclusivo dali. Dez dos quinze distritos pesquisados não têm lugares suficientes. Quem consegue um quase sempre tem de abrir a carteira: 78% estão em estacionamentos privados e 4% na Zona Azul. Apenas 18% ficam na rua e são gratuitos.

Os motoristas que param o carro de segunda a sexta em um estabelecimento particular gastam cerca de 500 reais por mês, caso não sejam mensalistas. O preço médio da primeira hora é 9 reais, mas pode dobrar dependendo da região. É o caso do BandeiraPark, na Avenida Faria Lima, no Jardim Paulistano, que cobra 20 reais. Considerando seu tamanho e a rotatividade, o faturamento mensal estimado é de 135 000 reais. Outro bairro com preços salgados é o Itaim. “Por tratar-se de uma área de forte valorização imobiliária, o custo da locação é mais alto”, diz Marcelo Gait, presidente do Sindicato das Empresas de Garagens e Estacionamentos do Estado de São Paulo (Sindepark). Recorrer a um flanelinha significa desembolsar uma média de 4 reais por algo que deveria ser gratuito. Eles cobram até pela Zona Azul. O preço oficial é 3 reais, mas a folhinha sai por mais que o triplo em Pinheiros.

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Para driblar esse festival de encrencas e gastos, o paulistano precisou se adaptar e recorrer a estratégias, por vezes, mirabolantes. Os mais rápidos e bem-dispostos madrugam. Às 7h15, ruas adjacentes à Berrini, como a Lee de Forest, estão repletas de motoristas dormindo, tomando café e retocando a maquiagem dentro do carro, enquanto esperam o início do expediente. “Dá muito sono, mas vale a pena”, diz a auxiliar administrativa Eliane Vieira, que chega às 7 horas para trabalhar às 8h30. É a mesma tática adotada por pais, avós e motoristas de alunos do Colégio Dante Alighieri, nos Jardins, que já estão no local mais de uma hora antes do fim das aulas. Alguns permanecem no veículo, outros formam rodinhas na calçada para conversar sobre a fila dupla e discutir maneiras de escapar dos fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A cada dia, o órgão guincha quinze carros e multa 2 757 por estacionamento proibido na cidade. Para conseguirem um lugar sem infringir nenhuma lei de trânsito, alguns têm usado a tecnologia. O aplicativo para smartphone Onde Parar mostra vagas e preços por toda a cidade. Em Perdizes, motoristas deixam a chave com os flanelinhas, que manobram os veículos ao longo do dia.

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tabela estacionamento
(Foto: Veja São Paulo)

Soluções individuais ajudam no dia a dia, mas, sem uma mudança estrutural, a situação se tornará mais caótica. Mantido o atual ritmo de crescimento da frota de veículos, o déficit de vagas na região pesquisada vai saltar para 236 000 na próxima década, um aumento de 90%. Para agravar o drama, o número de locais para estacionar diminuirá devido à construção de novos prédios. “Em regiões de maior verticalização e concentração urbana, como a Avenida Brigadeiro Faria Lima, a tendência é que a oferta decresça”, diz o presidente do Sindepark. Incentivar o transporte público é um consenso óbvio entre especialistas. Não é, no entanto, uma solução nem imediata, pois depende de dinheiro e obras, nem definitiva, porque sempre haverá gente circulando de automóvel. “O ideal seria construir mais estacionamentos próximos a terminais de ônibus e estações de metrô”, afirma o consultor de trânsito Erico Zamboni.

Outra saída é erguer, a cada três quarteirões, edifícios-garagem custeados por meio de parcerias público-privadas. Com isso, vagas de rua poderiam se converter em calçadas mais largas ou até ciclovias. “É bom para todos, o pedestre ganha mais espaço e o motorista passa a ter mais fluidez e uma oferta previsível de vaga próxima a seu destino”, diz Philip Yang, presidente do Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole (Urbem). Em cidades da Europa e dos Estados Unidos, construções como essas são relativamente comuns. Uma dificuldade, porém, é a necessidade de desapropriar terrenos. “Onde há poucas áreas disponíveis, a melhor opção é o estacionamento subterrâneo municipal”, afirma Zamboni. Atualmente, há dois desse tipo na capital, no Hospital das Clínicas e no Parque Trianon. A prefeitura planeja mais três, próximo ao Mercado Municipal, à Praça Roosevelt e à Praça Fernando Costa, na região da Rua 25 de Março. No entanto, a licitação está suspensa pelo Tribunal de Contas do Município, por dúvidas em aspectos técnicos das obras.

Enquanto isso, empresas e condomínios adotam alternativas para contornar a escassez de garagens. Na Avenida Antártica, na Barra Funda, a construtora WTorre está erguendo um prédio com 2 000 vagas para atender os frequentadores do futuro estádio do Palmeiras, além de negociar espaços nos shoppings vizinhos, Bourbon e West Plaza. No mercado imobiliário, a nova tendência em edifícios residenciais é incentivar outros meios de transporte. “Atualmente nossa política é disponibilizar o menor número possível de áreas para carros”, afirma José de Albuquerque, diretor de incorporação da construtora Brookfield. A empresa tem concentrado suas obras perto de terminais de ônibus, como no centro, e reserva mais espaço para motos e bicicletas.

Desde o ano passado, a Abyara lançou dezesseis empreendimentos com compartilhamento de automóveis — nesse sistema, os veículos pertencem ao condomínio e são oferecidos aos moradores por uma espécie de aluguel. Para quem quer manter seu veículo, ou até mais de um, a opção cada vez mais comum é uma máquina chamada “duplicador de vaga”, um tipo de beliche mecânico (veja a galeria de imagens acima).

Outras soluções podem vir do exterior. Comparada a cinco metrópoles — Berlim, Londres, Madri, Nova York e Paris —, São Paulo tem o custo mais baixo, mas o segundo maior déficit de locais para estacionar. Só perde para a capital espanhola. Nessas cidades há transporte público eficiente, garagens subterrâneas e um sistema equivalente ao da Zona Azul: parquímetros com preços diferenciados de acordo com o fluxo da rua e pagamento via celular. A tecnologia é usada em mais de dez municípios do Brasil, chegou a ser testada por aqui, mas nunca foi implantada de forma definitiva. Por enquanto, continuaremos rodando a esmo em busca do precioso retângulo de 4 metros de comprimento por 2 de largura.

tabela estacionamento quanto custa
(Foto: Veja São Paulo)
estacionamento tabela os mais caros
(Foto: Veja São Paulo)
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    Rua Sabuji, 100, Jardim Europa

    Sem avaliação
  • Bares variados

    Gràcia

    Rua Coropés, 87, Pinheiros

    Tel: (11) 3034 1481

    VejaSP
    8 avaliações

    Parece Itaim Bibi, mas fica em Pinheiros este portentoso bar de pegada espanhola. Embalada pela seleção de sangrias, como a que leva espumante, frutas vermelhas, licor de pêssego e folhas de hortelã (R$ 96,00 a jarra de 1 litro), uma juventude produzida faz o salão ferver enquanto a música eletrônica rola em alto e bom som. A cozinha não é lá essas coisas e faz algumas tapas para driblar a fome. Uma delas é composta de sobrasada (embutido espanhol) com ovo de codorna e parmesão gratinado (R$ 36,00), e outra, de batata-bolinha recheada com carne louca e brie gratinado (R$ 28,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Hamburguerias

    Achapa - Aclimação

    Avenida Lins de Vasconcelos, 1353, Aclimação

    Tel: (11) 3399 2332

    VejaSP
    6 avaliações

    Mesmo após algumas reformas, a matriz, aberta em 1967, na Aclimação, resguarda a principal característica da marca: os hambúrgueres finos e bem passados, que são preparados na frente do cliente que escolhe sentar-se no balcão. O mesmo se repete nas demais unidades da rede. No cardápio, é possível montar os próprios lanches para fugir de grandalhões como o chamado house monsterburger (R$ 46,00). A sugestão reúne um disco de 200 gramas de fraldinha, queijo cheddar, alface-romana, maionese, tomate e cebola e é entregue ao lado de uma porção de fritas. O tradicional cheese salada (R$ 25,00) segue entre os mais pedidos. O excesso de maionese, porém, pode tirar o brilho da alface e do tomate fresquinhos. Para beber, os milk-shakes vão de R$ 19,00 (o junior, de 300 mililitros) a R$ 28,00 (o clássico, com 500 mililitros).

    Preços checados em 13 de julho de 2016.

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  • A dupla Sandra Peres e Paulo Tatit gosta de uma farra: desde 2008, eles lideram o espetáculo de Carnaval do Palavra Cantada. O Natal ganha agora um show especial, que ocorre no dia 22/12/2013, às 15 horas e às 18 horas. Além das composições da banda, como Criança Não Trabalha e Pindorama, eles apresentam músicas tradicionais da data, a exemplo de Noite Feliz e Boas Festas.
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  • Nome mais valorizado do cenário brasileiro contemporâneo — a tela Meu Limão (2000) foi vendida há um ano pela Sotheby’s, em Nova York, por 2,1 milhões de dólares —, Beatriz Milhazes está de volta à cidade com a mostra O Círculo e Seus Amigos. Nove pinturas, todas inéditas e algumas em pequeno formato, integram a montagem, em cartaz no Galpão Fortes Vilaça. Nas novas obras, Beatriz dá continuidade ao caleidoscópio estético que chamou a atenção dos colecionadores do Brasil e do exterior para a sua produção. É possível notar traços, por exemplo, de influências tão distintas como op art, construtivismo, barroco, arte tribal africana e modernismo — tanto o brasileiro, de Tarsila do Amaral, quanto o europeu, de Henri Matisse. Formas geométricas e padronagens de estilo decorativo, pintadas quase sempre em cores quentes e intensas, são sobrepostas em várias camadas, obrigando o espectador a aumentar o tempo de contemplação para não perder certos detalhes. A carioca permanece navegando bem entre figuração e abstração, e segue dando títulos inusitados e pouco elucidativos aos trabalhos, caso de Potato Dreaming e Branquinha. De 23/11/2013 a 21/12/2013.
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    Para quem vai passear no parque, vale a pena aproveitar e visitar exposições no MAC, no MAM e no Pavilhão da Bienal
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    Anti-Nelson Rodrigues
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    3 avaliações
    Em 1973, Nelson Rodrigues estava cansado do teatro e, desde Toda Nudez Será Castigada (1965), não escrevia algo inédito. A comédia dramática Anti-Nelson Rodrigues quebrou o jejum com a intenção de trazer uma história oposta a tudo o que caracterizava sua dramaturgia, repleta de tragédias e crises insolúveis. Quatro décadas depois, o texto ímpar ganha direção de Eduardo Tolentino de Araújo e mostra que Nelson Rodrigues permaneceu coerente ao estilo. Mesmo esperançosa e com final feliz, a trama é repleta de cinismo, ironias e conflitos de uma burguesia à deriva. O ótimo Augusto Zacchi interpreta o cafajeste Oswaldinho. Mimado pela mãe (a atriz Clara Carvalho) e desprezado pelo pai (Eduardo Semerjian), ele tenta seduzir pelo dinheiro uma funcionária de sua empresa (papel de Carol Cashie). A moça não se deixa levar e faz o rapaz reavaliar a postura. Tolentino valoriza cada deboche do original e permite ao bom time de sete atores explorar o patético das situações. Para tanto, o próprio diretor subverte e atualiza o texto, inserindo uma levada de comédia romântica encerrada com irresistível trilha sonora de Roberto Carlos. Estreou em 20/11/2013. Até 1º/5/2016.
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  • Em outubro de 2001, a atriz e diretora Grace Gianoukas idealizou um projeto humorístico composto de solos de diversos comediantes. Em poucas semanas, a Terça Insana gerou um entusiasmado boca a boca — e, desde lá, foram mais de 2 200 apresentações em palcos paulistanos e do restante do país, 400 espetáculos diferentes, dois registros em DVD e 500 personagens. Disposta a investir em novos formatos, a encenadora decretou o fim da Terça Insana e preparou uma turnê de despedida, Adiós, Amigos, que ocupa o Teatro Bradesco de sexta (19/12) a domingo (21/12/2014). Dez atores que já passaram pelo projeto, como Luis Miranda, Marco Luque, Arthur Kohl e Roberto Camargo, foram convidados para participações. Tipos memoráveis para os fãs da montagem marcarão presença no roteiro, entre eles a mal-humorada Mulher-Limão e a diva viciada em Lexotan Aline Dorel, duas impagáveis criações de Grace.   Leia entrevista com Grace Gianoukas sobre o fim da "Terça Insana".
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  • Cinco espetáculos com longa duração

    Atualizado em: 28.Nov.2013

    O Duelo, com Camila Pitanga, é umas das montagens que exigem um pouco mais de tempo do espectador 
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  • A versão da companhia Cisne Negro para o balé O Quebra-Nozes, de 1892, retorna ao palco do Teatro Alfa com sua tradicional temporada de fim de ano. Com direção de Hulda e Dany Bittencourt, a coreografia embalada pela composição de Tchaikovsky visita os reinos encantados dos sonhos da menina Clara. Bailarinos experimentados, caso do carioca Thiago Soares e da russa Svetlana Lunkina, revezam-se como convidados especiais nas sessões. Até 21/12/2016.
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  • O verão só chega às 14h11 do dia 21. Mas desde o começo do mês eventos que têm a estação como mote esquentam a programação da cidade. O primeiro deles é o Summer Break Festival. Agendada para sábado (7/11/2013), a série de shows tem a Dave Matthews Band como principal atração. Liderado pelo sul-africano que dá nome ao conjunto, o grupo trabalha em um novo disco, com lançamento previsto para 2014. A exibição por aqui toma como base Away from the World (2012). Quem dá início aos trabalhos, às 13h, é o vencedor de um concurso. Em seguida, Nem Liminha Ouviu e SOJA ocupam o palco. Apesar de ter um álbum recém-lançado, O Rappa deve privilegiar os velhos tempos. Pela terceira vez no Brasil, o quinteto californiano Incubus enfileira Drive e Pardon Me.
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  • Todo ano, o Festival Batuque, que ocorre no Sesc Santo André, dá bons motivos para ir até o ABC. A quarta edição não será diferente. Nos dias 14 e 15 de dezembro de 2013, a cantora americana Erykah Badu encabeça a programação. O rapper Sombra e o grupo Hurtmold reforçam o primeiro dia, e a rapper Karol Conka e o trio Metá Metá esquentam a plateia na noite seguinte. Os ingressos estão esgotados.
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  • Inspirada nos diários da protagonista, descobertos em 1991, depois de sua morte, a comédia dramática começa com um flerte aparentemente improvável. Casado com Eleanor (Olivia Williams), o presidente Franklin Roosevelt (Bill Murray) passa uma cantada em sua prima distante Daisy Suckley (Laura Linney). A moça é uma fazendeira de poucas posses e se encanta por servir, de todas as maneiras, o chefe da nação americana. Aqui já existia um bom tema para um longa-metragem. O roteiro, contudo, amplia o foco. Debruça-se sobre a tumultua da visita feita por Elizabeth (Olivia Colman) e Bertie (Samuel West), o casal de reis ingleses, à propriedade rural da mãe de Roosevelt, em 1939. Diretor de Um Lugar Chamado Notting Hill, Roger Michell embola o meio de campo ao dar à história um tom de sátira. Embora o argumento seja curioso por abordar a intimidade de Roosevelt (18821945), a trama ganha um tratamento ficcional que pouco transmite a verdade. Estreou em 29/11/2013.
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  • A fórmula do programa e dos filmes Jackass de submeter os integrantes da trupe a tarefas estupidamente perigosas está esgotada? Ao menos é o que parece quando se assiste ao novo trabalho do grupo. “Inspirado” na proposta de humor de Sacha Baron Cohen em Borat e Bruno, o líder do Jackass, Johnny Knoxville, tenta revitalizar sua comédia com uma mistura de pegadinhas e ficção. A trama mostra a relação que nasce entre um vovô amoral (Knoxville) e seu fofo netinho (Jackson Nicoll). Como a irresponsável mãe do menino não pode mais cuidar dele, o velhote se encarrega de entregá-lo ao pai. Numa longa viagem de carro pelos Estados Unidos, a dupla vai colocar os americanos diante das câmeras em situações ora incômodas, ora ridículas. Se o filme ganha alguns pontos nas apelações politicamente incorretas, perde outros tantos na falta de graça nas cenas escatológicas. Se há algo relevante é o desempenho do garoto, um comediante mirim com raro talento para o improviso. Estreou em 29/11/2013.
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  • Para quem quer conhecer as coproduções entre Brasil e França realizadas nos últimos dez anos, o Cine Olido e o Itaú Cultural fazem a retrospectiva Panorama BR-FR neste sábado (30/11/2013) e neste domingo (1º/12/2013). O drama Tabu, exibido nos cinemas em 2013, é uma das boas reprises. Sua projeção está agendada para os dois dias, às 17h, no Olido. Na mesma sala, haverá Quase Dois Irmãos e Era uma Vez, Eu Verônica, no sábado, às 15h e 19h, respectivamente. No domingo, tem vez, às 15h, Diários de Motocicleta, de Walter Salles. A programação do Itaú Cultural traz, no sábado, O Céu de Suely, às 18h15, e Mutum, às 20h. No dia seguinte, segue com Quase Dois Irmãos, às 15h; Histórias que Só Existem Quando Lembradas, às 17h, e Diários de Motocicleta, às 19h.
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  • Com três complexos em São Paulo, a rede UCI vai exibir um show inédito dos Rolling Stones. A projeção de The Rolling Stones: Sweet Summer Sun — Hyde Park Live ocorre na quinta (5/12/2013), às 20h30. Cantando sucessos como Start Me Up, Jumpin’ Jack Flash, Gimme Shelter e Sympathy for the Devil, a banda de Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood se apresentou em junho, no Hyde Park, em Londres, para 100.000 pessoas. A atração custa R$ 40,00 e ocupa as salas do Anália Franco 3, Jardim Sul 5 e Santana Parque 7.
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  • Na terça (3/12/2013), o Centro Cultural São Paulo dá início à Mostra Cinema e Religião. O MIS abre a programação no dia seguinte. Com filmes vindos da Turquia, República Checa, Espanha, Bolívia e Sérvia, entre outros países, o evento traz registros de religiões como islamismo, cristianismo, budismo tibetano e judaísmo ortodoxo. Serão exibidas 35 fitas até domingo (8/12/2013). Cartaz do MIS, na sexta (6/12), às 18h30, Ceferino Namuncurá, o Caminho da Santidade é uma produção argentina. O documentário traz à tona a história do indígena mapuche Ceferino Namuncurá, que morreu aos 18 anos, em 1905, e a quem foram atribuídas curas milagrosas.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO