Especial

Maratona de natação do Tietê

Antes da inauguração da raia olímpica da USP, o rio, então limpo, era usado em provas aquáticas

Por: Daniel Bergamasco, Mariana Barros, Rachel Verano, e Maurício Xavier [colaboraram Ricky Hiraoka, Carolina Giovanelli e Arnaldo Lorençato] - Atualizado em

Natação no Tietê - Especial 459 anos
Banhistas nas águas claras e límpidas do Tietê: revelação de talentos (Foto: Acervo do clube Esperia)

No fim do século XIX, as águas limpas e calmas do Tietê inspiraram a criação de áreas de lazer às suas margens. Uma das mais antigas foi o Clube Esperia, fundado em 1899 por imigrantes italianos, em Santana. O rio passou então a ser palco de regatas e provas de natação — a mais famosa delas, batizada de Travessia de São Paulo a Nado, aconteceu anualmente entre 1924 e 1944, revelando grandes nomes do esporte no Brasil, como a campeã Maria Lenk. Toda largada ocorria na Ponte da Vila Maria, hoje Presidente Jânio Quadros. O percurso, de cerca de 5.000 metros, terminava em frente à sede do Esperia. Em 1945, a prova passou a ser realizada na Represa de Guarapiranga, devido à poluição do Tietê. As regatas, no entanto, continuaram até 1972, quando foi inaugurada a raia olímpica da USP.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO