Especial

Massacre no cinema

A sessão que terminou em mais de quarenta mortos, em 1938, no Brás

Por: Daniel Bergamasco, Mariana Barros, Rachel Verano, e Maurício Xavier [colaboraram Ricky Hiraoka, Carolina Giovanelli e Arnaldo Lorençato] - Atualizado em

Folha da noite - Especial 459 anos
Folha da noite: primeira página noticiou uma das maiores tragédias já ocorridas na cidade (Foto: Reprodução)

Quem passa hoje pelas vitrines recheadas de roupas de cama, mesa e banho da unidade da rede Zelo instalada no imponente palacete erguido na esquina da Rua Ministro Firmino Whitaker com a Saião Lobato, no Brás, certamente não sabe que o imóvel construído em 1927 foi palco de uma das maiores tragédias da cidade. Na matinê do dia 10 de abril de 1938, onze anos após a inauguração do Cine Oberdan, estava sendo exibido o filme Criminosos do Ar, de Charles Coleman, quando, por volta das 17h, alguém na plateia gritou: “Fogo!”. O falso alarme provocou pânico e correria pelas escadarias estreitas da saída. Resultado: trinta crianças e uma mulher de 45 anos foram pisoteadas e mortas. Até o fim dos anos 60, o cinema continuou funcionando no local e, em meados da década seguinte, o prédio tornou-se o endereço mais tradicional da marca de enxovais.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO