Música

CW7: visual gótico e pop rock

Grupo de Curitiba ganhou o prêmio Hit do Ano no VMB e é uma das atrações de hoje de NoCapricho

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

CW7
CW7: referências ao Evanescence ficam só no visual da vocalista Mia (Foto: Gabriel Wickbold)

Amanda mal falava com os seus primos — os irmãos Pipo, Léo e Paulinho — até meados de 2004, quando a família insistiu que ela fosse cantar com a banda deles. “Eu ficava mais com as meninas, e os meninos não se misturavam”, conta Mia, apelido de Amanda.

Formaram então o CW7, título que mistura as iniciais do sobrenome da família, Cunha Wicthoff, com do número da sorte dos garotos. Vindos de Curitiba, eles fizeram sucesso no circuito independente de São Paulo e hoje são produzidos por Marcos Maynard, responsável por lançar RPM e Restart.

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O CW7 é uma das atrações de hoje (28), primeiro dia de NoCapricho. Eles tocam no Espaço das Américas ao lado de bandas como Fresno, Cine e Restart. A banda está acostumada a tocar em festivais para adolescentes. “É exatamente o nosso público”, diz Mia.

Quando mudou para São Paulo, em 2009, o CW7 tocou em casas como Inferno, Outs e Cervejazul. Depois começou a abrir os shows do Restart e ficou conhecido entre a garotada teen. No Vídeo Music Brasil (VMB) deste ano, da MTV, o grupo ganhou o prêmio Hit do Ano com a música “Me Acorde Pra Vida”. A categoria foi escolhida por voto popular e a trupe venceu bandas como Fresno e NX Zero.

Os primos começaram a levar a música a sério em 2007. Dois anos depois, decidiram deixar a cidade natal para alavancar a carreira. “Curitiba tem boas bandas, mas o cenário musical é muito pequeno”.

Achar casa em São Paulo não foi fácil e eles chegaram a ser assaltados quando procuravam apartamento no Morumbi. Acabaram escolhendo um imóvel na Bela Vista. “Morar com três garotos é difícil, mas tenho quarto e banheiro só para mim”, conta Mia. Outro morador da casa é o cão maltês John, presente de uma fã.

A banda toca pop rock, apesar do visual meio gótico de Mia, frequentemente comparada a Amy Lee, vocalista do Evanescence. “Musicalmente falando não temos nada a ver, mas ela é uma grande influência para mim.” A garota diz se inspirar mesmo em cantoras como Katy Perry e Avril Lavigne.

No show, eles divulgam o terceiro disco, “CW7”, que inclui o hit premiado na MTV. Antes disso, os dois CDs anteriores foram lançados de maneira independente: “Nada Mais Importa Agora”, em 2008, e “O que Eu Quero pra Mim”, em 2010.

Fonte: VEJA SÃO PAULO