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Decoração: luxo para praia e campo

Loja de 4600 metros quadrados mira endinheirados

Por: João Batista Jr. - Atualizado em

Decoração: luxo para praia e campo
Living criado por Christina Hamoui: "Os clientes nem vão pedir orçamento" (Foto: Fernando Moraes)

Na cidade das grifes de superluxo da Rua Oscar Freire, da Daslu e do Shopping Cidade Jardim, surge mais um templo do consumo voltado para quem não tem problemas para gastar. Dois casarões da Avenida Brasil, no Jardim Europa, que, juntos, somam 4 600 quadrados, servem de sede da megaloja da Artefacto, batizada de Beach & Country. Os 32 ambientes foram criados por 46 decoradores. Cada um deles recebeu nomes típicos de mostra de decoração, como Deck Lounge e Cozinha Experimental. Dentre os cerca de 1 000 móveis à venda, 40% são importados. Uma estante de aço inox chinesa custa 27 900 reais e o metro de um tecido que imita a pele de elefante, 350 reais.

A partir deste domingo (4), sessenta funcionários receberão os clientes endinheirados. ‘Nossos móveis são para o segundo, terceiro e até quarto imóvel das pessoas’, afirma Wair de Paula, diretor da marca, cujo conceito valoriza ‘o conforto e o artesanal’. O que isso significa? ‘Que aqui não terá dourado Dubai em nenhum móvel’, promete De Paula. Esse conceito, digamos, menos chamativo também passa pelo atendimento. Quem chegar lá, por exemplo, não será recepcionado com taça de champanhe, como é comum em lojas desse nível. ‘Acho supercafona’, diz o também diretor Eduardo Machado. ‘Uma cozinheira servirá bolo de milho, biscoito de laranja e sucos de frutas naturais.’

Todas as árvores dos terrenos, entre elas jabuticabeiras, palmeiras e ipês, foram preservadas. A reforma dos dois casarões durou um ano e meio e a Artefacto não revela o valor investido. ‘Só com as obras e as peças que vieram de fora, gastou-se mais de 25 milhões de reais’, conta um arquiteto que pediu anonimato. Os profissionais que montaram ambientes no local não cobraram nada. ‘Será um chamariz de clientes’, acredita a decoradora Christina Homoui. ‘Ainda mais porque o público daqui nem vai pedir orçamento.’

Fonte: VEJA SÃO PAULO