SEGURANÇA

Crise derruba chefe do Corpo de Bombeiros de São Paulo

Governador Geraldo Alckmin afasta Marco Aurélio Alves Pinto, apontado como principal articulador para separar os Bombeiros da Polícia Militar

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Geraldo Alckmin
O governador Geraldo Alckmin: medida para afastar crise na cúpula da segurança pública (Foto: Luciano Claudino/Folhapress)

Para encerrar uma crise que ameaçava a Polícia Militar de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afastou o comandante do Corpo de Bombeiros, o coronel Marco Aurélio Alves Pinto, do cargo.

Aurélio era apontado na corporação como o principal articulador na Assembleia Legislativa de uma Proposta de Emenda à Constituição do Estado (PEC) para separar os Bombeiros da PM, o que já ocorre na maioria dos Estados. A PEC foi apresentada no dia 5 pelo deputado estadual coronel Paulo Telhada (PSDB).

Aurélio teve a remoção publicada no Diário Oficial do Estado no sábado (15). Suas supostas manobras na Assembleia haviam colocado contra ele o comandante da Polícia Militar, Ricardo Gambaroni, e o principal assessor do secretário da Segurança, Alexandre de Moraes, para a PM, o coronel da reserva Roberto Alegretti.

Marco Aurélio Alves Pinto
Marco Aurélio Alves Pinto: destituído do cargo após manobras na Assembleia (Foto: Divulgação)

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Como Aurélio foi secretário-chefe da Casa Militar de Alckmin de 2013 a 2014, ele havia obtido o apoio de deputados à PEC. Segundo um coronel que pediu anonimato, a crise política que se abriu na PM ameaçava atingir a gestão de Moraes. Em São Paulo, a Constituição do estado subordina o Corpo de Bombeiros à PM, mas determina a criação de um quadro de oficiais exclusivo para a corporação, o que nunca foi feito.

Aurélio foi transferido para o Comando de Policiamento de Área-3, responsável pelo patrulhamento da Zona Norte de São Paulo, um cargo de terceiro escalão. Para seu lugar, Alckmin designou o coronel Rogério Bernardes Duarte. Procurados pela reportagem, tanto a PM quanto a Segurança Pública não se manifestaram.

Fonte: VEJA SÃO PAULO