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Curiosidades sobre São Paulo

Pontos ícones da metrópole, como a Avenida Paulista, a Praça da Árvore, a Rodoviária do Tietê e o Aeroporto de Congonhas, trazem histórias interessantes

Por: Alexandre Aragão - Atualizado em

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Avenida Paulista em 1927 (Foto: Reprodução)

Sabia que a Avenida Paulista já teve outro nome?

Em abril de 1927, após a morte de Carlos de Campos, então presidente de São Paulo (cargo equivalente, nos dias de hoje, ao de governador), o endereço foi renomeado em homenagem a ele. Os paulistanos não gostaram nada da mudança e a Avenida Paulista recuperou seu nome no início da década de 30. A foto acima é daquela época. Como dá para ver, não importa como o chamem, este cartão-postal sempre foi uma via movimentada.

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(Foto: Veja São Paulo)

Além de embrulhar o peixe e fazer as vezes de penico para cachorro, para que serve jornal velho?

Vender, ué!? É o que faz a livraria Bookville e Barroco, na Rua Maria Antônia, 230, no bairro de Santa Cecília. Cada edição, desatualizada há três meses, custa o dobro do preço cobrado em banca. Quem compra? Os principais consumidores são os escritórios de advocacia e empresas em geral. Isso porque ali eles encontram reportagens e anúncios com informações que podem ajudar em processos.

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Claudia Linhares (Foto: Veja São Paulo)

Dá para ter um sagui de estimação em São Paulo?

Dá. Mas só três lojas têm licença do Ibama para vender os bichinhos na capital. Já vacinados e com um chip para monitoramento, eles custam entre 2500 e 4500 reais. Quando chegam à idade adulta, os saguis atingem cerca de 60 centímetros e pesam 500 gramas. Como são pequenos, podem ser criados em apartamentos e, ao contrário de cães e gatos, não precisam de ração para comer. Alimentam-se de frutas, legumes, verduras, iogurte e até (eca!) baratas e besouros. Se bem cuidados, os macaquinhos vivem por aproximadamente quinze anos.

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Onde tem mais gente: na Rodoviária do Tietê ou no Aeroporto de Congonhas?

Nos últimos tempos, é bem verdade que o vaivém de gente no aeroporto deu ao lugar ares de rodoviária. Mas é pelo terminal do Tietê que passa o maior número de pessoas todos os dias. São 90 000 contra 60 000 em Congonhas. Além disso, da rodoviária partem diariamente 1 500 ônibus para 1 033 destinos, alguns internacionais, inclusive. Já do aeroporto saem 292

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Predra do Vão do Masp (Foto: Rita de Cassia)

Por que motivo tem uma pedra no vão livre do Masp?

Oficialmente, conta-se que a pedra está ali por causa de uma mensagem gravada nela em comemoração à inauguração do novo endereço do museu, na Avenida Paulista, em novembro 1968. Antes disso, o acervo ficava na Rua Sete de Abril. Uma outra versão não confirmada pelo Masp acrescenta que a arquiteta Lina Bo Bardi, autora da atual sede, escolheu o pedregulho a dedo. Isso porque o formato ovalado a fazia lembrar da silhueta corpulenta de Assis Chateaubriand, fundador do Masp.

Por que a Praça da Árvore tem esse nome?

O bairro da Praça da Árvore foi batizado quando construíram uma estação de trem no local, no início do século XX. Como era repleta de árvores, a praça que se tornou sede do terminal também passou a ser chamada assim. De lá para cá, o fluxo de gente e meios de transporte público tomou o lugar do verde. Hoje, há apenas 48 pés de diversas espécies. Parte deles, no entanto, ainda é uma pequena mudinha.

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Peixe-boi: único exemplar da sua espécie no mundo em exposição para o público (Foto: Divulgação)

É verdade que o peixe-boi amazônico é o maior animal do Aquário de São Paulo?

Não. Com 2,03 metros, o peixe-boi chamado Tapajós perde para o tubarão-lixa, que tem quase 3 metros. Mas ele ostenta outro título interessante: é o único exemplar da sua espécie no mundo em exposição para o público. Os outros vivem soltos na natureza ou em centros de pesquisa.

Fonte: VEJA SÃO PAULO