Exposições

Daniel Senise e Paulo Monteiro exibem novos trabalhos na cidade

Revelados na década de 80, artistas mantêm criatividade incessante

Por: Jonas Lopes

Daniel Senise 2241
Colagem de Daniel Senise (Foto: Divulgação)

Período de fertilidade para a arte brasileira, a década de 80 revelou muitos nomes hoje considerados canônicos e já abordados em retrospectivas de museus. Dois deles, Daniel Senise e Paulo Monteiro, acabam de ganhar novas mostras formadas exclusivamente de obras inéditas. Na Galeria Vermelho, o carioca Senise exibe colagens que representam o estilo peculiar elaborado por ele nos últimos anos. O artista posiciona panos no chão de seu ateliê, joga neles cola e água e, quando secos, recolhe os tecidos marcados pelas impressões do piso. Depois, recorta-os e espalha as tiras pela tela. Resultam desse processo truques de perspectiva que dão ao espectador a ilusão de tridimensionalidade. Algumas dessas peças se assemelham a criações do alemão Anselm Kiefer.

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Paulo Monteiro - 2241
O óleo "A Direção do Meio", de Paulo Monteiro: ilusão e delicadeza (Foto: Everton Ballardin)

Ex-integrante do grupo Casa 7, ao lado de Nuno Ramos, Rodrigo Andrade, Fábio Miguez e Carlito Carvalhosa, o paulistano Paulo Monteiro apresenta 28 trabalhos em “Viagem ao Miolo do Meio”, cartaz da Marília Razuk Galeria de Arte. Sobressaem nos óleos e aquarelas de diversos tamanhos a força gestual e a delicadeza de Monteiro na combinação de cores. Eventuais formas se deixam entrever, a exemplo de pás, enxadas, chaves e chapéus. Há ainda um conjunto de esculturas feitas de chumbo, estanho, alumínio e bronze que guardam relações estreitas com os espessos blocos de tinta de suas pinturas.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO