Cinema

Novos curtas ganham espaço no MIS

Dois filmes inéditos serão exibidos nesta quarta (9) no projeto Curta MIS

Por: Taís Hirata - Atualizado em

Concerto para Heloísa, de Pedro Moscalcoff
André e Marcelo: os produtores da festa retratada no curta "Concerto para Heloísa" (Foto: Pedro Moscalcoff)

Imagine ter um vizinho baterista. Agora imagine que ele tem quatro bandas e ensaia todos os dias. Essa é a história de Heloisa, vizinha de Biel. Desde 2005 seus ensaios tornam os dias de Heloisa um verdadeiro inferno. Após muitas reclamações, Biel resolveu o problema: reuniu cinco bandas em uma última noite de muito barulho para arrecadar dinheiro e fazer o isolamento acústico de sua casa. Pedro Moscalcoff registrou tudo isso em seu curta “Concerto para Heloísa”, que será exibido nesta quarta (9) no Curta MIS.

São pequenos filmes inéditos como o de Moscalcoff, estudante do 4º ano de Audiovisual da USP, que o Museu da Imagem e do Som (MIS) procura divulgar no projeto Curta MIS. O evento ocorre desde agosto com exibições mensais de curtas-metragens selecionados pelo museu. “A ideia é criar um espaço para curtas em salas de cinema, sem ser em festivais ou na televisão”, afirma André Sturm, diretor do local.

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Os vídeos, que podem ser inscritos até a próxima sexta (10), serão exibidos até março de 2012. Em abril do ano que vem deve haver uma nova seleção, pois segundo Sturm a ideia é que o Curta MIS seja um programa permanente. “Buscamos filmes originais, criativos e de qualidade. Não há um padrão, a escolha é bem eclética”, diz. Para inscrever seu curta, basta seguir as instruções do site do museu.

Além de “Concerto para Heloísa”, nesta quarta (9) será exibido ainda “5 Minutos”, de Quico Meirelles, em que um casal brasileiro que mora em Londres discute o valor do espaço de tempo de cinco minutos. Aparecem no filme personagens e atores “360”, dirigido por Fernando Meirelles, pai de Quico.

A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no próprio MIS, com uma hora de antecedência. A programação dos próximos meses ainda não foi definida.

Fonte: VEJA SÃO PAULO