Teatro

3 perguntas para... Dalton Vigh

Ator volta à cena no espetáculo 'Vamos?', dirigido por Otávio Martins, que estreia no Teatro Imprensa nesta sexta (6)

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Dalton Vigh - 2176
(Foto: Ronaldo Gutierrez)

Na televisão, a imagem do ator Dalton Vigh, de 46 anos, é associada à do galã ou à do vilão. No teatro, porém, ele fez basicamente comédias. E, mais uma vez para levar o público a dar risada, o ator volta à cena no espetáculo ‘Vamos?’, texto de Mário Viana dirigido por Otávio Martins que estreia no Teatro Imprensa na sexta (6). No elenco ainda estão Tânia Khalill, Rachel Ripani e Alex Gruli.

O público que conhece seu trabalho na TV ficará surpreso com essa veia cômica?

Acho curioso como fiquei associado aos personagens dramáticos das novelas. Minha única tragédia no teatro foi ‘Medeia’, dirigida pela Bia Lessa em 2004, e, mesmo quando o papel não era engraçado — como o de ‘Cloaca’, que fiz até o meio deste ano —, as pessoas davam risada. ‘Vamos?’ explora a fundo esse tom cômico. Existe uma troca de personagens entre os atores, e isso me chamou muito a atenção quando li o texto.

No rodízio de personagens dessa ciranda amorosa, você protagoniza alguma cena gay com o ator Alex Gruli?

Olha, a gente brinca um pouco com isso, e, desde os ensaios, temos nos divertido muito. A peça mostra o personagem A que tenta seduzir o personagem B. Mas isso nunca é consumado. O mais interessante: todas as cantadas são dadas do mesmo jeito. Só mudam os argumentos de cada um.

Você ficou cinco anos fora do teatro e agora emendou ‘Cloaca’ e ‘Vamos?’. Esse tempo foi para investir na televisão? Nunca tracei uma estratégia de carreira. Deixo a vida me levar. Como contratado da Globo, regularmente sou escalado para uma novela ou série, mas em teatro a situação é diferente. Se você não toma as rédeas e não produz, como no meu caso, fica à espera de convites. Emendei uma peça na outra porque surgiu a oportunidade e também porque não estou com novela no ar. Não tenho mais idade para gravar no Rio e fazer teatro em outra cidade, dependendo de aeroporto e de todo tipo de imprevisto.

Fonte: VEJA SÃO PAULO