Especial

O QG contra a gripe espanhola

A chegada do vírus transformou os salões do Club Atlético Paulistano em enfermarias

Por: Daniel Bergamasco, Mariana Barros, Rachel Verano, e Maurício Xavier [colaboraram Ricky Hiraoka, Carolina Giovanelli e Arnaldo Lorençato] - Atualizado em

Club Atlético Paulistano - Especial 459 anos
Club Atlético Paulistano em 1918: salões convertidos em enfermarias (Foto: Centro Pró-Memória do Club Atlético Paulistano)

O vírus chegou à cidade em 13 de outubro de 1918, quando se registrou o primeiro caso, atendido no Hospital de Isolamento (atual Emílio Ribas). Com o aumento do número de doentes, no mesmo ano um novo centro foi criado na Hospedaria dos Imigrantes, no Brás, o atual Museu do Imigrante. A epidemia, porém, não dava trégua, e houve a necessidade de criação de quarenta centros médicos provisórios em espaços cedidos por terceiros — entre eles, o Club Atlético Paulistano, que transformou salões em enfermaria. Em apenas três meses, mais de 8.000 pacientes morreram em decorrência do vírus influenza na capital.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO